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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Ártico: se você quer a paz, prepare-se para a guerra

O Ocidente acha que a Rússia não tem direito de possuir os maiores territórios árticos, seu subsolo e mares. Será que o Ocidente tem razão?


Grigori Milenin | Voz da Rússia

O mundo está sendo abalado por conflitos militares, a tensão nas relações entre os polos geopolíticos está crescendo e os jogadores mundiais declaram cada vez mais duramente suas exigências relativamente aos recursos energéticos do nosso planeta.

Os recursos de hidrocarbonetos e minerais do Ártico, a maior parte dos quais se encontra na plataforma continental russa, não deixam em paz nossos parceiros europeus e transatlânticos. São frequentes declarações “sinceras” de políticos estrangeiros de que o Ártico, em conjunto com todas as riquezas naturais, deve tornar-se patrimônio comum da comunidade mundial. Mas no futuro estas declarações poderão ser substituídas por ameaças reais, considera o diretor do Centro de Conjuntura Estratégica, Ivan Konovalov:

“Poderá começar um sério conflito militar-diplomático com a participação não apenas dos países árticos – Canadá, Rússia, EUA, Noruega, Dinamarca, mas também de países distantes daquela região. Não duvido que a China e outros países interessados na exploração dos recursos árticos irão aderir a esta luta. A retórica no campo diplomático será muito dura. Mas sempre perde aquele que não dispõe de componente militar na discussão diplomática”.

É nomeadamente por esta causa que a direção russa incluiu na lista das principais prioridades nacionais o regresso das Forças Armada à região ártica. Mas, para isso, serão necessárias grandes obras de reconstrução de infraestruturas abandonadas completamente nos anos 90 do século passado, diz o redator-chefe do jornal Voienno-Promyshlenny Kurier (Correio Militar-Industrial), Mikhail Khodarenok:

“A presença militar da Rússia no Ártico nos anos 90 e no início do século XXI foi praticamente reduzida a zero. Em termos gerais, desde a península de Kola até à enseada da Providência não tem havido quaisquer destacamentos das Forças Armadas da Rússia. As unidades árticas foram dissolvidas tão rapidamente que muitos meios materiais, armamentos e equipamentos militares foram abandonados no litoral do Oceano Glacial e em ilhas do Ártico”.

A reconstrução da infraestrutura militar já começou. Ao mesmo tempo, não será copiado o sistema soviético de estruturas militares árticas. Serão reconstruídos e construídos novamente os elementos que respondam às exigências atuais da segurança militar, aponta Ivan Konovalov:

“O leque de forças necessárias já está determinado. São a Marinha e as Forças de Defesa Antiaérea, levando em consideração a necessidade de controlar toda a região ártica através de radares. Atualmente, esta é uma das principais orientações do desenvolvimento das Forças Armadas. Sem dúvida, será necessário efetuar provas de adestramento das nossas brigadas árticas. Está previsto instalar na região duas brigadas. Em princípio, este é um número suficiente. Ao mesmo tempo, é necessário desenvolver as tropas fronteiriças e uma rede de aeródromos. Tudo isso em conjunto irá reforçar o nosso vetor ártico”.

Não haverá uma guerra por recursos árticos no futuro próximo, dizem peritos. Mas tal não significa que não se deve estar preparados para esta guerra. Como diziam os romanos, “se vis pacem, para bellum”(se você quer a paz, prepare-se para a guerra). Por isso, se alguém tentar invadir os nossos territórios árticos, os militares russos, com a cortesia que lhes é própria, mostrarão a porta à visita indesejada.



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