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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Marinha diz que NPa 500-BR é ‘evolução’ da Macaé, e que encomenda só em 2016

Poder Naval

Um alta fonte da Marinha ouvida pelo Poder Naval na noite desta terça-feira (05.05), informou que o projeto do navio-patrulha costeiro de 500 toneladas que a EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) entregou ao Centro de Projetos de Navios da Marinha para ser detalhado, não é um planejamento totalmente original, e sim uma “evolução” do navio-patrulha classe Macaé – derivado do modelo francês CMN Vigilante – já em operação no conjunto dos meios distritais da Força Naval brasileira.

Em função disso, muitos oficiais tratam o novo programa como “Macaé-Mod”.


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De acordo com a mesma fonte, a necessidade de melhorar um projeto como o Macaé/Vigilante resulta da avaliação operacional dos meios. Somente operando uma determinada embarcação é que se identifica suas limitações, e se consegue propor, com precisão, os necessários aprimoramentos. Isso é muito comum e ocorre em diversas classes de navios ao redor do mundo.

O militar procurado por este blog esclareceu: a primeira encomenda do 500-BR só deve ser feita em meados de 2016. Nesse meio tempo, a Marinha continuará a aguardar os classe Macaé em construção pelo Estaleiro Ilha (EISA), do Rio de Janeiro, que, desde o mês passado, conta com o apoio técnico e gerencial do estaleiro espanhol Navantia.

As entregas dos cinco navios Macaé a cargo do EISA vão se estender até o fim de 2017.

Armamento – Na Diretoria-Geral do Material da Marinha não se comenta, claramente, que os patrulheiros tipo Macaé são ultrapassados em termos tecnológicos. Os oficiais preferem dizer que o programa 500-BR – ou Macaé-Mod – representa, apenas, um conjunto de melhorias ao projeto original da CMN.

As características dos dois patrulheiros são, efetivamente, muito parecidas.

O Macaé (P70) tem 454 toneladas no deslocamento padrão e 500 toneladas a plena carga – números iguais aos que foram imaginados para o Macaé-Mod. Mas o P70 tem 54,20 m de comprimento total, enquanto o Macaé-Mod terá 55,6 m. A boca das duas embarcações foi mantida em 9,3 m.

O Macaé-Mod será mais bem artilhado que o projeto Macaé/Vigilante: 1 canhão de 40 mm e quatro armas de fogo de menor alcance: duas de 20 mm e duas .50 (contra apenas 1 canhão e duas metralhadoras da classe Macaé). Os armamentos também devem ser de tipo diferente, aproveitando, por exemplo, a competência da empresa fluminense ARES em estações de metralhadoras remotamente operadas.

Ao contrário do que o Poder Naval noticiou em outro texto, não foi requerido aos projetistas do 500-BR um design furtivo, porque este navio foi concebido para cumprir tarefas essencialmente policiais, e não de combate a navios de guerra.



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