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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Reaparelhamento fica para 2008 com o Plano Estratégico da Defesa


Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou em discurso na solenidade de apresentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos oficiais-generais promovidos em novembro, que o reaparelhamento das Forças Armadas está condicionado à aprovação do Plano Estratégico da Defesa, que deve ser apresentado em setembro de 2008.

“Acredito que, depois da aprovação, vamos finalmente conseguir o aparelhamento tão desejado pela Marinha, Exército e Aeronáutica”, explicou Jobim.

Segundo ele, “o presidente da República e eu queremos nossas Forças Armadas orgulhosas dos armamentos, das aeronaves, dos navios, dos blindados, das viaturas. Queremos militares altivos, equipados, treinados e motivados profissionalmente”.

O ministro destacou que é preocupação do presidente Lula a questão do orçamento das forças. Ele afirmou que “o governo tem um sério compromisso com os militares”.

Jobim lembrou o papel constitucional das Forças Armadas, mas ressaltou a necessidade de enfrentamento de novos desafios, como, por exemplo, a colaboração com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“A quantidade de obras em andamento em todo o país, sob a responsabilidade dos Batalhões de Engenharia do Exército, confirmam a seriedade dos trabalhos em desenvolvimento pelas Forças Armadas e a vontade de participar do esforço de aceleração do crescimento do Brasil”, afirmou.

Atualmente, oito mil homens de onze batalhões do Exército são responsáveis por 19 obras do PAC. Para o governo, a contratação dos militares gera uma economia de 14% na execução das obras, a grande maioria, rodovias.

Na avaliação de Nelson Jobim, a Defesa deve integrar a agenda de prioridades do governo, com especial atenção para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

“Precisamos aliar o desenvolvimento das nossas Forças Armadas ao nosso desenvolvimento econômico e tecnológico do país”, enfatizou.

Participaram da solenidade, os comandantes do Exército, General Enzo Martins Peri; da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto; e da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito.

Plano Estratégico

O Plano Estratégico da Defesa prevê o aumento de cerca de 50% no orçamento das Forças Armadas, apenas para a aquisição de equipamentos e o reordenamento das prioridades: vigilância do espaço aéreo, das fronteira e do litoral.

Exército, Marinha e Aeronáutica acreditam que terão algo em torno de US$ 4,6 bilhões para a compra de material bélico. Em 2007, os recursos ficaram em US$ 3 bilhões.

Atualmente, o Brasil tem um contingente de 310 mil soldados, 190 mil no Exército, 70 mil na Aeronáutica e 50 mil na Marinha.

A novidade do Plano Estratégico da Defesa é que esses recursos deverão ser investidos em sua maior parte, nas indústrias de Defesa do Brasil.

A idéia do ministro Nelson Jobim é comprar pouco no mercado externo. Além disso, só haverá compras externas se houver transferência de tecnologia.

Para tanto, o Ministério da Defesa quer estimular a fabricação de aviões de combate e treinamento, sistemas antitanque, veículos blindados, pequenos navios, eletrônica, radares e munição.

O governo estuda a criação de linhas de crédito para potencializar a indústria nacional na elaboração e desenvolvimento dos equipamentos necessários.

Também serão implementadas as bases militares na Amazônia, região considerada prioridade número um pelas Forças Armadas.

Até o final de 2007, o MD pretende manter 25 mil homens na região, com foco principal para as fronteiras. Uma das mais preocupantes é com a Colômbia e por onde entram sistematicamente guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Segundo Lula, “as fronteiras terrestres, as águas jurisdicionais e o espaço aéreo com as dimensões de um país como o Brasil exigem Forças Armadas muito bem equipadas e treinadas para a defesa dos interesses nacionais", afirmou.

Os militares brasileiros também estariam preocupados com o rearmamento dos países vizinhos. Segundo o jornal espanhol El País, de Madri, “no ano que vem, o Chile terá concluído seu programa de rearmamento, que inclui aviões de combate norte-americanos, uma centena de carros de combate alemães, fragatas lança mísseis, submarinos e radares de última geração, entre outras aquisições. A Venezuela também receberá grande parte das compras realizadas nos anos anteriores, entre as quais se destacam centenas de milhares de fuzis de assalto. São os dois países da região que mais gastaram em armas nos últimos dois anos”.

Há cerca de dez dias, o General José Benedito de Barros Moreira, Secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, defendeu que o Brasil precisa desenvolver armas atômicas para proteger seu patrimônio.

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