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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

EUA brincam com fogo no mar da China Meridional

As tensões no mar da China Meridional aumentaram acentuadamente depois de as forças navais da China, na quarta-feira, terem alertado oito vezes a tripulação do avião militar dos EUA Boeing P-8 Poseidon para deixar o espaço aéreo perto das ilhas Spratly.


Sputnik

Pela primeira vez, os militares americanos, atravessando os territórios disputados, levaram consigo jornalistas e os especialistas consideram isso como um desafio bastante ousado. Além disso, o desafio foi lançado três dias depois do encontro em Pequim onde o presidente chinês, Xi Jinping, e o secretário de Estado americano, John Kerry, tinham discutido a situação no mar da China Meridional.


Forças navais da China nas ilhas Spratly
© AFP 2015/ RITCHIE B. TONGO

Fontes dos EUA também informaram que os Estados Unidos consideram a possibilidade de voos de reconhecimento mais perto das ilhas em disputa e a passagem de navios em apenas alguns quilômetros de distância. Assim, os Estados Unidos deixam claro para a China que não reconhecem as suas reivindicações territoriais para o arquipélago Spratly e as Ilhas Paracel, opinam especialistas russos.

Apesar do fato de que desta vez, os militares conseguiram evitar mal-entendidos, na próxima vez uma situação semelhante pode acabar menos pacificamente.

“Os EUA demonstram a sua capacidade e determinação de ações nesta região. Eles estão tentando convencer todos que eles estão prontos para conter a China, e isso poderia provocar um conflito sério”, disse à Sputnik o chefe do Centro de Pesquisa do Sudeste Asiático, Austrália e Oceania, Dmitry Mosyakov.

O especialista militar Konstantin Sivkov falou mais abertamente:

“A guerra de grande escala não acontecerá. Mas o alto nível de tensão vai causar confrontos locais. Por exemplo, abater o avião é bastante real. E não posso excluir ataques locais dos grupos navais, afundamento dos navios”.

A China tem reclamado zonas do mar da China Meridional desde os anos 40 do século XX, mas Pequim nos últimos anos tem levado tais exigências à prática, o que gerou tensões com o Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e Taiwan.

Recentes fotos de satélite mostram que a construção, pela China, de ilhas artificias no arquipélago de Spratly, no mar da China Meridional, avança de maneira rápida. A China constrói portos, depósitos petrolíferos e duas supostas pistas aéreas que, segundo especialistas, permitirão à China projetar poder no Sudeste Asiático.

Essa construção aumenta a tensão na região, disse o secretário adjunto de Estado para a Ásia Oriental e Pacífico, Daniel Russell. Um dia antes o Pentágono sugeriu que a Casa Branca mande os aviões militares e navios para estas ilhas artificiais nas águas disputadas. O secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, encarregou especialistas para estudarem uma opção de entrada dos aviões e navios de vigilância eletrônica nas águas que rodeiam o arquipélago Spratly.

EUA declararam estar preparando uma operação militar no mar da China Meridional imediatamente depois da Parada da Vitória em Moscou onde participaram militares da China e da Índia.


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