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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Incidente finlandês pode ser caso de velha paranoia sobre submarinos russos

O incidente da Finlândia com um submarino nesta terça-feira pode ser uma espécie de contágio da velha paranoia sueca sobre "submarinos russos" invadindo o país, avalia o analista político finlandês Jon Hellevig à Sputnik News.


Sputnik

O incidente com o "objeto submerso não identificado" é uma tática de propaganda frequentemente utilizada na Suécia e pode estar sendo usada para influenciar a formação do novo governo finlandês, avalia o comentarista político Jon Hellevig.


Submarino

Nesta terça-feira, a Marinha da Finlândia disparou explosivos de alerta na direção de um objeto submerso não identificado. Oficiais da Defesa finlandesa não comentaram a possível origem do que o Ministério da Defesa do país afirmaram poder ser um submarino.

O comandante aposentado das forças submarinas da Suécia Goran Frisk disse a um jornal de seu país que "está claro que são russos." A própria Suécia teve um incidente similar em outubro do ano passado, quando um "submarino suspeito" foi posteriormente identificado como uma embarcação sueca. A Suécia triplicou seu orçamento de defesa antes de admitir que não se tratava de um submarino russo.

Velhas táticas

De acordo com Jon Hellevig, o incidente desta terça-feira é um exemplo de uma tática que vem sendo utilizada na Suécia há décadas.

"Não é surpresa porque sabemos que há 30-40 anos a Suécia usa submarinos russos imaginários como tática de propaganda para aumentar o medo em relação à Rússia. É bem possível que estejam usando este trunfo", disse o analista à Sputnik.

Segundo Hellevig, "caçadas a submarinos", ou "ubåtsjakten", como são chamadas em sueco, no singular, foram usadas para sustentar a estratégia de defesa do país desde os anos 80.

"É claro que são russos. Quem mais poderia ser? Eles mostraram sua agressão na Suécia em um número de ocasiões, e os identificamos, então não é coincidência", disse o comandante sueco Goran Frisk ao jornal Aftonbladet. Segundo Frisk, o objeto não identificado é um sinal de que "o perigo está à espreita".

Manobras políticas

Hellevig acredita que o incidente pode ser usado para influenciar a formação do novo governo finlandês. Apesar de o Partido de Centro ser contra a Finlândia juntar-se à OTAN, muitos dos recém-eleitos parlamentares apoiam a OTAN, explica Hellevig.

"A grande mídia na Finlândia tem muita influência sobre o público e a liderança política. É claro que eles podem usar a mídia para alimentar o sentimento anti-russo", disse Hellevig.

A recém-formada coalizão finlandesa também está planejando aumentar os gastos com a defesa do país. O atual chefe militar da Finlândia, general Jarmo Lindberg, afirmou na semana passada que a Rússia "não fez nada" para constituir-se em ameaça para Finlândia e que os dois países precisam melhorar sua relação.


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