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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Revelados os termos da negociação argentina pelo caça JF-17 Block II

Poder Aéreo

A Força Aérea Argentina negocia um lote entre 14 e 24 caças-bombardeiros leves sino-paquistaneses JF-17 Thunder (“Trovão”) Block II, dotados de motor russo Klimov RD-93, a um custo unitário entre 25 e 30 milhões de dólares sem armamento.


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As informações foram publicadas nesta segunda-feira (06.05), no site Interdefensa Militar Argentina, pelo editor Marcelo Cimino, um dos mais importantes comentaristas civis de assuntos militares argentinos.

Em seu texto – intitulado Argentina evalúa el FC-1/JF-17 “Thunder” – Cimino relata que a missão técnica argentina que partiu no último dia 20 de março para uma visita oficial à indústria aeronáutica da China, liderada pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea, brigadeiro Mario Callejo, já está de volta a Buenos Aires.

Callejo viajou acompanhado do chefe de Doutrina de sua corporação, brigadeiro José Videla, do presidente da Fábrica Argentina de Aviões Brigadeiro San Martín, Matías Savoca, do vice-presidente da empresa, engenheiro Franco Giuggioloni e do gerente-geral da companhia, engenheiro Tulio Calderón.

A comitiva foi recepcionada pela direção da CATIC (China National Aero Technology Import & Export Corporation) e pode assistir a uma demonstração de pilotagem do caça em simulador.

”Incógnitas” 


O JF-17 ainda não é utilizado pela Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China – que trata a aeronave pela sigla alfanumérica FC-1. A CATIC dispõe apenas de um protótipo, mas a reportagem não esclarece se os argentinos puderam conhecê-lo.

O Ministério da Defesa da Argentina prepara agora a viagem de uma equipe de pilotos de combate ao Paquistão, onde os sul-americanos poderão testar o JF-17. A Força Aérea Paquistanesa opera cerca de 50 aeronaves desse tipo, na versão Block I.

“O FC-1/JF-17 representa todo um livro cheio de incógnitas sobre a vida útil de sua célula, a confiabilidade e contundência dos equipamentos eletrônicos e aviônicos chineses, disponibilidade do Block II a curto prazo etc.”, escreve Cimino. “[O JF-17] Está impulsionado por um motor de origem russa cujo TBO (time between overhauls) é de 600 horas, não obstante o caça sino-paquistanês ser uma opção econômica, que aporta todo um sistema de armas completo e moderno com 0hs de uso. Além disso traz consigo capacidade BVR, comandos FBW, está habilitado a utilizar mísseis ar-ar com duas possibilidades de alcance, pode carregar mísseis antinavio, mísseis antirradiação, bombas guiadas etc. Está na habilidade negociadora argentina a chave na hora de obter a menor quantidade de restrições [de transferência de informações por parte dos chineses] e os códigos de acesso [códigos-fonte] da aeronave”.

Propulsão


Em seu artigo Cimino se estende em considerações sobre a propulsão do caça sino-paquistanês, a cargo do motor Klimov RD-93, que pertence “à família RD-33 tem um TBO de 600 horas, não obstante os paquistaneses declarem que este é de 800 horas. Por sua parte o fabricante Klimov assegurou estar trabalhando para estender o tempo de revisão. No caso do motor RD-33MK conseguiu-se estender o TBO para 1.000 horas. Em 2005 a China fechou um contrato com a Klimov por 100 motores RD-93, a mencionada operação teve um custo de 238 milhões de dólares, tendo a entrega dos mesmos sido encerrada em 2010”.

A reportagem admite que, nessa fase preliminar de contatos, o aproveitamento das instalações da Fábrica Argentina de Aviões (FAdeA) na construção dos jatos chineses ainda é incerta, e que essa possibilidade será maior, na medida em que os militares argentinos se decidam pela aquisição do lote mais numeroso, de 24 aeronaves.

Chama a atenção, no texto, o assunto preço.

Se o JF-17 Block II sairá entre 25 e 30 milhões de dólares sem o armamento, o mais correto é considerar que, por menos armamento que se compre inicialmente, o valor unitário do avião a ser adquirido irá superar os 30 milhões de dólares. Nesse caso, o valor da compra será significativamente maior que o imaginado originalmente pelos militares argentinos, que, a princípio, trabalhavam com uma faixa de preço unitário entre 20 e 30 milhões de dólares.

Prazos 

Cimino não esclarece como será solucionada a questão – que para os militares de seu país é urgente – dos prazos em que as aeronaves chinesas poderão ser entregues, já que elas, aparentemente, se destinam a substituir os caças Mirage III da VI Brigada Aérea, sediada em Tandil, província de Buenos Aires.

Na última quinta-feira, durante uma entrevista polêmica, o ministro da Defesa argentino, Agustín Rossi, declarou que os Mirages são os únicos aviões de combate argentinos que ainda alcançam velocidade supersônica, mas que, em consequência do desgaste a que foram submetidos, apenas três deles estão voando…

Como o JF-17 Block II só começou a realizar os seus primeiros vôos em fevereiro, supõe-se que um lote de série só estará disponível para ser transferido aos argentinos no primeiro semestre de 2017 ou, na melhor das opções, no final de 2016. A não ser, claro, que o governo de Buenos Aires se contente em receber algumas aeronaves Block I.

A reportagem de Cimino também não faz referência ao caça chinês J-10, de préstimos comparáveis ao F-16 americano, que um respeitado articulista militar (e ex-piloto de provas) da China qualificou de muito mais vantajoso que o JF-17.

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