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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Aernnova monta centro de desenvolvimento no Brasil

Virgínia Silveira, para o Valor, de São José dos Campos

A perspectiva de participação em projetos como o do Trem Bala e dos caças de combate da Força Aérea Brasileira (FAB), além de uma maior proximidade com seu principal cliente, a Embraer, foram decisivos para que o grupo espanhol Aernnova Engineering decidisse trazer para o Brasil uma unidade do seu centro internacional de desenvolvimento de projetos de engenharia. O objetivo da empresa, segundo o diretor presidente, Adel Ben-Smida, é transformar o centro brasileiro em uma base de desenvolvimento de tecnologia para a América Latina.

O projeto já está sendo colocado em prática com a contratação de uma equipe de 15 engenheiros e técnicos brasileiros, sendo que seis deles já receberam treinamento nos centros de engenharia da empresa na Espanha e nos Estados Unidos. "De imediato, contrataremos um total de 20 profissionais, mas a nossa matriz espanhola não impôs nenhum limite no número de empregados que serão incorporados ao novo centro, pois isso vai depender dos projetos que iremos desenvolver a partir de agora", comentou.

Segundo o executivo, o primeiro contrato da Aernnova Engenharia do Brasil foi assinado com a Avibrás Aeroespacial, mas a empresa já está trabalhando em vários outros projetos de desenvolvimento, inclusive no setor automobilístico. Os planos da Aernnova Engenharia também incluem parcerias com universidades brasileiras nas áreas de pesquisa e desenvolvimento em material composto, a especialidade do grupo espanhol. "Já fechamos uma parceria com a Universidade de Taubaté (Unitau) e estamos iniciando uma conversa com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)", explicou.

A Aernnova já opera dois centros na Espanha (Madri e Vitória), que atendem aos clientes da empresa na Europa, e um em Michigan, nos Estados Unidos, dedicado também ao mercado canadense.

O novo empreendimento foi instalado na fábrica da Aernnova do Brasil, em São José dos Campos. A unidade começou a operar em 2004, com a fabricação de partes estruturais dos jatos da Embraer. A Aernnova, antiga Gamesa, é parceira de risco da Embraer desde 1993 e participa dos programas dos jatos ERJ-145, fornecendo as asas e do 170/190, com a produção da fuselagem traseira e empenagem.

Além da Embraer, a Aernnova também tem como principais clientes as americanas Boeing e Sikorsky, a canadense Bombardier e a europeia Airbus. A empresa também atua nos segmentos de automação, transportes, naval e energia eólica. A área de engenharia da empresa é formada por cerca de 950 engenheiros, sendo que 43% são especialistas em desenho, 29% em cálculo estrutural e 18% em fabricação.

A Embraer, segundo o diretor-presidente da Aernnova, é uma das principais clientes do grupo espanhol no mundo, respondendo por cerca de 40% do seu faturamento, que em 2008 foi da ordem de € 490 milhões. "Temos grande interesse em participar do desenvolvimento de outros programas da Embraer, como o do cargueiro KC-390, e o fato de trazer nosso centro de engenharia para o Brasil é uma demonstração de que queremos estreitar nossas relações com a empresa", explicou Smida.

Segundo o executivo, a proximidade da área de desenvolvimento era uma das reivindicações da Embraer, pois facilita o trabalho da engenharia.

A participação da atividade de engenharia nas vendas da companhia, segundo relatório anual publicado pela empresa, representa mais de 25% do valor da Aernnova. As áreas de engenharia de produto e sistemas e engenharia de fabricação estão entre as principais atividades da divisão de engenharia da empresa. A Aernnova também é parceira de risco nos programas das aeronaves Airbus A380 e Airbus A350, além de participar de vários outros programas na área de defesa, como o do helicóptero Eurocopter Tigre, Casa 235 e 295 e o do caça europeu Eurofighter.

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