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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Forças Armadas dos EUA querem desenvolver armas climáticas

Será possível um dia usar o clima como arma durante conflitos armados? Como se viu, tais táticas têm sido usadas muitas vezes pelo Exército dos EUA.


Sputnik

Na década de 1960, as armas climáticas ajudaram os norte-americanos a cortar o abastecimento do Exército norte-vietnamita e a destruir a colheita de cana-de-açúcar em Cuba. Mais tarde, a ONU proibiu o uso do clima para fins militares, mas recentemente apareceram informações na mídia segundo as quais a CIA continua a estudar estas tecnologias.


Rua inundada no centro de Hanói, arquivo de 2010
© AFP 2015/ HOANG DINH Nam

Desde março de 1967 até julho de 1972, as Forças Armadas dos Estados Unidos gastaram anualmente cerca de US$ 3 milhões na operação mais secreta no Sudeste Asiático. O seu alvo era estender a temporada de chuvas de monção e inundar o chamado trilho de Ho Chi Minh, que é um sistema complexo de comunicação entre o Norte e Sul do Vietnã passando pelos vizinhos Camboja e Laos, durante a Guerra do Vietnã, de acordo com Gizmodo.com.

Os norte-americanos esperavam causar deslizamentos de terra e tornar impossível atravessar o rio na área do trilho, cortando as rotas de abastecimento do exército vietnamita. Esta foi a primeira vez que o público soube do uso de armas climáticas durante um conflito armado, mas até o momento presente não foram divulgados dados se estes esforços foram bem sucedidos, nota a publicação.

O famoso escritor meteorologista dos EUA James Rodger Fleming observa no seu livro “Fixing the Sky: The Checkered History of Weather and Climate Control” que até agora não está claro quão bem sucedido foi a operação a partir do ponto de vista militar, no entanto, de acordo com algumas fontes, o uso de iodeto de prata permitiu aumentar a precipitação anual na região em cerca de sete vezes.

Apesar do fato de que a comunidade internacional concordou com a inadmissibilidade do uso de armas climáticas, esse tema ainda preocupa a inteligência dos EUA.

Em 17 de fevereiro de 2015 o cientista-meteorologista dos EUA Alan Roebuck disse aos jornalistas que recentemente foi contatado por representantes da CIA. Estes perguntaram-lhe se os especialistas podem determinar se representantes de outros países usam o clima para fins militares, de acordo com o The Guardian.

Segundo Roebuck, os representantes da CIA tentaram saber se outros países podem manipular o clima, e, em caso afirmativo, se os Estados Unidos poderão manter o controle dessas ações.


O cientista está certo de que qualquer tentativa de influenciar o clima à escala global não vai passar despercebida. Os cientistas dizem que os EUA têm feito isso já muitas vezes.


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