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Moscou revela fotos de material bélico dos EUA nas posições do Daesh

O Ministério da Defesa da Rússia publicou na sua conta no Facebook fotos aéreas de posições do Daesh (organização proibida na Rússia), perto da cidade de Deir ez-Zor, nas quais se vê material bélico dos EUA.
Sputnik

"Graças às fotografias aéreas captadas entre 8 e 12 de setembro de 2017, perto das posições do Daesh foi detectado um grande número de veículos blindados norte-americanos Hummer que estão em serviço das forças especiais dos EUA", informou o ministério.


Segundo o ministério, nas fotos é claramente visível o posicionamento das forças especiais dos EUA em pontos de apoio que anteriormente foram equipados pelos terroristas. Nas fotos não há nenhuns vestígios de ataques, bem como de confrontos com os terroristas ou crateras provocadas por ataques aéreos realizados pela coalizão internacional liderada pelos EUA.

"Embora os pontos de apoio dos destacamentos das Forças Armadas dos EUA estejam nas zonas das atuais posições do Daesh, não existem quaisquer vestígios de pre…

Na Urca, Exército impõe novas regras de acesso à Praia de Fora, que fica ainda mais restrita

Moradores do bairro, familiares e amigos dos militares que possuíam carteirinha terão permissão reduzida para seis meses


Joana Dale | O Globo

RIO — Localizada entre o Pão de Açúcar e o Morro Cara de Cão, a Praia de Fora, na Urca, é um paraíso conhecido apenas por seletos cariocas. E justamente quando o Rio está festejando seus 450 anos, a faixa de areia onde Estácio de Sá, o fundador da cidade, pisou pela primeira vez em terras cariocas passou a ter acesso ainda mais restrito. Em janeiro, notícias davam conta de que o Exército proibiria o banho de mar de civis na praia da Fortaleza de São João. Foi um ti-ti-ti danado nos grupos do bairro em redes sociais e nas rodinhas ao longo da mureta.


Visão aérea da Praia de Fora, na entrada da Baía de Guanabara - Custodio Coimbra / Agência O Globo

Após os rumores, moradores da Urca, familiares e amigos dos militares que possuíam carteirinha de acesso à Praia de Fora foram informados de que a permissão seria reduzida de um ano para seis meses, em trimestres alternados. E as novas regras não pararam por aí: ninguém mais — além dos 2.310 titulares, os seus 3.201 dependentes e os 564 pescadores cadastrados — terá a chance de conquistar o passe livre. Pelo menos até segunda ordem.

— No início do ano, soubemos que a praia poderia ser fechada ou aberta de vez. Houve um certo inconformismo, pois a carteirinha é uma tradição no bairro, passada de pai para filho há gerações — lembra Valéria Grynberg, presidente da Associação de Moradores da Urca (Amour). — Já a nova determinação, que reduz em 50% o acesso ao longo do ano, de um modo geral, está sendo respeitada pelos moradores. Poderia ser pior, e quem renovou a carteirinha até dezembro de 2014 ainda tem acesso integral durante este ano.

IMBRÓGLIO JUDICIAL EM NITERÓI

As novas regras foram recomendadas pela Advocacia Geral da União (AGU) após o Ministério Público Federal pedir a anulação do benefício de um grupo que tinha a permissão de frequentar a praia do Forte do Rio Branco, em Niterói — exatamente no mesmo esquema de controle por carteirinhas da Praia de Fora. Instaurado pelo procurador da República Wanderley Sanan Dantas, em dezembro de 2013, o inquérito questionava alguns pontos: se o espaço é considerado uma área de segurança, o acesso de civis, por mais restrito que seja, não poderia comprometer a defesa? Ou, a partir do momento que a área não é mais considerada de segurança, por que não abrir a todos? Antes mesmo do fim do processo, o forte de Niterói adotou o sistema trimestral.

Indagado sobre a proibição da entrada a reles mortais sem carteirinha, o comando da Fortaleza de São João, que por séculos guardou a estratégica entrada da Baía de Guanabara, explica, por nota: “Desde a fundação da cidade, este local sempre abrigou uma instalação militar que visava proteger a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro contra possíveis invasores. Desde então, o acesso se mantém restrito por medidas de segurança e controle.”

E convida cariocas e visitantes da cidade a conheceram as instalações — mas sem banho de mar, é bom deixar claro: “O acesso ao sítio histórico é aberto à visitação pública, mediante agendamento prévio com dois dias de antecedência, pelo telefone 2586-2291 ou pelo email sitiohistorico.fsj@gmail.com. A visitação é gratuita e ocorre de terça-feira a domingo, das 9h às 16h.” O tour inclui visitas ao Museu do Desporto, ao Ginásio Leite de Castro, ao Portão Histórico da Fortaleza e à Praça da Fundação da Cidade, ladeada por amendoeiras e com vista para a Praia de Fora. No final de fevereiro, o livro de visitação do museu registrava menos de cem assinaturas.

— Realmente, o carioca se interessa pouco em conhecer a própria cidade. Os nossos principais visitantes são turmas de escolas — observa o coronel Thadeu Marques de Macedo, diretor do Museu do Desporto.

Numa sexta-feira quente de verão, quem passeava pela Praça da Fundação podia ver jovens de sunga praticando cooper, senhoras de maiô caminhando à beira d’água, crianças construindo castelinhos de areia, casais apaixonados fazendo selfies. Eram menos de 50 pessoas. A poucos metros dali, a Praia da Urca estava lotada, mesmo imprópria para o banho. As condições de balneabilidade da Praia de Fora, aliás, não constam dos boletins do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Aos sábados e domingos, ela costuma ficar bem mais cheia, a ponto de os seus privilegiados frequentadores terem que chegar cedo para garantir um lugar ao sol. Quando o estacionamento — com capacidade para 180 veículos — lota, até quem tem carteirinha é barrado no portão do forte.

Para frequentar a praia da alta patente, agora, os titulares da carteirinha pagam R$ 100 por trimestre mais R$ 50 para cada dependente — antes, o valor da anuidade era R$ 400. A verba é usada na manutenção da praia. A limpeza, por exemplo, é realizada por uma empresa terceirizada.

Vendedores de mate ou biscoito de polvilho não podem circular pelas areias. O jeito é levar comes e bebes num isopor ou consumir no único quiosque, que vende água a R$ 2, cerveja a R$ 4 e coco a R$ 5.

— É uma praia reservada e segura. Posso ir nadar e deixar as minhas coisas na barraca sem medo de ser roubado — afirma o militar Eduardo Barros, de 36 anos, enquanto comia uma ameixa levada na bolsa térmica.



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