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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Japão diz que Coreia do Norte avança na tecnologia de foguetes


O “espetacular” lançamento do foguete norte-coreano do último fim de semana mostra que o país obteve avanços na sua tecnologia de mísseis, disse nesta quarta-feira o Japão, que voltou a defender uma reação dura do Conselho de Segurança da ONU contra a atividade norte-coreana.

A Coreia do Norte diz que o lançamento do domingo serviu para colocar um satélite em órbita, e que isso é parte legítima de um programa espacial pacífico. Críticos dizem, no entanto, que o lançamento é um teste disfarçado do míssil de longo alcance Taepodong-2, e que isso viola uma resolução da ONU adotada em 2006, após testes com armas nucleares e mísseis, que proíbe esse tipo de atividade por parte da Coreia do Norte.

EUA e Coreia do Sul contestam que o Norte tenha realmente colocado um satélite em órbita.

Referindo-se a imagens do lançamento divulgadas na terça-feira pela TV estatal norte-coreana, o chefe de gabinete do governo japonês, Takeo Kawamura, disse que não ficou claro se o foguete realmente levava um satélite. Ele passou sobre o Japão durante seu trajeto de 3.200 quilômetros, que acabou no oceano Pacífico.

“Ele foi lançado de forma espetacular”, disse Kawamura a jornalistas. “Podemos dizer que o lançamento ocorreu de um modo mais avançado do que os anteriores.”

No último teste anterior do Taepodong-2, em julho de 2006, o foguete se esfacelou com 40 segundos de voo. Ele foi projetado para voar cerca de 6.700 quilômetros, o suficiente para atingir o Alasca.

Kawamura reiterou a posição japonesa em prol de novas medidas do Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte.

Diplomatas dizem que China e Rússia provavelmente aceitariam um alerta do Conselho para que Pyongyang cumpra as resoluções em vigor e volte às negociações pluripartites para o fim do seu programa de armas nucleares, em troca de benefícios políticos e econômicos.

Mas Moscou e Pequim, com poder de veto no Conselho, provavelmente barrariam novas punições ao regime norte-coreano. Tóquio e Washington gostariam de ampliar as sanções financeiras atuais.

“Houve conversas informais entre membros permanentes do Conselho de Segurança e o Japão, mas ouvimos que a posição da China é firme”, disse Kawamura. “Nosso governo continua a trabalhar com os Estados Unidos para negociar, com vistas a uma nova resolução.”

Analistas dizem que o lançamento demonstrou que a Coreia do Norte aumentou o alcance dos seus mísseis, mas que o país ainda está a anos de construir um foguete que possa ameaçar os Estados Unidos.

“A Coreia do Norte fez avanços tecnológicos, a despeito do sucesso ou fracasso do lançamento”, disse Rim Chun-taek, professor de Engenharia Aeroespacial do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia, de Seul.

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