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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Marinha da Rússia anuncia construção de porta-aviões a partir de 2025

Projeto adiado desde os anos 2000 deve resultar em porta-aviões nuclear capaz de transportar 100 aeronaves.


Aleksandr Korolkov | Gazeta Russa

De acordo com o vice-comandante da Marinha russa, almirante Igor Kasatonov, projetistas do Instituto de Pesquisa Krylov, em São Petersburgo, estão planejando para o futuro uma versão atualizada do cruzador pesado para transporte de aviões “Almirante Kuznetsov”. Em breve, também deverão surgir aeronaves transportadas de quinta geração.


Marinha anuncia construção de porta-aviões a partir de 2025
Diferentemente do modelo que serve de base para o projeto, o novo porta-aviões é nuclear e poderá carregar cerca de 100 aeronaves Foto: Mikhail Metzel / TASS

Diferentemente do modelo que serve de base para o projeto, o novo porta-aviões é nuclear e poderá carregar cerca de 100 aeronaves. Além de trampolins, também há planos de instalação de uma catapulta.

A construção de novos aeródromos flutuantes vinha sendo adiada desde o início da década de 2000. Porém, segundo fontes internas, os acontecimentos na Ucrânia e as diferenças com o Ocidente estimularam governo russo a construir navios pesados de guerra.

Segundo Kasatonov, a Rússia ganhará experiência na construção e uso de navios modernos de porte grande com o projeto de destroier oceânico Líder, que se tornará “a base teórica principal para a construção de um porta-aviões”. Até 2020, o programa estatal de armamentos não planeja a construção de um porta-aviões.

Nos próximos anos, as tarefas da frota russa estarão focadas na proteção do próprio litoral e na recriação de quase toda a aviação naval, perdida nos anos 1990. Os porta-aviões serão o próximo estágio de desenvolvimento.

Em meados de fevereiro passado, o chefe da aviação naval da Marinha russa, major-general Igor Kozhin, havia declarado que, tecnicamente, um porta-aviões poderá ser construído em 8 a 10 anos.

Parceria nos mares

A Marinha russa vem historicamente servindo como um instrumento auxiliar para o Exército terrestre. Com o advento dos submarinos nucleares, na segunda metade do século 20, a Marinha recebeu também a função de dissuasão estratégica.

Para proteger as áreas de instalação de seus mísseis estratégicos e participar ativamente em inúmeros conflitos nos países menos desenvolvidos, a URSS começou a construir cruzadores porta-helicópteros nos anos 1960. Na década seguinte, foi a vez dos cruzadores pesados capazes de transportar aviões.

Diferentemente dos americanos, os porta-aviões soviéticos, podiam em parte defender a si mesmos, já que a Marinha não tinha naquela época forças nem meios para a formação de um poderoso grupo aeronaval.

Assim, a Rússia tinha de compensar a instalação de armamento com a diminuição do número de aviões, bem como de catapultas, sem a qual foi impossível lançar aviões militares de controle e alerta.


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