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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

A Esquadra cansada: problema com o ‘Marajó’ deixa TROPICALEX sem navio tanque

Não durou mais do que três dias a viagem da força-tarefa que zarpou do Rio de Janeiro no domingo passado (07.06) para realizar a Operação TROPICALEX 2015.



Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

De acordo com informações apuradas pelo Poder Naval junto a uma fonte da Esquadra, o navio-tanque Marajó (G20) e a fragata Greenhalgh (F46) precisaram deixar a formação por causa de problemas técnicos. Sem a companhia do navio tanque, a fragata Rademaker (F49) viu-se forçada a entrar no porto de Vitória, para receber óleo combustível.


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O imprevisto com o Marajó deixa a frota brasileira, momentaneamente, sem a capacidade de operar em águas azuis de forma autônoma, já que o petroleiro de esquadra Almirante Gastão Motta (G23) se encontra em reparos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

A recuperação do Gastão Motta – navio de 7.075 toneladas (10.320 carregado) – acontece em ritmo lento, porque o AMRJ perdeu parte da capacidade de mão-de-obra que possuía no passado. A Marinha depende de empresas terceirizadas para concluir certos consertos – e ainda precisa licitar e pagar preços altos para obter os serviços.

Degradação 


Em outubro deste ano, o Marajó, de 6.600 toneladas (15.111 carregado), completará seu 47º aniversário de incorporação à Esquadra brasileira.

De acordo com o site NGB (Navios de Guerra Brasileiros), em 1985 e em 1991 ele sofreu modificações técnicas para poder transportar óleo combustível Diesel (MAR-C).

Ano passado, além das operações TROPICALEX e COPA 2014, ele participou da ATLASUR, na área marítima compreendida entre os estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, operando com navios da Argentina, do Uruguai e da África do Sul.

A degradação da capacidade operacional da Esquadra nos últimos 12 meses é visível.

No ano passado, a TROPICALEX, realizada entre os dias 19 e 29 de maio, mobilizou as fragatas União (F45), Niterói (F40), Rademaker (F49) e Greenhalgh (F46), além do navio-tanque Marajó (G27), de dois helicópteros UH12/13, um IH-6B; e dois caças AF-1.

A TROPICALEX exercita as tripulações da Marinha em manobras táticas, manobras de navegação com baixa visibilidade e em canal varrido, trânsito com oposição de submarino, transferência de carga leve, transferência de óleo no mar sob ameaça aérea, e tiro sobre alvo à deriva, alvo rebocado e drone. Também são praticados exercícios de desatracação sob ameaça assimétrica, e atividades de patrulha naval em bacia petrolífera.



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