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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Comitiva uruguaia está na China para avaliar condições de aquisição do patrulheiro P-18N

Poder Naval

Uma delegação do Ministério da Defesa e da Marinha do Uruguai está na China desde a terça-feira (21.04), para conhecer as condições em que poderiam ser adquiridos três navios-patrulha oceânicos classe P-18N.


P-18N

A comitiva é chefiada pelo diretor-geral do Ministério, Hernán Planchón, de 38 anos, e integrada ainda por três chefes navais: o contra-almirante Jorge Jaunsolo – chefe de gabinete do comandante-em-chefe da Armada – e os capitães de navio Oscar Dourron e Carlos González, ambos da Diretoria-Geral de Material Naval (DIMAT).

O grupo foi recebido, nesta quarta-feira (22.04), pela direção da China Shipbuilding & Offshore International – fabricante do P-18N – e deve ser convidado a subir a bordo de uma dessas embarcações.

Da China os uruguaios seguirão para a base naval de Muara, no Brunei – país situado na costa norte da Ilha de Bornéu –, onde embarcarão em um OPV da classe Darussalam, fabricado por um consórcio da indústria naval alemã liderado pela empresa Lürssen. Foram os alemães que agendaram essa visita. A Real Marinha do Brunei possui quatro unidades Lürssen OPV 80, todas entregues entre 2011 e 2014.


KDB_Darusallam
KDB Darusallam, da Lürssen

A DIMAT examina quatro modelos de embarcação para o patrulhamento offshore que poderiam atender os requisitos operacionais de sua “Frota de Mar”: o P-18N, o Lürssen OPV 80, o Fässmer OPV 80 e o navio francês da classe L’Adroit, de 1.450 toneladas, fabricado pelo grupo DCNS.

No ano passado militares uruguaios inspecionaram o OPV português classe Viana do Castelo, de 1.750 toneladas, mas essa opção já não figura nos comparativos que estão sendo feitos atualmente.

Exocet 


De acordo com Gabriel Porfilio, correspondente em Montevidéu do site Infodefensa.com, os modelos que concentram as melhores avaliações, até agora, são os alemães.

Os navios da Lürssen e da Fässmer têm o mesmo comprimento (80 m) e requerem praticamente o mesmo número de tripulantes (em torno de 60 oficiais e subalternos), mas o da Lürssen – 103 toneladas mais leve que o seu congênere da Marinha do Brunei – está apto a transportar armamento de poderio consideravelmente superior.

Enquanto os OPVs Fässmer que equipam as esquadras do Chile e da Colômbia possuem apenas um canhão de 40 mm e metralhadoras pesadas, a classe Darussalam foi dotada de uma peça de artilharia de 57mm e de quatro lançadores de mísseis superfície-superfície Exocet MM-40 Block 3.

Esse dado é importante porque os chefes navais uruguaios precisam de uma embarcação que os habilite a continuar participando das manobras Unitas, coordenadas pela Marinha americana, e dos exercícios com as frotas do Brasil, da Argentina e da África do Sul.

As duas fragatas classe João Belo que compunham a Divisão de Escolta da Armada uruguaia – Uruguay e Comandante Pedro Campbell – chegaram ao fim de sua vida útil. A Pedro Campbelljá foi até retirada do serviço ativo.

Os almirantes uruguaios haviam definido que, para atender aos compromissos internacionais, necessitariam de ao menos duas fragatas leves. Mas diante de suas restrições orçamentárias, o mais provável é que, dentro de quatro ou cinco anos, eles compareçam a essas manobras de guerra com os seus novos OPVs.

A grande desvantagem da embarcação projetada pela Lurssen é que, apesar de possuir um bom convés de voo, não dispõe de hangar para seu helicóptero orgânico – o que representa certa limitação à sua capacidade de cumprir missões de reconhecimento e de salvamento em perímetros marítimos afastados da costa.

A delegação uruguaia retorna a Montevidéu no próximo dia 30, e, possivelmente, ainda fará uma visita às instalações da DCNS, na França.

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