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Jornal alemão iguala Bundeswehr à 'armazém de peças de reposição'

Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) está em profunda crise, enfrentando uma grave falta de investimento, noticia o Suddeutsche Zeitung.
Sputnik

Segundo o jornal, 20% dos candidatos a cargos oficiais abandonam o serviço nos primeiros seis meses e a seleção de 8.500 voluntários previstos no plano para o serviço militar vem enfrentando mais e mais dificuldades com o passar dos anos.

Na lista dos problemas, a maior preocupação corresponde ao financiamento do exército alemão. Segundo a publicação, o orçamento da defesa para 2018, no valor de 38,5 bilhões de euros (R$ 170,9 bilhões) parece suficiente apenas à primeira vista — o exército não tem dinheiro suficiente. Metade do orçamento é usada para suprir as necessidades dos oficiais, uns 18% são destinados aos custos operacionais e apenas 13% do orçamento é investido nas compras de defesa.

Em particular, a publicação observa uma redução acentuada no número de tanques de 4.500 no final da Guerra Fria para 225 unidades. O dinheiro investido é…

Moscou quer fornecer mísseis ao Irã apesar de embargo da ONU

Ambos os países estão sob sanções ocidentais, e transação é parte de plano conjunto de fazer frente a "interferência" americana. Segundo governo, sanções até impulsionaram a indústria armamentista russa.


Deutsch Welle

A Rússia ofereceu-se para fornecer ao Irã mísseis antiaéreos, apesar do embargo armamentista imposto pelas Nações Unidas. A notícia foi divulgada numa conferência em Abu Dhabi nesta segunda-feira (23/02), por Serguei Chemezov, presidente da companhia estatal Rostec, que gere o setor de defesa russo. Segundo ele, Teerã está considerando a proposta.



Mísseis antiaéreos Antey-2500

Os mísseis Antey-2500 são uma versão modernizada do sistema de defesa aérea S-300, que, num contrato de 2007, Moscou se comprometera a vender ao Irã por 800 milhões de dólares. A transação foi severamente criticada por Estados Unidos e Israel.

Uma resolução da ONU adotada em 2010 interdita o fornecimento, venda ou transferência de mísseis ou sistemas aéreos para Teerã. A própria Rússia está também sujeita a sanções do Ocidente, devido à controversa anexação da Crimeia e a sua participação na crise separatista do leste da Ucrânia.

Apesar de tais impedimentos, durante uma visita a Teerã do ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, em janeiro, os dois países assinaram um acordo de cooperação militar, numa resposta conjunta ao que classificaram como "interferência" dos EUA.

Sanções "impulsionam" indústria armamentista russa

Também em janeiro, o ministro das Finanças Anton Siluanov anunciou um corte de 10% nos gastos públicos de Moscou. A medida se deve às dificuldades originadas pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais. Os cortes afetariam todos os setores, exceto o de defesa.

No entanto, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa paralela a uma conferência de defesa nos Emirados Árabes Unidos, Serguei Chemezov atualizou as informações, declarando que os cortes poderiam também afetar o setor militar.

"Ele pode diminuir um pouco, por volta de 10%. Mas uma decisão ainda não foi tomada", comentou. O presidente da Rostec é um dos principais aliados do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tendo sido pessoalmente afetado pelas sanções ocidentais relativas ao conflito na Ucrânia.

"As sanções nos deram um impulso para produzir nosso próprio equipamento", disse Chemezov em Abu Dhabi. "Antes das sanções, nós importávamos da Ucrânia, que tem muitas instalações e fábricas de defesa. Até 2017, nós planejamos ter substituído todas as nossas importações."

Segundo Chemezov, a Rússia já recebeu encomendas de armas para os próximos três ou quatro anos no valor de 40 bilhões de dólares. Os maiores compradores viriam da Índia, China, Oriente Médio e América Latina.


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