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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Moscou quer fornecer mísseis ao Irã apesar de embargo da ONU

Ambos os países estão sob sanções ocidentais, e transação é parte de plano conjunto de fazer frente a "interferência" americana. Segundo governo, sanções até impulsionaram a indústria armamentista russa.


Deutsch Welle

A Rússia ofereceu-se para fornecer ao Irã mísseis antiaéreos, apesar do embargo armamentista imposto pelas Nações Unidas. A notícia foi divulgada numa conferência em Abu Dhabi nesta segunda-feira (23/02), por Serguei Chemezov, presidente da companhia estatal Rostec, que gere o setor de defesa russo. Segundo ele, Teerã está considerando a proposta.



Mísseis antiaéreos Antey-2500

Os mísseis Antey-2500 são uma versão modernizada do sistema de defesa aérea S-300, que, num contrato de 2007, Moscou se comprometera a vender ao Irã por 800 milhões de dólares. A transação foi severamente criticada por Estados Unidos e Israel.

Uma resolução da ONU adotada em 2010 interdita o fornecimento, venda ou transferência de mísseis ou sistemas aéreos para Teerã. A própria Rússia está também sujeita a sanções do Ocidente, devido à controversa anexação da Crimeia e a sua participação na crise separatista do leste da Ucrânia.

Apesar de tais impedimentos, durante uma visita a Teerã do ministro russo da Defesa, Serguei Shoygu, em janeiro, os dois países assinaram um acordo de cooperação militar, numa resposta conjunta ao que classificaram como "interferência" dos EUA.

Sanções "impulsionam" indústria armamentista russa

Também em janeiro, o ministro das Finanças Anton Siluanov anunciou um corte de 10% nos gastos públicos de Moscou. A medida se deve às dificuldades originadas pela queda dos preços do petróleo e pelas sanções ocidentais. Os cortes afetariam todos os setores, exceto o de defesa.

No entanto, nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa paralela a uma conferência de defesa nos Emirados Árabes Unidos, Serguei Chemezov atualizou as informações, declarando que os cortes poderiam também afetar o setor militar.

"Ele pode diminuir um pouco, por volta de 10%. Mas uma decisão ainda não foi tomada", comentou. O presidente da Rostec é um dos principais aliados do chefe de Estado russo, Vladimir Putin, tendo sido pessoalmente afetado pelas sanções ocidentais relativas ao conflito na Ucrânia.

"As sanções nos deram um impulso para produzir nosso próprio equipamento", disse Chemezov em Abu Dhabi. "Antes das sanções, nós importávamos da Ucrânia, que tem muitas instalações e fábricas de defesa. Até 2017, nós planejamos ter substituído todas as nossas importações."

Segundo Chemezov, a Rússia já recebeu encomendas de armas para os próximos três ou quatro anos no valor de 40 bilhões de dólares. Os maiores compradores viriam da Índia, China, Oriente Médio e América Latina.


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