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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Paquistão renovará frota de submarinos com projeto chinês ‘tipo exportação’

Poder Naval

Na última terça-feira (31.03), chefes navais do Paquistão notificaram oficialmente o Comitê de Defesa da Assembléia Nacional local, de que o governo de Islamabad aprovou a compra de oito submarinos de ataque de projeto chinês.

Os militares paquistaneses selecionaram o modelo conhecido por S20, de 2.200/2.300 toneladas (submerso) e propulsão diesel-elétrica, acerca do qual existem poucas informações confirmadas.


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Acredita-se que o S20 seja uma versão simplificada – de exportação – do navio Tipo 039A, um classe Song modernizado com alguns sistemas e sensores do modelo Yuan (Tipo 041) – o mais moderno submarino convencional de ataque da Marinha do Exército de Libertação Popular.

Considerado na China como um barco de desempenho comparável ao dos mais letais submarinos convencionais do Ocidente, o Yuan é um barco grande, que mede 75 m de comprimento e desloca 3.600 toneladas. Sua capacidade de destruição repousa sobre um carregamento de mísseis antinavio YJ-12, e um mix de torpedos Yu-4 (de busca passiva) e Yu-3 (de busca ativa).

Os representantes da Marinha paquistanesa não informaram se os seus novos submersíveis serão dotados de sistema Stirling, de propulsão independente do ar (AIP, na sigla em inglês), que os chineses costumam usar em seus navios. E nem a que profundidade essas embarcações poderão chegar – dado que as marinhas consideram, normalmente, altamente confidencial.

Mas a notícia da negociação com a China não é nova.

Preços 


Ela era conhecida desde 2011, época em que, nos meios diplomáticos de Islamabad, circulou a notícia de que a Marinha desejava contratar seis – não oito – submarinos de propulsão diesel-elétrica.

Os entendimentos com a indústria naval chinesa tiveram início depois que a Marinha do Paquistão considerou inaceitáveis os valores pedidos (e várias vezes recalculados) por empresários da Alemanha para fabricar três submarinos convencionais de ataque (supostamente equipados com AIP).

Fontes da indústria de Material de Defesa da Europa Ocidental estimam que cada submarino S20 não sairá, aos paquistaneses, por menos de 500 milhões de dólares – valor que pode parecer alto para um barco chinês de pouco mais de 2.000 toneladas, mas é consideravelmente menor que o que vem sendo pago pela Marinha da Índia para renovar a sua própria flotilha de submarinos.

Os indianos fecharam com o grupo DCNS, da França, a contratação de seis navios classe Scorpene, ao custo unitário de 763 milhões de dólares.

Presume-se que, na Marinha paquistanesa, a flotilha agora encomendada à China vá substituir completamente os barcos franceses classe Agosta: dois classe Hashmat (Tipo 70) comprados na década de 1970 e três Khalid (Tipo 90B) contratados nos anos de 1990.

Características 

A primeira notícia sobre a existência do projeto S20 data de fevereiro de 2013.

Dados não confirmados oficialmente estimam que as características do navio sejam as seguintes:

  • Comprimento: 66 m;
  • Largura: 8 m;
  • Calado máximo: 8 m;
  • Deslocamento (submerso): 2.200 toneladas;
  • Velocidade máxima: 20 nós (aproximadamente);
  • Tripulação: 40
  • Armamento: 6 tubos de torpedos aptos a lançar torpedos pesados e mísseis antinavio.
  • Capacidade especial: disseminar minas e transportar equipes de forças especiais.

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