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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

China exige que EUA parem de sobrevoar suas ilhas artificiais

Pequim exigiu que os EUA acabem com os voos de reconhecimento sobre as ilhas artificiais que o país asiático está construindo no arquipélago de Spratly, após o tenso diálogo ocorrido na última quarta-feira (20) entre um avião norte-americano e um navio chinês.


Sputnik

"Essas ações podem causar um acidente, elas são muito irresponsáveis e perigosas e prejudicam a paz e a estabilidade regionais", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Hong Lei, em comunicado. 


Mar da China Meridional
© Sputnik/ Mikhail Fomichev

"Expressamos nossa forte insatisfação e exortamos os EUA a cumprirem com as leis e regras internacionais e se absterem de ações arriscadas e provocativas", continuou o funcionário.

Jornalistas da rede CNN embarcaram em um P8-A Poseidon, o mais avançado avião de reconhecimento dos EUA, e mostraram como um navio chinês pediu até oito vezes que o piloto da aeronave abandonasse a área "para evitar mal-entendidos", ouvindo como resposta que o voo estava sendo feito em espaço aéreo internacional.

A China reivindica a possessão da maior parte do Mar da China Meridional, em conflito com países como Malásia, Filipinas, Vietnã e Taiwan. Em relação às ilhas artificiais que estão sendo construídas por Pequim na região, Washington afirma que elas têm fins militares, embora a acusação seja negada pelas autoridades chinesas.

A mídia norte-americana vem anunciando este mês que os EUA estavam considerando enviar destroyers e outros navios de guerra, bem como aviões de reconhecimento, a uma distância de apenas doze milhas náuticas (cerca de 22km) das ilhas.

Washington não reconhece as reivindicações territoriais da China sobre as ilhas artificiais e já avisou que a aproximação a menos de 12 milhas náuticas (limite exterior do mar territorial fixado pela Convenção da ONU sobre o Direito do Mar) "pode ser o próximo passo", segundo as palavras do porta-voz do Pentágono, coronel Steven Warren.

O jornal Global Times acusou o exército dos EUA de "recorrer ao sensacionalismo" com o convite feito aos jornalistas da CNN e de "tentar pressionar a China".

"Washington está voluntariamente elevando a tensão com a China, o que criou um alto risco de confronto físico", assinala um editorial publicado pelo diário nesta sexta-feira (22).



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