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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Agora visível, o submarino Stealth dos EUA está para perder a imbatível vantagem

O pior pesadelo da Marinha dos EUA está prestes a se tornar realidade: as novas tecnologias irão aplicar um duro golpe na capacidade dos submarinos furtivos americanos em desaparecer sob as águas sem deixar vestígios, disse o professor de Estratégia do Colégio de Guerra Naval americano James Holmes.


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Os submarinos atômicos furtivos dos EUA têm apreciado por muito tempo a sua vantagem imbatível de permanecer sem serem detectados sob as águas dos oceanos, no entanto, uma nova revolução tecnológica está prestes a anular esta vantagem, minando a capacidade norte americana para executar sua ambiciosa política externa em águas distantes, ressaltou o professor de Estratégia do Colégio de Guerra Naval James Holmes.


USS Alabama
USS Alabama © flickr.com/ Official U.S. Navy Page

"A menos que as forças dos EUA se adaptem e liderem a nova competição, a era do incomparável domínio submarino norte americano pode chegar a um fim abrupto surpreendentemente," Bryan Clark, analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária (CSBA na sigla em inglês) e comandante aposentado da Marinha dos Estados Unidos, declarou, citado pelo professor.

Há quase 60 anos atrás os submarinos furtivos norte americanos começaram a se tornar elementos de vantagem no jogo de forças da guerra submarina, enquanto o advento da propulsão nuclear permitiu que esta embarcação permanecesse abaixo das ondas por períodos prolongados de tempo. Não era mais possível para forças anti-submarino dependerem de rádio ou radares para detectar os furtivos submarinos dos EUA.

No entanto, um novo salto tecnológico está prestes a virar a mesa da Marinha dos EUA. Detecção não-acústica, grandes bancos de informação e tecnologia de controle de fogo permitirão que forças anti-submarino hostis (ASW na sigla em inglês) detectem os vestígios das embarcações de tipo Stealth do país, convertendo essas informações em rastreamento e segmentação de dados.

"Isso é um prognóstico sombrio em si. Mudanças abruptas geram grandes traumas em grandes instituições como as marinhas. É difícil permanecer à frente do processo," admitiu o Professor Holmes.


No entanto, a situação para os submarinos dos EUA não é totalmente desesperadora, lembrou o especialista. Holmes sugeriu que os submarinos devem agora estudar ambos os paradigmas de defesa passiva e ativa. Eles podem agir como a aviação naval, nomeadamente, os últimos jatos de combate da força aérea F-22 e F-35, que se baseiam mais em "contramedidas ativas", tais como a guerra eletrônica, do que em Stealth (tecnologia furtiva). "Aviadores navais derrotam ou enganam as defesas em vez de se evadirem delas," comentou o professor.

Por outro lado, as frotas de veículos submarinos não tripulados (UUVs na sigla em inglês) podem estender a capacidade dos submarinos para combater os ASW, enquanto os novos mísseis anti-navios Tomahawk "ajudariam a corrigir o desequilíbrio entre submarinos e denegadores de acesso", referindo-se a estas tecnologias de neutralização de dados.

De qualquer forma, os submarinos furtivos dos EUA não serão mais capazes de desaparecer das vistas dos seus adversários com impunidade, o professor destacou, acrescentando que o mais provável é que o teatro subaquático vá se assemelhar em muito e cada vez mais aos teatros aéreos e de superfície.

"Em suma, submarinistas já não serão tão excepcionais como antes… E submarinos não serão mais solitários, enviados para fazer grandes coisas em operações independentes. Em suma, não é apenas uma [revolução] tecnológica, mas uma revolução cultural que está acontecendo. Abrace-a," concluiu o Professor Holmes.



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