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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Pentágono aprova fornecimento de grande lote de armas a Israel e Arábia Saudita

O Pentágono pode vender armamentos estadunidenses a Israel no montante total de 1,87 bilhões de dólares. O objetivo é adequar as Forças Armadas do país judeu para que sejam mais compatíveis com os EUA.


Sputnik

O acordo, aprovado pela autoridade da Defesa norte-americana na terça-feira, está sendo estudado pelo Congresso. Até agora, não há nenhum indício que o Congresso o proíba.


Bombas bunker buster (bombas penetrantes) armazenadas pelas Forças Armadas dos EUA no Iraque em 2003.
© AFP 2015/ FELIX GARZA JR. / NAVY VISUAL NEW

O fornecimento planejado inclui 750 bombas penetrantes (bunker busters, em inglês), 300 mísseis anticarro Hellfire, 250 mísseis ar-ar de médio alcance e 4.100 bombas planadoras.


Além disso, caso o acordo for aprovado pelo Congresso, Israel receberá 14.500 sistemas de navegação que permitirão converter mísseis comuns em mísseis guiados.


O Congresso tem 15 dias para bloquear o acordo. Mas o caso é muito infrequente.

Para o Pentágono, trata-se de um reforço à segurança de Israel. A Agência de Cooperação na Área de Segurança e Defesa estadunidense assegura que os lotes fornecidos só incluem armamentos já usados pelo exército de Israel.

No entanto, várias fontes na mídia israelita informam que mais um projeto de fornecimento de armamentos estaria sendo discutido por Jerusalém e Washington, que preveria a venda dos caças F-35. Com uma condição: que Israel não proteste contra o programa nuclear iraniano.

Arábia Saudita

Além de Israel, os EUA também estão armando a Arábia Saudita. O contrato de venda de 10 helicópteros Seahawk alcança quase 2 bilhões de dólares.

A Arábia Saudita lidera a intervenção militar no vizinho Iêmen, cujo ex-presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, está agora exilado nesse país. E também não gosta do processo de aliviamento das sanções contra o Irã.

A coalizão árabe tem reiteradamente rejeitado os planos de pacificação propostos pelo Irã, acusando este país de armar os rebeldes iemenitas houthis e de tentar, portanto, realizar uma "ingerência nos assuntos internos" do Iêmen.

No entanto, a Arábia Saudita justifica a sua própria operação no Iêmen alegando defesa do governo legítimo e proteção do povo iemenita.

Para os observadores, os fornecimentos de armas pelos EUA aos países do Oriente Médio servem para acalmar as autoridades dos países que mais criticam o programa nuclear iraniano. A possibilidade de estas armas serem usadas para intimidar o Irã, bem latente, parece estar no segundo plano.

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