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Analista: entrega de dados de Israel sobre abate de Il-20 significa muito para Rússia

O comandante da Força Aérea Israelense, Amikam Norkin, forneceu ao Ministério da Defesa da Rússia dados sobre o incidente com o avião russo Il-20 na Síria. Israel demonstra que não pretende perder a cooperação estabelecida com a Rússia, disse o analista político Stanislav Tarasov durante uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik.
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Além destas informações sobre o abate da aeronave, Israel também avisou sobre "as tentativas do Irã de fortalecer sua posição na Síria e entregar armas estratégicas ao Hezbollah". Os militares observaram que é necessário continuar coordenando as ações na Síria, ressaltando a importância de respeitar os interesses dos dois países.

O avião russo Il-20 foi abatido sobre o mar Mediterrâneo no dia 17 de setembro, a 35 quilômetros da costa síria, por um míssil do sistema antiaéreo S-200 da Síria, resultando na morte de 15 militares.

Ao mesmo tempo, quatro caças F-16 atacaram instalações sírias em Latakia. De acordo com o Ministério da Defesa da…

EUA querem cooperação com Rússia na defesa antimíssil

Os EUA pretendem fechar um acordo com a Rússia sobre a cooperação na área da defesa antimíssil nos próximos anos, disse a secretária de Estado adjunta para o Controle de Armas e Segurança Internacional estadunidense, Rose Gottemoeller.


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Em uma entrevista ao jornal russo Kommersant, publicada nesta quarta-feira (13), Gottemoeller frisou:

"Quanto à questão se poderemos fazer um acordo sobre a cooperação na área de defesa antimíssil no futuro, eu espero que sim, podemos".


Sistema de mísseis Patriot

A responsável acrescentou que os Estados Unidos não são atualmente capazes de ligar os sistemas de defesa balística em um complexo global, embora tal possibilidade exista desde 2002, quando o país se retirou do Tratado de Não-Proliferação de Mísseis Balísticos, do qual a Rússia também faz parte. O tratado postulava que cada parte só tinha direito a dois complexos de defesa contra mísseis deste tipo.

Já sem as limitações previstas pelo Tratado, os EUA começaram a criação de mais uma zona de posicionamento para os seus sistemas de defesa antimíssil (DAM), inclusive na Polônia e na República Tcheca.

Moscou viu isso como uma ameaça latente. As autoridades russas solicitaram garantias de que os sistemas de DAM europeus não tinham Rússia como alvo, sem que tal solicitação tenha sido atendida.

No ano passado, a situação agravou-se com a crise na Ucrânia, que o Ocidente (e os EUA) relaciona com a postura supostamente "agressiva" da Rússia.

Já em abril de 2015, durante a Conferência Internacional sobre Segurança, que teve lugar em Moscou, os ministros russos da Defesa, Sergei Shoigu, e das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, qualificaram oficialmente a ampliação dos sistemas de defesa contra mísseis balísticos como ameaça à estabilidade estratégica.



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