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Marinha e Aeronáutica do Brasil auxiliam buscas a submarino argentino desaparecido, diz ministro

Segundo Raul Jungmann, três navios e um avião brasileiros já foram disponibilizados. Última vez que o submarino militar com 44 pessoas a bordo manteve contato com a base foi na quarta-feira (15).
Por G1, Brasília

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, publicou em seu perfil no Twitter neste sábado (18) que três navios da Marinha brasileira "já estão auxiliando" nas buscas a um submarino argentino que desapareceu com 44 tripulantes a bordo.

Ainda segundo o ministro, a Força Aérea Brasileira (FAB) disponibilizou um avião para também ajudar na procura pelo submarino e um segundo avião "será deslocado para apoiar as buscas do submarino argentino desaparecido" a partir deste domingo (19).

O submarino militar ARA San Juan manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país.

De acordo com a FAB, o primeiro avião disponibilizado pelo Brasil decolou, com 18 tripulantes, às 17…

Segunda Guerra ganha novo capítulo na batalha pela ‘história oficial’

Às vésperas do 70º aniversário da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial, surgem novos apelos na Rússia para combater a distorção de fatos históricos. Segundo historiadores, atual discussão se deve ao elevado grau de politização de questões históricas em meio à crise ucraniana.


Aleksêi Timofeitchev | Gazeta Russa

Nos meses que antecedem a comemoração da vitória soviética sobre a Alemanha nazista, várias declarações polêmicas foram feitas em relação ao papel da União Soviética. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Grzegorz Shetiny, disse, por exemplo, que o campo de concentração de Auschwitz fora libertado pelos ucranianos, e o primeiro-ministro ucraniano Arsêni Iatseniuk falou sobre a “invasão da Alemanha e Ucrânia pela URSS” durante a guerra.


Segunda Guerra ganha novo capítulo na batalha pela ‘história oficial’
Celebrado em 9 de maio, Dia da Vitória marca a vitória da URSS sobre a Alemanha nazista Foto: TASS

Em reunião recente do comitê de organização para o Dia da Vitória, celebrado em 9 de maio, o presidente russo Vladímir Pútin rebateu as declarações das autoridades estrangeiras e criticou as “tentativas de reinterpretar e distorcer os acontecimentos da guerra”. Segundo ele, o cinismo apresentado em tais comentários tem a intenção de “minar a autoridade moral da Rússia e privá-la do seu estatuto de país vitorioso” em uma espécie de jogo geopolítico.

Segundo Dmítri Andreev, historiador e cientista político da Universidade Estatal de Moscou, “os adversários ideológicos [de Moscou] vêm intensificando esforços para reconsiderar alguns fatos bem conhecidos da Segunda Guerra e, assim, reconsiderar o desfecho do conflito”.

A mesma opinião é compartilhada também pelo historiador Aleksandr Diukov, presidente da fundação “Memória Histórica”. Ao citar o exemplo do premiê da Ucrânia, Diukov fala sobre um empenho em “reescrever a história” e glorificar os crimes dos nacionalistas ucranianos cometidos durante a guerra. “Isso provocou uma divisão na sociedade e se tornou uma das causas deste trágico conflito civil”, acredita Diukov.

Mas nem todos os historiadores russos concordam com o posicionamento do líder russo. Nikita Petrov, da ONG de direitos humanos “Memorial”, acredita que o problema não condiz com a teoria formulada por Pútin. “Na realidade, ninguém está distorcendo a história da guerra”, diz.

Segundo o historiador, as palavras de Shetiny e Iatseniuk podem ser avistas como “lapsos”, e “declarações emocionais”. Neste caso, não deveriam ser levadas a sério, uma vez que não refletem a posição oficial dos Estados que eles representam.

Passado a limpo

Os historiadores que não concordam com as opiniões de Pútin e Diukov acusam as autoridades russas de chamarem as narrativas históricas dos países vizinhos que retratam o período soviético de “distorção da história”.

Segundo eles, “isso é perfeitamente compreensível”, devido ao papel que a União Soviética desempenhou na vida de muitos países da Europa Oriental durante a época do comunismo.

No entanto, Diukov garante que a Rússia não empreende esforços para impedir ou descredibilizar a publicação de dados sobre períodos controversos do passado.

“Eu não vejo nenhum silenciamento sistêmico das páginas trágicas da história soviética. Pelo menos nunca me deparei com o fato de, na Rússia moderna, algum político negar as repressões de Stálin ou a tragédia da fome da década de 1930”, afirma o historiador.



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