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Ministério das Relações Exteriores russo acusa EUA de ajudar terroristas na Síria

Ao reforçar seu interesse em liquidar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] da face da Terra, Moscou se mostrou preocupada com o fato de os EUA demonstrarem o contrário através de suas ações, ressalta Sergei Ryabkov, vice-ministro do ministério.
Sputnik

"Apesar de tudo, alguns objetivos políticos e geopolíticos são mais importantes para Washington, o que está declarado no plano de lealdade à luta antiterrorista", disse Ryabkov a jornalistas. Segundo ele, a Rússia espera que Washington prove na prática a sua lealdade à luta contra o terrorismo na Síria.


Além disso, o diplomata chamou a morte do tenente-general Valery Asapov de preço pago pela Rússia pela hipocrisia dos EUA na questão da resolução da crise síria. Asapov, que chefiava o grupo dos conselheiros militares russos, morreu na região de Deir ez-Zor durante bombardeio do Daesh.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou fotos aéreas dos bairros a norte de Deir ez-Zor controlados pelos terroristas d…

Irã enviou mais de 30 mil soldados para lutar contra o EI no Iraque, denunciam curdos

Soldados iranianos estariam atuando disfarçados de milicianos xiitas


O Globo

BAGDÁ - O Irã teria enviado cerca de 30 mil soldados e autoridades militares para lutar contra o Estado Islâmico no Iraque, denunciaram autoridades curdas no país. Segundo o chefe da Comissão Parlamentar de Segurança e Defesa do país, Shakhawan Abdullah, disse à rede al-Jazeera, a ajuda iraniana vai muito além consultoria militar.




Em entrevista à rede do Qatar, Abdullah afirmou que fontes curdas relataram a presença de combatentes iranianos lutando em nome da milícia Forças de Mobilização Popular. A organização tem mais de 100 mil voluntários e é composta por grupos xiitas, maioria religiosa no país. Os iranianos estariam realizando operações em várias cidades e lutando na linha de frente em locais como Tikrit, onde nasceu o ex-ditador Saddam Hussein.

O Irã sempre negou que estivesse enviando soldados ao Iraque para lutar contra o EI, que é sunita e representa uma ameaça para o país caso avance até a fronteira. Os EUA já haviam denunciado a interferência iraniana. Milícias xiitas foram acusadas várias vezes de matar civis ao longo da luta contra o EI.

A ofensiva em Tikrit mobilizou mais de 30 mil homens na maior operação anti-EI do Iraque até então. Além de milícias xiitas, grupos sunitas moderados e paramilitares dão apoio ao Exército e à polícia do Iraque. Um dos iranianos envolvidos é o general Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária, que presta consultoria militar ao país.


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