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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Boko Haram desafia força militar africana: 'vamos capturá-los um a um'

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, disse, em vídeo divulgado hoje (9), que o grupo radical islâmico vai vencer a força militar multinacional que está combatendo no nordeste da Nigéria, no Níger e em Camarões.


Sputnik

"A vossa aliança nada conseguirá. Juntem todas as vossas armas e enfrentem-nos. São bem-vindos", disse Shekau em uma mensagem de 28 minutos divulgada com outros dois vídeos no Youtube.


O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau
© AP Photo

Tropas do Chade, de Camarões e do Níger estão apoiando há vários dias o Exército da Nigéria no combate ao grupo islâmico nigeriano, cuja insurreição ameaça também os países vizinhos.

Em um dos vídeos publicados hoje são mostradas imagens do líder do grupo radical Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi. Não é a primeira vez que Shekau se refere a Al Baghdadi, mas agora ele parece estar colocando o Boko Haram em um contexto mais amplo da jihad (guerra santa).

"Vamos combater o mundo inteiro, aplicando o princípio de que quem desobedece a Alá e ao profeta deve submeter-se, morrer ou tornar-se escravo", diz o líder do Boko Haram.

A insurreição do grupo extremista na Nigéria, iniciada há seis anos, evoluiu para uma crise regional e, no sábado (7), a Nigéria, o Chade, o Níger, Camarões e o Benin concordaram em reunir 8.700 militares, policiais e civis para lutar contra os fundamentalistas. No discurso de 28 minutos, em que fala em árabe e em haussa (a língua mais falada no norte da Nigéria), Shekau zomba da força multinacional, que anteriormente se previa que tivesse 7.500 homens.

"Vão mandar 7 mil soldados? Isso é pouco. Por que não mandam 70 milhões? Vamos capturá-los um a um", disse.

Os Estados Unidos estimam que o Boko Haram tenha entre 4 mil a 6 mil combatentes, embora estejam bem equipados depois de atacar posições do Exército da Nigéria.

No domingo (8) e nesta segunda-feira (9), o grupo radical atacou a cidade de Diffa, no sudeste do Níger, abrindo uma nova frente na ofensiva, após ter lançado ataques em Camarões.



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