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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Moscou quer fornecer mísseis ao Irã apesar de embargo da ONU

Ambos os países estão sob sanções ocidentais, e transação é parte de plano conjunto de fazer frente a "interferência" americana. Segundo governo, sanções até impulsionaram a indústria armamentista russa.


Deutsch Welle

A Rússia ofereceu-se para fornecer ao Irã mísseis antiaéreos, apesar do embargo armamentista imposto pelas Nações Unidas. A notícia foi divulgada numa conferência em Abu Dhabi nesta segunda-feira (23/02), por Serguei Chemezov, presidente da companhia estatal Rostec, que gere o setor de defesa russo. Segundo ele, Teerã está considerando a proposta.



Mísseis antiaéreos Antey-2500

Os mísseis Antey-2500 são uma versão modernizada do sistema de defesa aérea S-300, que, num contrato de 2007, Moscou se comprometera a vender ao Irã por 800 milhões de dólares. A transação foi severamente criticada por Estados Unidos e Israel.

Uma resolução da ONU adotada em 2010 interdita o fornecimento, venda ou transferência de mísseis ou sistemas aéreos para Teerã. A própria Rússia está também sujeita a sanções do Ocidente, devido à controversa anexação da Crimeia e a sua participação na crise separatista do leste da Ucrânia.

Apesar de tais impedimentos, durante uma visita a Teerã do ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, em janeiro, os dois países assinaram um acordo de cooperação militar, numa resposta conjunta ao que classificaram como "interferência" dos EUA.

Sanções "impulsionam" indústria armamentista russa

Também em janeiro, o ministro das Finanças Anton Siluanov anunciou um corte de 10% nos gastos públicos de Moscou. A medida se deve às dificuldades originadas pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais. Os cortes afetariam todos os setores, exceto o de defesa.

No entanto, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa paralela a uma conferência de defesa nos Emirados Árabes Unidos, Serguei Chemezov atualizou as informações, declarando que os cortes poderiam também afetar o setor militar.

"Ele pode diminuir um pouco, por volta de 10%. Mas uma decisão ainda não foi tomada", comentou. O presidente da Rostec é um dos principais aliados do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tendo sido pessoalmente afetado pelas sanções ocidentais relativas ao conflito na Ucrânia.

"As sanções nos deram um impulso para produzir nosso próprio equipamento", disse Chemezov em Abu Dhabi. "Antes das sanções, nós importávamos da Ucrânia, que tem muitas instalações e fábricas de defesa. Até 2017, nós planejamos ter substituído todas as nossas importações."

Segundo Chemezov, a Rússia já recebeu encomendas de armas para os próximos três ou quatro anos no valor de 40 bilhões de dólares. Os maiores compradores viriam da Índia, China, Oriente Médio e América Latina.


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