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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Mísseis russo-indianos BrahMos conquistam diversos países

O ministro da Defesa da Índia, Manohar Parrikar, declarou que a Índia está planejando exportar o seu material bélico e preparar militares para outros países.


Sputnik

Durante a sua intervenção na Conferência Internacional sobre a Índia e o Oceano Índico no domingo (22), o ministro Parrikar disse:

"Pelo menos 38 países enviam o seu pessoal militar para treinamento na Índia. Nós consideramos também fornecer diversos materiais bélicos através de exportações ou linha de crédito para outros países para que eles possam depender da Índia no que toca à defesa".


Mísseis supersônicos BrahMos
© AP Photo/ Ajit Kumar
Embora Manohar Parrikar não tivesse indicado os países, os jornalistas russos souberam que a Rússia também poderia ser um dos clientes da Índia.

A empresa conjunta indiano-russa BrahMos Aerospace já propôs ao Ministério da Defesa da Rússia adotar o míssil de cruzeiro supersônico BrahMos. O codiretor da empresa, Aleksandr Maksichev, comentou em entrevista ao jornal russo Izvestia que "o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, já foi informado sobre as capacidades do nosso míssil e recebeu também a proposta de adotar o BrahMos para o exército, frota e Força Aérea da Rússia".

Especialistas estimam a possibilidade da compra dos mísseis BrahMos pelas Forças Armadas como muito pequena. Assim, o redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional), Igor Korotchenko, descarta por completo a possibilidade de a Rússia adotar mísseis com elementos de fabricação estrangeira no seu exército.

Aliás, a Rússia possui seus próprios análogos do BrahMos. Além disso, o BrahMos é por si próprio uma remodelação dos mísseis russos Onyx e Yakhont.

Porém, vários especialistas russos acreditam que os produtos da BrahMos Aerospace podem interessar a Força Aérea russa, já que nem Onyx, nem Yakhont são adaptados para serem usados em aviões.

No entanto, a Índia já começou os testes da modificação de BrahMos para aviação. Esta versão do míssil é 500 kg mais leve e meio metro mais curta do que as versões terrestre e naval.

Em fevereiro deste ano, a Força Aérea da Índia recebeu o primeiro caça Su-30MK modificado, capaz de transportar mísseis BrahMos. E para 2016, espera-se a sua modificação aérea.

"A Rússia faria bem ao comprar o míssil BrahMos pelo menos em quantidades limitadas", acredita o diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Ruslan Pukhov. O passo seguinte, segundo ele, seria fornecer estes mísseis, por exemplo, ao batalhão em Crimeia que tem caças Su-30MK.

Isso permitiria criar um agrupamento aéreo bem equipado tanto para combate contra adversários terrestres, como marítimos e aéreos. Os Su-30 podem transportar três mísseis do tipo BrahMos.

Os gerentes da BrahMos Aerospace tencionam exportar a modificação aérea do seu míssil para países que possuem Su-30 nas suas Forças Aéreas. E são países com que a Índia tem relações estáveis: a Malásia, a Indonésia, o Vietnã.



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