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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Ministro Jaques Wagner renegocia cronograma de construção do ‘Riachuelo’

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

A renegociação do cronograma de construção do submarino Riachuelo (S40), que implicará em um retardamento da entrega do navio à Marinha e numa dilatação dos prazos de pagamento à empresa Itaguaí Construções Navais (joint venture da empreiteira brasileira Odebrecht com o estaleiro francês DCNS), é o principal resultado da visita de três dias do ministro da Defesa do Brasil, Jaques Wagner, à França.


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O S40 é o primeiro navio da classe francesa Scorpene a ser construído no município fluminense de Itaguaí, dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

O navio já teve sua data de prontificação postergada duas vezes – de 2015 para 2017, e depois de 2017 para 2018 –, e agora deve ser alvo de um novo adiamento. A expectativa, agora, é de que a entrega desse submarino ao setor operativo da Marinha só aconteça em 2019 ou 2020.

Tantas revisões de cronograma referentes à produção dos navios classe Scorpene, forçam os chefes navais brasileiros a aprofundar seus estudos no sentido de esticar a vida útil dos submarinos classe IKL-209, de origem alemã, que formam, hoje, a espinha dorsal da Força de Submarinos da Esquadra.

Segundo o Poder Naval pôde apurar, os almirantes examinam a conveniência de apressar a remotorização de alguns submarinos classe IKL, e até de fazer essa modernização na Alemanha, de forma a que o serviço seja realizado com maior rapidez.

Outra medida em estudos é dar baixa em um IKL que esteja mais desgastado, como forma de economizar os gastos com manutenção.

Desembolsos para o pagamento do Programa de Submarinos da MB

Este era o cronograma original de pagamentos para o Prosub. Com os cortes impostos pelo Governo, as parcelas provavelmente terão de ser renegociadas.


2009- Desembolso: R$ 2,108 bilhões (€ 753 milhões) Contrapartida da União
2010- Início da construção do estaleiro e da Base Naval (até 2014)
Elaboração do Projeto dos submarinos convencionais
Desembolso: R$ 2,314 bilhões (€ 826 milhões)
2011- Início da construção do 1º submarino convencional (entrega em 2014)
Início do projeto do submarino de propulsão nuclear (em projeto até 2014)
Desembolso: R$ 2,165 bilhões (€ 773 milhões)
2012- Desembolso: R$ 2,333 bilhões (€ 833 milhões)
2013- Início da construção do 2º submarino convencional (entrega em 2017)
Desembolso: R$ 2,315 bilhões (€ 827 milhões)
2014- Entrega do estaleiro e da Base Naval
Desembolso: R$ 1,769 bilhão (€ 632 milhões)
2015- Entrega do 1º submarino convencional
Conclusão do projeto do submarino de propulsão nuclear
Início da construção da propulsão nuclear (até 2020)
Início da construção do 3º submarino convencional (entrega em 2019)
Desembolso: R$ 982 milhões (€ 351 milhões)
2016- Início da construção do submarino de propulsão nuclear (até 2018)
Desembolso: R$ 905 milhões (€ 323 milhões)
2017- Entrega do 2º submarino convencional
Início da construção do 4º submarino convencional (entrega em 2021)
Desembolso: R$ 832 milhões (€ 297 milhões)
2018- Desembolso: R$ 783 milhões (€ 280 milhões)
2019- Entrega do 3º submarino convencional
Desembolso: R$ 665 milhões (€ 238 milhões)
2020- Conclusão da construção da propulsão nuclear
Desembolso: R$ 555 milhões (€ 198 milhões)
2021- Entrega do 4º e último submarino convencional
Entrega do submarino de propulsão nuclear
Desembolso: R$ 440 milhões (€ 157 milhões)
2022- Desembolso: R$ 189 milhões (€ 67 milhões)
2023- Desembolso: R$ 125 milhões (€ 45 milhões)
2024- Desembolso Final: R$ 254 milhões (€ 91 milhões)

TOTAL– R$ 18,733 bilhões (€ 6,691 bilhões), que deveriam ser pagos pelo Tesouro até 2029.

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