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Exército Sírio é atacado a partir de área ocupada por EUA e FDS

Tropas do Exército Árabe Sírio que participam de uma ofensiva contra terroristas em Deir ez-Zor foram alvo de ataques lançados a partir de uma área dominada por militantes das Forças Democráticas da Síria (FDS) e unidades especiais das Forças Armadas americanas, conforme revelou o Ministério da Defesa da Rússia nesta terça-feira.
Sputnik

"No último dia, grupos de assalto das tropas governamentais sírias, com apoio da Força Aeroespacial russa, cruzaram o Eufrates e continuaram a expandir a cabeça de ponte capturada a leste de Deir ez-Zor, apesar da dura resistência dos militantes do Daesh", afirmou o porta-voz da Defesa russa, major-general Igor Konashenkov, destacando o avanço das forças de Damasco. 


Segundo o militar, as tropas leais ao presidente Bashar Assad conseguiram liberar uma área de 60 quilômetros quadrados na zona oriental, mas encontraram obstáculos.

"De acordo com relatos de comandantes sírios na linha de frente, o Exército Sírio sofre contra-ataques mais seve…

Revelados os termos da negociação argentina pelo caça JF-17 Block II

Poder Aéreo

A Força Aérea Argentina negocia um lote entre 14 e 24 caças-bombardeiros leves sino-paquistaneses JF-17 Thunder (“Trovão”) Block II, dotados de motor russo Klimov RD-93, a um custo unitário entre 25 e 30 milhões de dólares sem armamento.


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As informações foram publicadas nesta segunda-feira (06.05), no site Interdefensa Militar Argentina, pelo editor Marcelo Cimino, um dos mais importantes comentaristas civis de assuntos militares argentinos.

Em seu texto – intitulado Argentina evalúa el FC-1/JF-17 “Thunder” – Cimino relata que a missão técnica argentina que partiu no último dia 20 de março para uma visita oficial à indústria aeronáutica da China, liderada pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea, brigadeiro Mario Callejo, já está de volta a Buenos Aires.

Callejo viajou acompanhado do chefe de Doutrina de sua corporação, brigadeiro José Videla, do presidente da Fábrica Argentina de Aviões Brigadeiro San Martín, Matías Savoca, do vice-presidente da empresa, engenheiro Franco Giuggioloni e do gerente-geral da companhia, engenheiro Tulio Calderón.

A comitiva foi recepcionada pela direção da CATIC (China National Aero Technology Import & Export Corporation) e pode assistir a uma demonstração de pilotagem do caça em simulador.

”Incógnitas” 


O JF-17 ainda não é utilizado pela Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China – que trata a aeronave pela sigla alfanumérica FC-1. A CATIC dispõe apenas de um protótipo, mas a reportagem não esclarece se os argentinos puderam conhecê-lo.

O Ministério da Defesa da Argentina prepara agora a viagem de uma equipe de pilotos de combate ao Paquistão, onde os sul-americanos poderão testar o JF-17. A Força Aérea Paquistanesa opera cerca de 50 aeronaves desse tipo, na versão Block I.

“O FC-1/JF-17 representa todo um livro cheio de incógnitas sobre a vida útil de sua célula, a confiabilidade e contundência dos equipamentos eletrônicos e aviônicos chineses, disponibilidade do Block II a curto prazo etc.”, escreve Cimino. “[O JF-17] Está impulsionado por um motor de origem russa cujo TBO (time between overhauls) é de 600 horas, não obstante o caça sino-paquistanês ser uma opção econômica, que aporta todo um sistema de armas completo e moderno com 0hs de uso. Além disso traz consigo capacidade BVR, comandos FBW, está habilitado a utilizar mísseis ar-ar com duas possibilidades de alcance, pode carregar mísseis antinavio, mísseis antirradiação, bombas guiadas etc. Está na habilidade negociadora argentina a chave na hora de obter a menor quantidade de restrições [de transferência de informações por parte dos chineses] e os códigos de acesso [códigos-fonte] da aeronave”.

Propulsão


Em seu artigo Cimino se estende em considerações sobre a propulsão do caça sino-paquistanês, a cargo do motor Klimov RD-93, que pertence “à família RD-33 tem um TBO de 600 horas, não obstante os paquistaneses declarem que este é de 800 horas. Por sua parte o fabricante Klimov assegurou estar trabalhando para estender o tempo de revisão. No caso do motor RD-33MK conseguiu-se estender o TBO para 1.000 horas. Em 2005 a China fechou um contrato com a Klimov por 100 motores RD-93, a mencionada operação teve um custo de 238 milhões de dólares, tendo a entrega dos mesmos sido encerrada em 2010”.

A reportagem admite que, nessa fase preliminar de contatos, o aproveitamento das instalações da Fábrica Argentina de Aviões (FAdeA) na construção dos jatos chineses ainda é incerta, e que essa possibilidade será maior, na medida em que os militares argentinos se decidam pela aquisição do lote mais numeroso, de 24 aeronaves.

Chama a atenção, no texto, o assunto preço.

Se o JF-17 Block II sairá entre 25 e 30 milhões de dólares sem o armamento, o mais correto é considerar que, por menos armamento que se compre inicialmente, o valor unitário do avião a ser adquirido irá superar os 30 milhões de dólares. Nesse caso, o valor da compra será significativamente maior que o imaginado originalmente pelos militares argentinos, que, a princípio, trabalhavam com uma faixa de preço unitário entre 20 e 30 milhões de dólares.

Prazos 

Cimino não esclarece como será solucionada a questão – que para os militares de seu país é urgente – dos prazos em que as aeronaves chinesas poderão ser entregues, já que elas, aparentemente, se destinam a substituir os caças Mirage III da VI Brigada Aérea, sediada em Tandil, província de Buenos Aires.

Na última quinta-feira, durante uma entrevista polêmica, o ministro da Defesa argentino, Agustín Rossi, declarou que os Mirages são os únicos aviões de combate argentinos que ainda alcançam velocidade supersônica, mas que, em consequência do desgaste a que foram submetidos, apenas três deles estão voando…

Como o JF-17 Block II só começou a realizar os seus primeiros vôos em fevereiro, supõe-se que um lote de série só estará disponível para ser transferido aos argentinos no primeiro semestre de 2017 ou, na melhor das opções, no final de 2016. A não ser, claro, que o governo de Buenos Aires se contente em receber algumas aeronaves Block I.

A reportagem de Cimino também não faz referência ao caça chinês J-10, de préstimos comparáveis ao F-16 americano, que um respeitado articulista militar (e ex-piloto de provas) da China qualificou de muito mais vantajoso que o JF-17.

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