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Ministro israelense ameaça devolver Líbano à 'Idade da Pedra'

Em entrevista ao portal saudita Elaph, o ministro da Inteligência de Israel, Yisrael Katz, avisou que seu país não hesitará em atacar o Líbano para deter a atividade do grupo xiita libanês Hezbollah, e ameaçou devolver o Líbano à "Idade da Pedra", informou o jornal israelense Haaretz.
Sputnik

Além disso, Katz anunciou que Israel atacará instalações militares do Irã no Líbano: "Temos informações de que o Irã está construindo fábricas de mísseis avançados no Líbano e quero enfatizar que traçamos uma linha vermelha e que não deixaremos que o faça custe o que custar", acrescentou.


Lembrando-se da Segunda Guerra do Líbano em 2006, onde Israel lutou contra o Hezbollah, Katz destacou que os eventos de 11 anos atrás serão um "piquenique" em comparação com o que Israel pode fazer agora.

"Lembro-me de como um ministro saudita disse que devolveria o Hezbollah às suas cavernas no sul do Líbano. Devolveremos o Líbano à Idade da Pedra", declarou o ministro israel…

Caça chinês J-31 será cópia exata de caça estadunidense?

A revista alemã Der Spiegel informou, citando Edward Snowden, que a China tinha furtado um grande volume de dados relativos à construção do caça de quinta geração F-35, tendo-os usado no desenvolvimento de seu avião J-31.


Vasily Kashin | Sputnik

Na opinião dos especialistas, essa publicação pouco acrescenta ao que já se sabia anteriormente. Além disso, neste caso não seria correto falar de uma imitação completa.


Caça chinês J-31
© AFP 2015/ JOHANNES EISELE

Já em 2009 se soube que a inteligência tecnológica chinesa tinha furtado um terabyte de informações das redes informáticas de uma série de companhias desenvolvedoras do F-35. Na mesma altura, as autoridades norte-americanas anunciaram que tinham sido roubados sobretudo materiais relativos ao aspeto geral do avião e sua aerodinâmica. Os chineses não teriam conseguido obter quaisquer dados quanto aos subsistemas essenciais do F-35, tais como motor, radar e sistema de comando e controle.

Partindo do que já se sabe sobre o projeto J-31, esse caça não é uma “cópia” do F-35. Se trata de um avião completamente diferente que tem em comum com o F-35 apenas o aspeto geral da fuselagem. Segundo se depreende das anteriores declarações dos desenvolvedores chineses, o J-31 é visto pelos chineses como um projeto de baixo nível de risco tecnológico, contrariamente ao J-20, que é mais complexo.

Os componentes e sistemas do J-31 não foram desenvolvidos de novo, eles foram adotados dos últimos modelos de caças chineses de quarta (ou terceira, segundo a terminologia chinesa) geração. O avião possui dois motores, ao contrário do F-35.

O êxito do projeto J-31 significará que o mercado irá assistir ao aparecimento do primeiro caça construído com tecnologias furtivas, mas de baixo custo. Será difícil identificar a geração à qual irá pertencer o J-31. Nele se prevê a instalação de motores russos RD-93 e, mais tarde, dos WS-13 chineses modernizados. Dessa forma, sua instalação propulsora será aproximadamente equivalente à instalação propulsora do MiG-29. Desse avião não se poderá esperar uma velocidade de cruzeiro supersônica ou uma manobrabilidade muito elevada.

Entretanto, ele possuirá capacidades que os caças de série chineses já possuem, tais como o J-10B, por exemplo, uma estação de radar com Antena de Varredura Eletrônica Ativa (AESA), equipamento da cabine de pilotagem aprimorado e novos meios de guerra eletrônica. Essas capacidades serão acrescentadas à sua baixa deteção por radares.

Em qualquer caso, esse avião irá representar um grande passo em frente por comparação com os caças existentes de quarta geração. Ele também irá se distinguir por seu preço razoável.

Os “verdadeiros” caças de quinta geração, tais como o F-35, o T-50 e o J-20, serão provavelmente tão dispendiosos que a sua aquisição pelos países pequenos, ou em desenvolvimento, será completamente impossível. Mesmo as forças aéreas mais poderosas irão possuí-los em quantidades limitadas.

Comparado com eles, o J-31 poderá assumir perfeitamente o papel de um “cavalo de trabalho” barato e confiável. Possivelmente, esse avião poderá atingir aquilo que o FC-1 não conseguiu, se tornando em um caça para exportação em larga escala que poderá ser vendido não apenas ao mercado isolado do Paquistão, mas por todo o mundo.

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