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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Monitoramento da fronteira sai em 10 anos

ANDREZZA TRAJANO - FOLHA DE BOA VISTA
 
O chefe do Comando Militar da Amazônia, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, disse à Folha que em até dez anos o Exército Brasileiro implantará o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), na Amazônia. O projeto está orçado em R$ 10 bilhões.

 
“São 11 mil quilômetros de fronteira, com uma característica geográfica muito difícil. Hoje, os problemas mais sérios são questões de segurança urbana nos grandes centros, onde todos esses problemas passam pelas fronteiras, como o narcotráfico, contrabando e a biopirataria”, justificou.

 
A alternativa para mudar esse cenário será feita com tecnologia. O Sisfron está na fase de concepção e logo entrará em processo de definições e detalhamentos. 


“Esse sistema prevê a construção de novos pelotões de fronteira, para que em todos eles sejam instalados sensores, radares, sistema de vigilância, veículos aéreos não tripulados, que nos dará capacidade muito superior de fazer fiscalização na fronteira”, disse.
 
O Sisfron estará interligado por um sistema de comunicação ao centro de comando, onde esse centro acionará as unidades militares para fazerem patrulhamentos, apreensões e todo tipo de fiscalização, esclareceu o general.

 
O centro principal de comando será em Manaus, mas brigadas e batalhões também terão seus centros de comando. “É um projeto grande, que tem instalação prevista para ocorrer em dez anos, de uma tecnologia avançada, que privilegiará a indústria nacional”, ressaltou.

 
O comandante do CMA destacou a posição geográfica do Estado, que faz fronteira com a Venezuela e Guiana.


“Temos uma área extremamente sensível em razão de nossos vizinhos. Tive notícia que será asfaltada uma rodovia na Guiana, de Lethem a Linden, o que trará enormes benefícios, mas também todos os problemas decorrentes do impacto social. Ainda temos a questão das terras indígenas, o apoio aos índios e a preservação do meio ambiente”, observou.
 
Roraima terá mais seis pelotões
 

Conforme a Estratégia de Defesa Nacional, está prevista a instalação de seis novos Pelotões Especiais de Fronteira (PEFs) em Roraima dentro e fora de terras indígenas. Atualmente já existem seis unidades no Estado, localizadas em pontos estratégicos para a manutenção da soberania brasileira.
 
Na Raposa Serra do Sol, ao norte do Estado, estão previstos dois pelotões, sendo um na comunidade do Contão e um na Serra do Sol, em Uiramutã, além de outro na terra indígena Jacamim, na região da Serra da Lua, em Bonfim. Essas áreas fazem fronteira com a Guiana, a nordeste de Roraima.

 
Na reserva Yanomami serão construídos um em Ericó e outro em Uaicás, regiões que fazem fronteira com a Venezuela, ao norte. Fora das terras indígenas, mas ainda dentro da faixa de fronteira, será construído um PEF na região de Entre Rios, sul do Estado.

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