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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Queda do MH17 visou demonizar a Rússia - blogueiro holandês

O blogueiro holandês Max van der Werff explicou à Sputnik porque decidiu realizar a sua própria investigação sobre a origem de duas fotos controversas que circularam nas redes sociais logo após a queda do avião da Malaysia Airlines em julho de 2014, nas quais se pretendia mostrar que o rastro de fumaça no céu tinha origem em um lançador de mísseis.


Sputnik

Max van der Werff disse que viajou à Ucrânia porque é cidadão holandês e o seu país perdeu quase 200 pessoas no acidente. O MH17 nunca teria sido abatido se não houvesse uma guerra civil na Ucrânia, disse ele. 


Local da queda do Boeing de Malaysian Airlines na região de Donetsk
© Sputnik/ Andrey Stenin

Há quinze anos, em agosto de 1999, ele viajou para a Ucrânia pela primeira vez, logo após o bombardeio da ex-Iugoslávia pela OTAN. Sua análise foi que a Ucrânia se tornaria uma das próximas áreas de confronto.

"Lendo The Grand Chessboard [a obra do estrategista Zbigniew Brzezinski] ficou claro por que motivo a Ucrânia é importante para os EUA como um ponto de acesso geográfico para conter a Rússia… Em 17 de julho, poucas horas depois do acidente do MH17, para mim se tornou claro que essa tragédia visava demonizar a Rússia e o seu presidente", disse Max van der Werff.

"Eu segui tudo o que estava ligado a esta questão e tentei construir a minha própria visão. Eu notei que as mídias frequentemente apresentam suposições completamente infundadas como se fossem fatos."

O blogger viajou para Donbass para ver por si mesmo onde essas fotos haviam sido tiradas. Ele subiu para o telhado de onde o fotógrafo anônimo tinha tirado a foto, fez sua própria e mostrou que a imagem é fraudulenta porque a vista das duas fotos não coincidem.

As conclusões de Van der Werff também se referem a uma outra dúvida sobre a veracidade das fotos — na foto do anônimo o tempo estava relativamente limpo, mas, segundo os relatos no dia do acidente, o céu estava nublado.

O blogueiro falou com pessoas que conhecem o suposto fotógrafo e disse que elas lamentavam ele ter escolhido apoiar o novo regime em Kiev:

"Eu não diria que eles estavam com raiva dele, mas decepcionados. Especialmente um de seus ex-colegas que se juntou às milícias".

Van der Werff também explicou que é quase impossível para um jornalista ocidental não relatar em conformidade com a política antirrussa:

"O mantra é nada-contra-os-russos-mas-contra-o-ditador-Putin." Se você tem uma visão diferente, você será afastado… Publicações respeitadas como o Financial Times ou o NRC Handelsblad dos Países Baixos, para qual eu trabalhei 16 anos como correspondente na Ásia Oriental, não só se juntaram a este jornalismo corrupto mas também ajudaram a tirar conclusões loucas."

Ele resumiu a entrevista com algumas palavras sobre o funcionamento da mídia ocidental: "Não é uma conspiração. É apenas o modo como a pressão dos colegas funciona".



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