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Exército Sírio é atacado a partir de área ocupada por EUA e FDS

Tropas do Exército Árabe Sírio que participam de uma ofensiva contra terroristas em Deir ez-Zor foram alvo de ataques lançados a partir de uma área dominada por militantes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e unidades especiais das Forças Armadas americanas, conforme revelou o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira.
Sputnik

"No último dia, grupos de assalto das tropas governamentais sírias, com apoio da Força Aeroespacial russa, cruzaram o Eufrates e continuaram a expandir a cabeça de ponte capturada a leste de Deir ez-Zor, apesar da dura resistência dos militantes do Daesh", afirmou o porta-voz da Defesa russa, major-general Igor Konashenkov, destacando o avanço das forças de Damasco. 


Segundo o militar, as tropas leais ao presidente Bashar Assad conseguiram liberar uma área de 60 quilômetros quadrados na zona oriental, mas encontraram obstáculos.

"De acordo com relatos de comandantes sírios na linha de frente, o Exército Sírio sofre contra-ataques mais seve…

Cúpula argentino-russa de Moscou terminou com resultados modestos

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

O encontro do presidente da uma potência que vem sendo alvo de sanções internacionais e tem sua economia enfraquecida pelo baixo preço do barril de petróleo, com a chefe de um Governo sem dinheiro e sem crédito no mundo dos negócios não poderia mesmo dar em outra coisa.

Os dois dias da visita oficial da presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner a Moscou, encerrada nesta quinta-feira, produziram cerca de 20 documentos oficiais nos campos da parceria tecnológica e econômica, mas apenas alguns resultados bastante ralos no setor da cooperação militar – apesar de o ministro da Defesa russo, Serguéi Shoigú, ter encontrado tempo, em sua agenda, para receber seu correspondente argentino, Agustín Rossi.

De novidade mesmo, apenas o convite formal para que uma delegação do Exército argentino assista o próximo “Foro Internacional Técnico-Militar Exército 2015”, que a força terrestre russa promoverá entre os dias 16 e 19 de junho em Kúbinka, cidadezinha de pouco mais de 20.000 habitantes, 63 km a oeste de Moscou.

Kúbinka é um enclave militar de grande importância para os generais russos. É lá que estão delimitados os extensos campos de provas para os blindados produzidos pela indústria bélica local.

O Foro “Técnico-Militar” contará, entre outras, com delegações dos Exércitos da República Popular da China, Coreia do Norte, Vietnã, Índia, Bielorússia, Azerbaijão, Cuba e Venezuela, que assistirão a diversas demonstrações de unidades blindadas e aerotransportadas do Exército da Rússia. O Brasil deve ser representado no evento por seu Adido de Defesa em Moscou.

Em razão de 2015 ser o ano do 70º aniversário do fim da 2ª Guerra Mundial, durante o Foro os visitantes estrangeiros serão convidados a conhecer o Museu do Tanque de Kúbinka.

Decepção

A grande decepção da visita de Cristina Kirchner ficou por conta da falta de novidades acerca da pretendida aquisição, por parte dos argentinos, de três helicópteros de porte médio Mi-17.



A Força Aérea Argentina (FAA) já opera duas dessas aeronaves, mas deseja ter cinco. Os três helicópteros custam cerca de 50 milhões de dólares, e o fato é que o governo de Buenos Aires não consegue apresentar garantias bancárias de primeira linha, para se habilitar ao negócio.

De seu lado, os russos identificaram a necessidade que a FAA tem de adquirir helicópteros pesados, para transporte de carga e pessoal, e acenam com a possibilidade de, no futuro, vender aos argentinos ao menos dois ou três exemplares do seu modelo Mi-26 (valor unitário da versão militarizada: 18 milhões de dólares).

Rebocadores 

Como forma de mostrar algum resultado de sua viagem no plano militar, os argentinos decidiram divulgar com certo alarde a aquisição para a sua Marinha de quatro super-rebocadores civis de fabricação polonesa – cada um deles com deslocamento superior a 2.700 toneladas – que pertenciam a uma empresa russa de serviços offshore.

Rebocador

A notícia, na realidade, não é nova. Ela tem quase dois anos e já deu muito o que falar.

Como os rebocadores foram construídos para mover plataformas marítimas de petróleo, o governo de Londres teme que os argentinos os usem para interceptar as plataformas petrolíferas que os ingleses estão levando para as Ilhas Malvinas.

A novidade, em toda essa história, é que os quatro navios, da classe Neftegaz, que antes tinham o casco pintado de vermelho e a superestrutura na cor branca, agora já estão pintados com a cor cinza das embarcações da Flota de Mar (Esquadra) argentina, e prontos para seguir viagem para a América do Sul – o que deve acontecer em maio.

A Armada platina informa que os barcos serão usados em missões de patrulhamento naval e salvaguarda da vida humana defronte ao litoral patagônico, e também no apoio às bases argentinas no Pólo Sul.

Em Buenos Aires circula a informação de que os rebocadores receberão peças de artilharia, que poderão ser canhões de pequeno calibre ou metralhadoras pesadas.

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