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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

AVIBRAS PROLONGA MAIS UMA VEZ A RETOMADA DE SUAS ATIVIDADES E PERDE TODA CREDIBILIDADE

Júlio Ottoboni
Exclusivo DefesaNet

A credibilidade da direção da AVIBRAS foi ladeira abaixo nesta semana. Pelo menos o restante que ainda persistia junto aos trabalhadores da empresa. O retorno marcado para essa semana foi novamente suspenso e remarcado para ser retomado no próximo dia 09 de março. Essa é a oitava data de suspensão da licença remunerada, o sindicato já não acredita sequer que a empresa retomará suas atividades.




O caso é de desespero total entre os empregados e de silêncio absoluto por parte do Ministério da Defesa, que a tem como uma companhia estratégica para o país. A rede de boatos, alguns com consistência, já começaram a circular. Entre eles a imensa insatisfação dos militares com o desmonte da empresa articulado pelo governo federal, que entende a empresa sendo muito mal gerida por seus executivos.

A proposta da AVIBRAS de pagar os salários atrasados apenas na primeira quinzena de abril também é tida, pelos sindicalistas, como fantasiosa e um ganhar de tempo inútil. O Sindicato exige que o pagamento seja feito imediatamente. Nunca houve um situação como essa em mais de meio século de existência da empresa, uma das mais importantes e tradicionais do polo aeroespacial.

O trabalhadores da AVIBRAS estão há três meses sem salário e em licença remunerada desde dezembro, embora tenham recebido apenas parte dos vencimentos. Na assembleia realizada neste dia 2 de março, quando haveria o encerramento da licença remunerada, foi comunicada a nova data de retorno.

Mas o próprio sindicato, que já apelou para a intervenção urgente do governo federal, desconfia que a empresa deve adiar novamente a retomada de suas atividades produtivas indefinidamente, pois não conseguiu resolver suas pendências econômicas e nem financeiras.

Além dos salários atrasados, a empresa deixou de pagar para os trabalhadores a primeira parcela da PLR 2014 (Participação nos Lucros e Resultados), no valor de R$ 2.500, e as multas referentes ao atraso salarial, no valor de R$ 15,60 por dia para cada trabalhador, conforme previsto na Convenção Coletiva da categoria.

A proposta de pagar os atrasados apenas em meados de abril foi rejeitada em assembleia na íntegra. Os trabalhadores estão passando por diversas dificuldades, vários estão desesperados. O silêncio do ministro da defesa, Jacques Wagner, e também da direção da AVIBRAS, deixam a situação ainda mais tensa e com boatos que a AVIBRAS encerrará suas atividades ainda neste semestre.

A AVIBRAS tem em seu quadro funcional 1500 funcionários, é uma das principais indústrias do setor bélico do país, considerada estratégica pelo governo de Dilma Rousseff e possui contratos com o governo federal, além de países como Indonésia e Arábia Saudita.

Um dos comentários é que o governo federal pode fazer uma intervenção na companhia e compra-la pelo valor da dívida junto aos cofres públicos e repassa-la para um grupo de empresas interessadas. A disputa ficaria entre russos, que contam com a simpatia do governo brasileiro, e a Odebrecht. O vencedor receberia uma carteira de pedidos no valor de R$ 2,4 bilhões com contratos já assinados.


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