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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Incidente no Mar do Sul da China pode desencadear conflito entre EUA e China

Na semana passada, um avião espião dos EUA sobrevoou o arquipélago de Spratly, alimentando a tensão na região e fazendo com que Pequim aumente sua presença militar no Mar do Sul. Especialistas acreditam que o incidente pode desencadear um conflito entre China e EUA.


Sputnik

Em artigo publicado pelo jornal vietnamita "Thanh Nien", intitulado "Três situações que poderiam levar a uma guerra sino-americana no Mar do Sul da China", o especialista da AEI (American Enterprise Institute) para a segurança e política asiática, Michael Oslin, afirmou que nos últimos 20 anos os EUA e a China nunca estiveram tão perto de um conflito armado como agora, e existem três motivos para isto. 


Navios de guerra dos EUA no Mar do Sul da China
© Foto: US Navy / David Mercil

Michael Oslin diz que o que pode causar o confronto é o incidente aéreo entre aviões americanos e chineses. Após a conclusão da construção de pistas de pouso e aeroportos nas ilhas do Mar do Sul, Pequim poderá controlar grande parte do Mar do Sul da China e impedir os aviões americanos no espaço aéreo da região.

À medida que o poder militar da China pode decididamente exigir que os EUA deixem o sudeste da Ásia e se concentrem em resolver os problemas do Oriente Médio e da Europa, isto pode provocar uma oposição dos Estados Unidos e o desejo de resolver o conflito por vias militares.

Segundo Oslin, um conflito armado entre os EUA e a China também poderia levar países do Sudeste Asiático ao conflito com a China, o que levaria os Estados Unidos a agir em defesa de seus aliados na região, como as Filipinas ou os Estados que possuem laços de parceria com Washington.

Já o vice-diretor do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia, Dmitry Mosyakov, acredita que o mais provável é o primeiro cenário de conflito.

“A política dos EUA no Sudeste Asiático prioriza a liberdade de navegação no que se refere aos interesses dos Estados Unidos. Um quarto da passagem de cargas através do Estreito de Malacca acontece nos portos do Pacífico dos EUA. E parece-me que nem a proteção dos interesses dos países da região, nem as tentativas da China de expulsar os Estados Unidos do sudeste da Ásia têm tanta importância como assegurar a livre passagem de navios, incluindo, é claro, os militares”, considera o especialista.

Mosyakov ainda comentou que “tendo em vista a sua força, a China transformará em realidade as suas pretensões sobre as ilhas e boa parte das águas do Mar do Sul, que até então tinham um caráter formal”. Segundo ele, o período em que a China passa a considerar que estes territórios lhe pertencem, mas não tem a capacidade de protegê-los, está chegando ao fim.

“O aumento no número de navios e aeronaves de patrulha, a construção de bases — tudo está indo nessa direção. E pode chegar o momento em que a proibição para a circulação de navios e as aeronaves estrangeiras será real, e, em seguida, qualquer atividade ilegal do ponto de vista da China, poderá desencadear lançamentos de foguetes ou voos de aeronaves”, completa Mosyakov.


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