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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Nova arma chinesa irá “cegar” equipamentos do inimigo

A China está desafiando seriamente os interesses estratégicos dos EUA na região. Nos últimos tempos, tem aumentado a quantidade de notícias na imprensa chinesa e estrangeira sobre os êxitos da China no desenvolvimento de armas EMP (armas baseadas no uso do efeito do pulso eletromagnético).


Vasily Kashin | Sputnik

Tendo em consideração a tendência geral do programa militar chinês, podemos supor que as armas EMP sejam uma das áreas prioritárias dos projetos militares.

Armas magnéticas
© AP Photo/ U.S. Air Force, James M. Bowman
O pensamento militar chinês parte do princípio que um provável confronto militar do futuro irá decorrer com grande recurso a tecnologias de informação. Entretanto, o potencial adversário provavelmente terá, por um lado, uma supremacia informativa sobre o exército chinês, mas, por outro, irá depender mais que os chineses das tecnologias de informação.

Os esforços da China visam sobretudo retirar ao inimigo essa supremacia informativa logo no estágio inicial do conflito. Para atingir esse objetivo, estão sendo realizados vários programas em grande escala e muito dispendiosos.

A China possui o maior programa do mundo para criação de armas antissatélite. Está sendo desenvolvida a teoria e criadas as capacidades técnicas para a execução de ataques informáticos contra redes informáticas inimigas. Uma grande atenção é dedicada ao aprimoramento dos meios de guerra radioeletrônica. O sucesso na criação de uma arma EMP será mais um elemento importante na guerra de informação.

A Rússia também dedica uma grande atenção ao desenvolvimento de armas EMP, contudo, não há muitas publicações sobre essa temática. Alguma mídia se referiu ao sistema Alabuta, que é um gerador de pulsos eletromagnéticos transportado até ao alvo por um míssil. Ao ser acionado sobre o alvo, a uma altitude de 300 metros, ele avaria os sistemas eletrônicos em um raio de 3,5 quilômetros.

No caso da China, é provável que os portadores dos geradores de pulsos eletromagnéticos sejam igualmente mísseis balísticos de médio alcance. A importância desses sistemas está aumentando, agora que os elementos do sistema norte-americano de defesa antimísseis estão se aproximando das fronteiras chinesas.

Os prováveis alvos prioritários da utilização de armas EMP serão os centros de comando dos sistemas de defesa antiaérea e antimísseis do Japão e de Taiwan. Sua neutralização permitirá ao exército chinês usar com a máxima eficácia seu considerável arsenal de mísseis balísticos e de cruzeiro convencionais de alta precisão para atingir objetivos vitais da infraestrutura de transportes, aeródromos e baterias antiaéreas.

O resultado poderá ser a conquista da supremacia aérea por parte dos chineses na fase inicial do conflito, assim como o impedimento da deslocação de forças militares adicionais dos EUA para a região do Pacífico ocidental.

Em caso da instalação pela China de sistemas funcionais de armas EMP, a capacidade de reação rápida dos EUA a crises na Ásia Oriental será posta em questão. Na prática, para manter suas posições na região, os EUA terão de aumentar consideravelmente sua presença militar permanente e investir meios consideráveis na criação de uma infraestrutura protegida que possa garantir a eficiência de suas tropas.

Como os EUA mantêm forças e recursos consideráveis na Europa Oriental e no Oriente Médio, Washington terá dificuldades em disponibilizar meios para alcançar esses objetivos.

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