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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Mísseis russo-indianos BrahMos conquistam diversos países

O ministro da Defesa da Índia, Manohar Parrikar, declarou que a Índia está planejando exportar o seu material bélico e preparar militares para outros países.


Sputnik

Durante a sua intervenção na Conferência Internacional sobre a Índia e o Oceano Índico no domingo (22), o ministro Parrikar disse:

"Pelo menos 38 países enviam o seu pessoal militar para treinamento na Índia. Nós consideramos também fornecer diversos materiais bélicos através de exportações ou linha de crédito para outros países para que eles possam depender da Índia no que toca à defesa".


Mísseis supersônicos BrahMos
© AP Photo/ Ajit Kumar
Embora Manohar Parrikar não tivesse indicado os países, os jornalistas russos souberam que a Rússia também poderia ser um dos clientes da Índia.

A empresa conjunta indiano-russa BrahMos Aerospace já propôs ao Ministério da Defesa da Rússia adotar o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos. O codiretor da empresa, Aleksandr Maksichev, comentou em entrevista ao jornal russo Izvestia que "o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, já foi informado sobre as capacidades do nosso míssil e recebeu também a proposta de adotar o BrahMos para o exército, frota e Força Aérea da Rússia".

Especialistas estimam a possibilidade da compra dos mísseis BrahMos pelas Forças Armadas como muito pequena. Assim, o redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko, descarta por completo a possibilidade de a Rússia adotar mísseis com elementos de fabricação estrangeira no seu exército.

Aliás, a Rússia possui seus próprios análogos do BrahMos. Além disso, o BrahMos é por si próprio uma remodelação dos mísseis russos Onyx e Yakhont.

Porém, vários especialistas russos acreditam que os produtos da BrahMos Aerospace podem interessar a Força Aérea russa, já que nem Onyx, nem Yakhont são adaptados para serem usados em aviões.

No entanto, a Índia já começou os testes da modificação de BrahMos para aviação. Esta versão do míssil é 500 kg mais leve e meio metro mais curta do que as versões terrestre e naval.

Em fevereiro deste ano, a Força Aérea da Índia recebeu o primeiro caça Su-30MK modificado, capaz de transportar mísseis BrahMos. E para 2016, espera-se a sua modificação aérea.

"A Rússia faria bem ao comprar o míssil BrahMos pelo menos em quantidades limitadas", acredita o diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Ruslan Pukhov. O passo seguinte, segundo ele, seria fornecer estes mísseis, por exemplo, ao batalhão em Crimeia que tem caças Su-30MK.

Isso permitiria criar um agrupamento aéreo bem equipado tanto para combate contra adversários terrestres, como marítimos e aéreos. Os Su-30 podem transportar três mísseis do tipo BrahMos.

Os gerentes da BrahMos Aerospace tencionam exportar a modificação aérea do seu míssil para países que possuem Su-30 nas suas Forças Aéreas. E são países com que a Índia tem relações estáveis: a Malásia, a Indonésia, o Vietnã.



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