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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
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Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

General Gerasimov: OTAN simula guerra contra a Rússia em exercícios militares

Durante seus exercícios militares, a OTAN está cada vez mais frequentemente simulando a guerra com um inimigo condicional entendido como sendo a Rússia em vez de praticar atividades antiterroristas, segundo afirmou o comandante das Forças Armadas Russas, General Valery Gerasimov, nesta quinta-feira (16).


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Falando na IV Conferência Internacional de Segurança de Moscou, o general informou que o número de exercícios da Aliança ocidental quase duplicou em 2014.

"Enquanto que nos anos anteriores as questões de resolução de crise e combate ao terrorismo eram centrais nas manobras, hoje a prioridade é a ação militar contra um inimigo simulado, que poderia ser facilmente subentendido como sendo a Federação Russa", disse ele.


General Valery Gerasimov, comandante do Estado-Maior das Forças Armadas Russas
© Sputnik/ Evgeny Biyatov

Segundo o oficial, a OTAN acusa a Rússia de ter uma política externa agressiva para justificar a sua própria existência e expansão.

"Acusar a Rússia de [ter] uma política agressiva no espaço pós-soviético e [fomentar] a ideia sobre a necessidade de sua contenção [da Rússia] tornaram-se a força motriz da OTAN", afirmou o comandante, acrescentando que a Aliança tem usado extensivamente a crise na Ucrânia para agitar suas próprias atividades.

Ainda segundo Gerasimov, a implantação de um sistema norte-americano de defesa antimísseis na Europa é mais um passo dado pelos EUA e seus aliados para tentar alcançar a supremacia global e destruir o atual sistema de segurança internacional. Tratar-se-ia de "mais uma ameaça militar significativa para a Federação Russa” e de “um problema crescente na manutenção da estabilidade estratégica no mundo", segundo ele.

Sobre a crise no país vizinho, o comandante russo disse “que há uma guerra civil acontecendo na Ucrânia, onde as vítimas chegam a milhares de pessoas”, e afirmou que “é difícil prever como tudo isso vai terminar”. De acordo com ele, a Rússia não sabe “que tipo de ordens as novas autoridades ucranianas estão recebendo dos ‘curadores’ ocidentais, nem aonde a agressão de Kiev pode ser dirigida no futuro". Porém, o general também observou que esta indefinição não exclui uma ameaça militar contra a Rússia.

Mais precisamente, o oficial disse que os mísseis de cruzeiro carregados pelos navios de guerra norte-americanos ameaçam todo o território europeu da Rússia, e falou particularmente a respeito dos sistemas de lançamento vertical MK 41, capazes de empregar mísseis de cruzeiro.

"A implantação de sistemas antimísseis é uma violação por parte dos EUA de um dos mais importantes acordos que garantam o equilíbrio estratégico na Europa – o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário”.

Ao mesmo tempo, Gerasimov informou que a Rússia está expandindo o potencial de suas bases militares na Abkházia, na Armênia, no Quirguistão e em outros países próximos a fim de manter a estabilidade nessas regiões.

"No âmbito de acordos de longo prazo com Abkházia, Armênia, Quirguistão, Tadjiquistão e Ossétia do Sul, o potencial das bases militares russas localizadas em seus territórios está sendo ampliado. Elas [as bases russas] são o principal garante da segurança e da estabilidade estratégica nessas regiões", disse o comandante das Forças Armadas Russas.

Além disso, ele afirmou que as armas nucleares estratégicas do país ainda são suficientemente capazes de dissuadir ataques de outros Estados e falou sobre a modernização do arsenal nuclear russo, que inclui a renovação de bombardeiros estratégicos e da frota de submarinos.


Por fim, o General Gerasimov observou que a defesa aeroespacial da Rússia continua melhorando e destacou o lançamento de um grupo autossuficiente de forças na Crimeia para proteger a "integridade e inviolabilidade do seu território".

"Os desafios de segurança atuais do nosso país não são deixados sem respostas adequadas. As medidas tomadas a este respeito permitem garantir a proteção dos interesses russos", concluiu.

A IV Conferência Internacional de Segurança de Moscou acontece em meio à deterioração das relações entre a Rússia e a OTAN, causada pelas acusações ocidentais sobre o suposto papel de Moscou na crise interna da Ucrânia, bem como pelo reforço da presença militar da Aliança na Europa Oriental.

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