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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Marinha diz que NPa 500-BR é ‘evolução’ da Macaé, e que encomenda só em 2016

Poder Naval

Um alta fonte da Marinha ouvida pelo Poder Naval na noite desta terça-feira (05.05), informou que o projeto do navio-patrulha costeiro de 500 toneladas que a EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) entregou ao Centro de Projetos de Navios da Marinha para ser detalhado, não é um planejamento totalmente original, e sim uma “evolução” do navio-patrulha classe Macaé – derivado do modelo francês CMN Vigilante – já em operação no conjunto dos meios distritais da Força Naval brasileira.

Em função disso, muitos oficiais tratam o novo programa como “Macaé-Mod”.


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De acordo com a mesma fonte, a necessidade de melhorar um projeto como o Macaé/Vigilante resulta da avaliação operacional dos meios. Somente operando uma determinada embarcação é que se identifica suas limitações, e se consegue propor, com precisão, os necessários aprimoramentos. Isso é muito comum e ocorre em diversas classes de navios ao redor do mundo.

O militar procurado por este blog esclareceu: a primeira encomenda do 500-BR só deve ser feita em meados de 2016. Nesse meio tempo, a Marinha continuará a aguardar os classe Macaé em construção pelo Estaleiro Ilha (EISA), do Rio de Janeiro, que, desde o mês passado, conta com o apoio técnico e gerencial do estaleiro espanhol Navantia.

As entregas dos cinco navios Macaé a cargo do EISA vão se estender até o fim de 2017.

Armamento – Na Diretoria-Geral do Material da Marinha não se comenta, claramente, que os patrulheiros tipo Macaé são ultrapassados em termos tecnológicos. Os oficiais preferem dizer que o programa 500-BR – ou Macaé-Mod – representa, apenas, um conjunto de melhorias ao projeto original da CMN.

As características dos dois patrulheiros são, efetivamente, muito parecidas.

O Macaé (P70) tem 454 toneladas no deslocamento padrão e 500 toneladas a plena carga – números iguais aos que foram imaginados para o Macaé-Mod. Mas o P70 tem 54,20 m de comprimento total, enquanto o Macaé-Mod terá 55,6 m. A boca das duas embarcações foi mantida em 9,3 m.

O Macaé-Mod será mais bem artilhado que o projeto Macaé/Vigilante: 1 canhão de 40 mm e quatro armas de fogo de menor alcance: duas de 20 mm e duas .50 (contra apenas 1 canhão e duas metralhadoras da classe Macaé). Os armamentos também devem ser de tipo diferente, aproveitando, por exemplo, a competência da empresa fluminense ARES em estações de metralhadoras remotamente operadas.

Ao contrário do que o Poder Naval noticiou em outro texto, não foi requerido aos projetistas do 500-BR um design furtivo, porque este navio foi concebido para cumprir tarefas essencialmente policiais, e não de combate a navios de guerra.



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