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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

‘Amigos’ ocidentais de Poroshenko não irão ajudar Ucrânia, diz especialista sueco

Em vez de ajudar a Ucrânia, os países ocidentais preferem punir a Rússia com sanções e acusar Vladimir Putin. É um “jogo extremamente cínico”, opina especialista sueco


Sputnik

O Ocidente irá primeiro deixar a Ucrânia fracassar de que irá negociar com a Rússia, escreve especialista em Rússia e Europa do Leste professor Stefan Hedlund no jornal sueco Aftonbladet. 


O presidente da Ucrânia, Piotr Poroshenko (C) cumprimenta a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande durante encontro em Kiev
Angela Merkel, Piotr Poroshenko e François Hollande © REUTERS/ Mikhail Palinchak

Segundo o especialista, fica cada vez mais óbvio que os “amigos” ocidentais de Poroshenko não pretendem proporcionar nenhuma ajuda significante à Ucrânia. Em vez disso, os países do Ocidente concentraram-se na punição da Rússia por meio de sanções e acusações em relação ao presidente russo Vladimir Putin, opina o especialista. Isto não traz benefícios à Ucrânia.

O professor lembra que o PIB da Ucrânia no primeiro trimestre de 2015 desceu por 17,6 por cento comparado com o ano passado, volume de produção industrial em maio 2015 foi 20 por cento inferior do nível de maio 2014, e o nível de inflação constitui 60 por cento. O país é de fato bancarrota, o risco de uma nova rebelião cresce, opina o especialista.

O Ocidente respondeu à este desenvolvimento da situação com o fortalecimento das sanções antirrussas. Segundo o ponto de vista de Hedlund, é um “jogo extremamente cínico” que resultara numa “sentença histórica” muito severa.

No desenvolvimento dos acontecimentos no futuro dois fatores irão ter um papel decisivo, continua o autor do artigo. Um deles consiste em que as hostilidades em Donbass devem ser paradas. O segundo fator consiste em necessidade de negociar com os credor a possibilidade de suavização do passo da dívida.

Ambos os fatores são fortemente ligados um com o outro – em particularidade, a consequência mais grave do conflito militar em Donbass é uma indefinição completa no que se toca ao futuro da Ucrânia. Enquanto isso, a ameaça constante de escalação do conflito espanta investidores o que prejudica a economia ucraniana.

Hedlund lembra as negociações de Kiev com os credores – se eles falharem, o que segundo ele é muito provável, o Fundo monetário Internacional irá se encontrar numa situação muito difícil e provavelmente terá de adiar a proporção de novos créditos prometidos.

O especialista sueco opina que ambos os fatores são estritamente ligados à Rússia. Ao mesmo tempo, ele opina que a Rússia podia mostrar mais flexibilidade com a Ucrânia, mas permanece a questão se a Rússia deve ser tão serviçal nas relações com a Ucrânia, escreve o professor.

Kiev está realizando, desde meados de abril, uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas, chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região aumentou, bem como o número de vítimas do conflito. Isto fez regressar ambas as partes às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha inclui um cessar-fogo global no leste da Ucrânia, retirada das armas pesadas da linha de contato entre os dois lados, assim como uma reforma constitucional com a entrada em vigor até o final do ano de 2015 de uma nova Constituição, com a descentralização como elemento-chave.


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