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Analista: entrega de dados de Israel sobre abate de Il-20 significa muito para Rússia

O comandante da Força Aérea Israelense, Amikam Norkin, forneceu ao Ministério da Defesa da Rússia dados sobre o incidente com o avião russo Il-20 na Síria. Israel demonstra que não pretende perder a cooperação estabelecida com a Rússia, disse o analista político Stanislav Tarasov durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.
Sputnik

Além destas informações sobre o abate da aeronave, Israel também avisou sobre "as tentativas do Irã de fortalecer sua posição na Síria e entregar armas estratégicas ao Hezbollah". Os militares observaram que é necessário continuar coordenando as ações na Síria, ressaltando a importância de respeitar os interesses dos dois países.

O avião russo Il-20 foi abatido sobre o mar Mediterrâneo no dia 17 de setembro, a 35 quilômetros da costa síria, por um míssil do sistema antiaéreo S-200 da Síria, resultando na morte de 15 militares.

Ao mesmo tempo, quatro caças F-16 atacaram instalações sírias em Latakia. De acordo com o Ministério da Defesa da…

Marinha da Rússia anuncia construção de porta-aviões a partir de 2025

Projeto adiado desde os anos 2000 deve resultar em porta-aviões nuclear capaz de transportar 100 aeronaves.


Aleksandr Korolkov | Gazeta Russa

De acordo com o vice-comandante da Marinha russa, almirante Igor Kasatonov, projetistas do Instituto de Pesquisa Krylov, em São Petersburgo, estão planejando para o futuro uma versão atualizada do cruzador pesado para transporte de aviões “Almirante Kuznetsov”. Em breve, também deverão surgir aeronaves transportadas de quinta geração.


Marinha anuncia construção de porta-aviões a partir de 2025
Diferentemente do modelo que serve de base para o projeto, o novo porta-aviões é nuclear e poderá carregar cerca de 100 aeronaves Foto: Mikhail Metzel / TASS

Diferentemente do modelo que serve de base para o projeto, o novo porta-aviões é nuclear e poderá carregar cerca de 100 aeronaves. Além de trampolins, também há planos de instalação de uma catapulta.

A construção de novos aeródromos flutuantes vinha sendo adiada desde o início da década de 2000. Porém, segundo fontes internas, os acontecimentos na Ucrânia e as diferenças com o Ocidente estimularam governo russo a construir navios pesados de guerra.

Segundo Kasatonov, a Rússia ganhará experiência na construção e uso de navios modernos de porte grande com o projeto de destroier oceânico Líder, que se tornará “a base teórica principal para a construção de um porta-aviões”. Até 2020, o programa estatal de armamentos não planeja a construção de um porta-aviões.

Nos próximos anos, as tarefas da frota russa estarão focadas na proteção do próprio litoral e na recriação de quase toda a aviação naval, perdida nos anos 1990. Os porta-aviões serão o próximo estágio de desenvolvimento.

Em meados de fevereiro passado, o chefe da aviação naval da Marinha russa, major-general Igor Kozhin, havia declarado que, tecnicamente, um porta-aviões poderá ser construído em 8 a 10 anos.

Parceria nos mares

A Marinha russa vem historicamente servindo como um instrumento auxiliar para o Exército terrestre. Com o advento dos submarinos nucleares, na segunda metade do século 20, a Marinha recebeu também a função de dissuasão estratégica.

Para proteger as áreas de instalação de seus mísseis estratégicos e participar ativamente em inúmeros conflitos nos países menos desenvolvidos, a URSS começou a construir cruzadores porta-helicópteros nos anos 1960. Na década seguinte, foi a vez dos cruzadores pesados capazes de transportar aviões.

Diferentemente dos americanos, os porta-aviões soviéticos, podiam em parte defender a si mesmos, já que a Marinha não tinha naquela época forças nem meios para a formação de um poderoso grupo aeronaval.

Assim, a Rússia tinha de compensar a instalação de armamento com a diminuição do número de aviões, bem como de catapultas, sem a qual foi impossível lançar aviões militares de controle e alerta.


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