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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Espanhóis e sul-coreanos se candidatam à modernização do Arsenal de Marinha do Rio

Poder Naval

Os estaleiros Navantia, da Espanha, e Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co., Ltd (DSME), da Coreia do Sul, formalizaram, junto à Marinha do Brasil, seu interesse em atuar na modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, uma das prioridades definidas pelo novo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Leal Ferreira.

As propostas nada têm a ver com o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER) da Marinha.


Corveta classe Inhaúma e Barroso no AMRJ - google Earth maio 2010
Corvetas das classes Inhaúma e Barroso flagradas pelo Google Earth no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

Nos últimos três anos a Navantia assinou diferentes contratos de prestação de serviços com a Força Naval brasileira, além de acordos de cooperação com empresas que fornecem navios e equipamentos à corporação.

O último desses instrumentos de parceria foi fechado pelos espanhóis com a direção da companhia fluminense EISA – estaleiro incumbido de fabricar os navios-patrulha costeiros classe Macaé, de 500 toneladas.

Nesse momento, a Navantia é o grupo empresarial europeu mais arrojado no estabelecimento de programas conjuntos com marinhas sul-americanas.

A companhia tem projetos ambiciosos no Brasil, no Peru – em cooperação com a empresa Serviços Industriais da Marinha (SIMA), sediada no porto de Callao – e na Colômbia, em parceria com a Corporação de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento da Indústria Naval Marítima e Fluvial (Cotecmar), da cidade de Cartagena.

DSME


No assunto da modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro seu oponente é, contudo, um verdadeiro peso pesado.

A DSME é a segunda maior empresa de construção naval do mundo e um dos “três grandes” nomes da indústria naval da Coreia do Sul.

Segundo o Poder Naval pôde apurar, somente entre os anos de 2011 e 2014, a Daewoo Shipbuilding faturou cerca de 55,3 bilhões de dólares.

A 20 de dezembro de 2010 a empresa fechou um contrato de 1,07 bilhão de dólares para fabricar três submarinos de ataque leves (1.300 toneladas), em cooperação com a indústria naval alemã, para a Marinha da Indonésia.

Dois anos mais tarde – a 22 de fevereiro de 2012 – a Real Frota Auxiliar do Reino Unido encomendou à DSME o fornecimento de quatro navios-tanque de frota rápidos – serviço de 452 milhões de libras esterlinas (2,036 bilhões de Reais). Esses petroleiros devem começar a ser entregues aos britânicos no ano que vem.

A modernização do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro prevê a recuperação e modernização de diques e diferentes maquinários, além da construção de prédios e o estabelecimento de novas linhas de produção. A última edição da Revista Forças de Defesa, que chegou às bancas três semanas atrás, traz ampla reportagem sobre o assunto.


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