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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

A China vai exportar 24 caças de 4ª geração J-10 para o Irão




Segundo a agência noticiosa russa RIA-Novosti, a China teria vendido ao Irão 24 caças de 4ª geração J-10. A China entregaria estes aparelhos entre 2008 e 2010 a um preço unitário de 40 milhões de dólares cada um. Actualmente, os aviões mais avançados do Irão e os únicos capazes de enfrentar os aparelhos dos EUA num eventual ataque aéreo são os MiG-29 ex-iraquianos e os F-14 da época do Xá que por portas travessas (peças) e com muito engenho se vão mantendo operacionais… A chegada destes 24 caças chineses pode não ser suficiente rápida para enfrentar um ataque dos EUA (que parece cada vez mais iminente), mas permitirá repôr as perdas em caças avançados que resultarão deste ataque e estabelecer uma força dissuasora significativa na região.

O J-10 é um projecto chinês para um caça de 4ª geração, desenvolvido a partir dos planos da versão israelita do F-16 e entretanto abortada por razões financeiras, o Lavi. Originalmente, pensado para operar com turbinas americanas, a China mudou-as para as russas Al-31FN atrasando todo o programa pelo redesenho do avião que implicou e levando à utilização actual na China ainda de um número muito limitado desses aparelhos. Actualmente, o J-10 - pelo menos no papel - parece oferecer características superiores aos F-16 C e D israelitas, deixando Israel na nova e incómoda posição de ter que enfrentar pela primeira vez adversários que possuem aviões de combate claramente superiores aos seus… Aqui, e se tal enfrentamento ocorrer mesmo, vai prevalecer o treino, a logística e a inteligência no emprego dos meios existentes, e aqui, a vantagem parece ainda do lado israelita…

Estranhamos que a China esteja disposta a ceder alguns dos seus ainda muito escassos aparelhos J-10… Se estas notícias se confirmarem implicam uma decisão muito importante por parte da China de sacrificar o reequipamento da sua ainda muito obsoleta força aérea, privilegiando a relação que tem o Irão e alicercando as suas relações diplomáticas com mais um país produtor de petróleo (a par da Birmânia e do Sudão, outros dois dúbios e imorais aliados chineses) à custa da modernização das suas próprias forças armadas… Desconhece-se exactamente quantos J-10 estão actualmente em uso na força aérea chinesa, mas ao ritmo de 2 a 4 construídos por mês, e tendo em conta que em finais de Dezembro de 2006 havia apenas 70 hoje poderá haver mais de 110 aparelhos em operação na China… Um número elevado, mas ainda insuficiente para substituir os mais de 500 variantes de MiG-21 (J-7) e os 500 MiG-19 (Q-5) que ainda forma a parte mais importante do seu inventário. Esta tarefa abissal de substituir mais de mil aparelhos obsoletos e a decisão de exportar os escassos novos J-10 dá uma boa medida da importância que a China dá às suas relações com os países produtores de petróleo e o que está disposta a sacrificar em nome delas…

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