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Ministério das Relações Exteriores russo acusa EUA de ajudar terroristas na Síria

Ao reforçar seu interesse em liquidar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] da face da Terra, Moscou se mostrou preocupada com o fato de os EUA demonstrarem o contrário através de suas ações, ressalta Sergei Ryabkov, vice-ministro do ministério.
Sputnik

"Apesar de tudo, alguns objetivos políticos e geopolíticos são mais importantes para Washington, o que está declarado no plano de lealdade à luta antiterrorista", disse Ryabkov a jornalistas. Segundo ele, a Rússia espera que Washington prove na prática a sua lealdade à luta contra o terrorismo na Síria.


Além disso, o diplomata chamou a morte do tenente-general Valery Asapov de preço pago pela Rússia pela hipocrisia dos EUA na questão da resolução da crise síria. Asapov, que chefiava o grupo dos conselheiros militares russos, morreu na região de Deir ez-Zor durante bombardeio do Daesh.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou fotos aéreas dos bairros a norte de Deir ez-Zor controlados pelos terroristas d…

Human Rights Watch: bombas de fragmentação dos EUA são usadas no Iêmen

A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch publicou um relatório sobre a situação no Iêmen, no qual afirma que a Arábia Saudita, à cabeça de uma coalizão internacional, usa bombas de fragmentação fabricadas nos EUA durante os ataques aéreos contra posições de houthis.


Sputnik

O relatório foi publicado no domingo, 3 de maio, no site oficial da HRW.


Bombas de fragmentação
© AFP 2015/ JOHN MACDOUGALL

O relatório divulga que a organização tem provas conclusivas de uso pela coalizão de munições de fragmentação norte-americanas durante bombardeios contra as posições houthis no Iêmen.

O tratado de 2008, assinado por 116 países, proíbe o uso de bombas de fragmentação porque elas representam um grave risco para civis devido à larga escala de destruição que causam. Segundo relatou HRW, desde meados de Abril, a organização tem fotos, vídeos e outras provas disponíveis que provam o uso de bombas de fragmentação pelas forças da coalizão no norte do Iêmen e na província de Saada.

“Os ataques aéreos usando bombas de fragmentação foram realizados em áreas próximas de aldeias povoadas, o que representa uma ameaça para civis. Estas munições não devem ser utilizadas em qualquer circunstância”, declarou Stephen Goose, diretor da divisão de armamentos da Human Rights Watch.

Como resultado da campanha militar realizada no Iêmen, uma coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita está conduzindo o país a uma crise humanitária. As forças da coalizão não deixam passar para o território do Iêmen navios ou aviões de qualquer tipo, incluindo os que transportam ajuda humanitária. Como resultado, o abastecimento alimentar não é feito há semanas.

O representante da HRW Joe Stork acredita que a situação no país continuará a se deteriorar, porque os ataques aéreos da coalizão são levados a cabo principalmente contra as infraestruturas do Iêmen.


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