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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Investigadores buscam motivos de major para matança em base

Problemas psiquiátricos, medo de ser enviado ao front e perseguição religiosa são possíveis razões; 13 foram mortos

Gustavo Chacra - O Estado de S.Paulo

Problemas psiquiátricos, insatisfação pela possibilidade de ser enviado ao Afeganistão para lutar ao lado das tropas americanas, perseguição por ser muçulmano e radicalismo islâmico eram algumas das possíveis motivações citadas ontem como responsáveis por levar o major Nidal Malik Hasan, de 39 anos, a matar outras 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, na quinta-feira.

Temendo as consequências do episódio, o presidente dos EUA, Barack Obama, pediu para que as pessoas não tirassem conclusões apressadas. "Não temos as respostas ainda e peço cautela para evitar conclusões antes que tenhamos todos os fatos", afirmou. A Casa Branca não comentou o ataque de um franco-atirador ontem, em Orlando, na Flórida, que deixou um morto e seis feridos.

Hasan escapou dos tiros de outros militares que tentavam conter seu ataque, mas foi atingido pela policial Kimberly Munley. Ele está internado em coma, segundo a rede CNN. De acordo com autoridades americanas, não há condições de interrogá-lo. Por enquanto, as investigações estão focadas no seu histórico pessoal e em suas atividades durante o dia do ataque.

Horas antes de começar a atirar indiscriminadamente contra outros oficiais e civis, o major, vestindo uma roupa típica muçulmana, comprou café e um bolo em uma lanchonete da base, onde vivem 65 mil pessoas, a grande maioria militares que retornam e soldados que embarcam para o Iraque e o Afeganistão. Nas cenas gravadas pelo sistema de segurança, ele sorria e aparentava calma. Outra imagem exibe o major entrando em um carro no estacionamento, com a mesma vestimenta.

O comando militar da base de Fort Hood informou ontem que, em sites voltados para radicais islâmicos, há comentários de uma pessoa com o nome de Nidal Hasan que compara os suicidas islâmicos aos camicases japoneses, defendendo este tipo de ação.

Entidades islâmicas e árabes dos EUA condenaram o ataque de Hasan em comunicados divulgados por internet, em TVs e rádios. Elas disseram que, em vários outros casos de atiradores, não é levada em consideração a origem do responsável. Desta vez, segundo as mesmas entidades, a fé muçulmana e a origem árabe de Hasan estão sendo enfatizadas apenas por preconceito. Nascido nos EUA, o major é filho de um bem-sucedido empresário do ramo de restaurantes que imigrou de uma cidade palestina próxima a Jerusalém há mais de quatro décadas.

INSATISFAÇÃO

Hasan, de acordo com alguns relatos, estaria insatisfeito com sua provável mobilização para o Afeganistão. O major não concordava com as guerras e demonstrava decepção com o presidente Obama. Ele tentou até mesmo pagar de volta ao Exército os gastos com sua educação para poder se livrar do front. Hasan formou-se em bioquímica e, posteriormente, cursou medicina.

Em seu período no Exército, sempre trabalhou como psiquiatra, atendendo veteranos do Iraque e do Afeganistão. As histórias dos pacientes teriam deixado Hasan ainda mais preocupado e contrariado com seu provável deslocamento. Pessoas próximas do major disseram que ele temia sofrer o mesmo estresse dos militares que tratava. Nos últimos anos, depois do 11 de Setembro, segundo sua tia, ele também passou a reclamar do preconceito de colegas pelo fato de ser muçulmano. A família divulgou uma nota lamentando o ataque.

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