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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

OS NOVOS CONCEITOS DOUTRINÁRIOS E OS SEUS IMPACTOS PARA A TROPA BLINDADA

Major de Cavalaria Mauro Machado Finamor,
Chefe da Seção de Doutrina do CI Bld
DefesaNet

Centro de Doutrina do Exército publicou no ano de 2013 as Bases para a Transformação da Doutrina Militar Terrestre, cuja finalidade é orientar a introdução de concepções e conceitos doutrinários com vistas à incorporação, na Força Terrestre, das capacidades e das competências necessárias ao seu emprego na Era do Conhecimento.


Foto: Ricardo Fan / Defesanet AN

Era do Conhecimento, este é o novo paradigma da Força Terrestre do Brasil, que traz, em seu significado mais amplo, conceitos do tipo: Operações no Amplo Espectro, Logística na Medida Certa, Planejamento Baseado em Capacidades, as Considerações Civis como Fator de Decisão e a Legitimidade no uso da força.

Como pano de fundo de tudo isto estão os fatores que afetam o conflito¹. Com a adoção destes conceitos, de que maneira as frações blindadas e mecanizadas e os seus Comandantes estão sendo impactados por toda esta transformação?

O conceito de Operações no Amplo Espectro transforma em modelo conceitual teórico concepções que já existiam na literatura militar e no planejamento estratégico, mas que alcançam, agora, todos aqueles envolvidos no conflito.

Espectro distingue a escalada do emprego da força desde a paz estável, passando pela paz instável e pela crise, até atingir a guerra total.

Em um primeiro momento, imaginar o emprego de meios blindados e mecanizados em todo espectro pode parecer improvável, na medida em que, em se tratanto de poder militar terrestre, estes são os verdadeiros elementos que decidem o combate. Contudo, uma reflexão mais atenta acaba por mostrar que é desejável que tais elementos estejam presentes em todos os níveis.

Durante a paz estável e uma possível situação de paz instável, a dissuasão proporcionada por forças blindadas e mecanizadas bem equipadas e adestradas permite a prevenção das ameaças e a negociação em melhores condições. Além disso, garante de forma rápida a atuação em ocorrências de violência localizada e limitada, como ocorreu no Alemão e na Maré.

A escalada do conflito para a crise, momento em que começa a haver grave ameaça para o Estado, também exige elementos em condições de rapidamente atuarem na solução do conflito armado (um exemplo atual é o conflito na Ucrânia) e a sua escalada para a guerra total.

Desta forma, entende-se que as frações blindadas e o seus comandante devem estar preparados para entender em que ponto do espectro do conflito estão inseridos, se em operações de não guerra ou de guerra; se precisam empregar maior ou menor letalidade e se a sua atuação se dá como elementos de dissuasão ou de força.

Cumpre lembrar que por vezes os Estado Brasiliero irá considerar o conflito em seu nível mais brando, mas as frações mais elementares estarão fazendo uso de força letal contra as ameaças.

Para obter o sucesso nesse ambiente multifacetado, as frações blindadas e mecanizadas devem buscar, ao máximo, atender aos requisitos que caracterizam a Força Terrestre da Era do Conhecimento mantendo-se flexíveis, adaptáveis, modulares, elásticas e que possam ter a suas ações sutentadas do início ao fim, atendendo ao acrônimo FAMES².

Aos Comadantes em todos os níveis cabe sempre entender em qual contexto a sua fração está. Em seu Exame de Situação ele deve dispensar uma atenção especial às Considerações Civis, pois as conclusões advindas desse estudo indicarão qual o nível de letalidade admissível para a sua tropa, pois dentro dos novos conceitos, as ações em Áreas Humanizadas, que sempre foram um paradigma das guerras, passaram a ser foco de atenção da imprensa, do Direito Internacional dos Conflitos Armados e de Organizações Governamentais ou Não Governamentais destinadas a proteger os não-combatentes.

O desafio não é simples, pois envolve uma meticulosa análise que permeia desde a menor fração sob o comando do sargento, até o emprego das Grandes Unidades blindadas e mecanizadas.

Os impactos serão diferentes em cada escalão, e cada um dos fatores que afetam o conflito militar terá maior ou menor influência nos diversos níveis decisórios. Desta forma, somente o estudo dedicado; o amplo debate e a realização de ensaios, com o apoio da simulação de combate em seus três tipos³ poderão, ao seu tempo, apresentar soluções e melhores práticas para emprego dos meios blindados e mecanizados e identificar os impactos da nova Doutrina neste extrato da Força Terrestre.

Contudo, uma coisa é certa, as frações blindadas e mecanizadas continuam a ter lugar de decisivo e de destaque no conflito militar terrestre.

AÇO, BOINA PRETA, BRASIL!

-x-

¹Dimensão Humana, Combate em Áreas Humanizadas, Importância da Informação, Caráter Difuso das Ameaças, Ambiente Interagências, Novas Tecnologias e o Espaço Cibernético.

² Flexibilidade, Adaptabilidade, Modularidade, Elasticidade e Sustentabilidade.

³ Virtual, Viva e Construtiva.



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