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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Analista: Ocidente quebrou promessa feita à Rússia ao expandir a OTAN

O Ocidente prometeu à Rússia não expandir a OTAN ao leste europeu. A expansão agora chega às fronteiras russas, tornando o cenário mais tenso, afirmou à Sputnik o acadêmico Jonathan Power.


Sputnik

Professor associado na Fundação Transnacional para Paz e Pesquisas Futuras, Jonathan Power falou à Sputnik sobre a direção perigosa que o mundo está tomando por causa da expansão da OTAN.

Soldados alemães da OTAN
© AP Photo/ Massoud Hossaini

O Ocidente uma vez prometeu à Rússia que não expandiria a OTAN até o leste europeu. No entanto, a promessa foi quebrada quando o Presidente Bill Clinton decidiu expandir a entrada na OTAN aos ex-integrantes do Pacto de Varsóvia da União Soviética.

"Vem acontecendo desde o tempo de Bill Clinton. O que é extraordinário, para mim, sobre o Presidente Clinton é que de um lado ele estava tentando construir uma relação com o Presidente Yeltsin e teve algum sucesso com isso, mas pediu a expansão da OTAN. Desde então, apesar das críticas, a expansão continuou. Agora ela chega a todas fronteiras da Rússia."

Power afirmou também que o mundo corre perigo de rumar para um grande choque militar. Apesar de não concordar com tudo que é falado e feito pelo lado russo, o analista critica o Ocidente com mais ênfase.

"Nós, no Ocidente, apoiamos elementos de Direita na Ucrânia durante o protesto, mais de um ano atrás. Não forçamos Poroshenko a dizer alto e claro que integrar a OTAN não é uma possibilidade. Não temos Obama esclarecendo isso. Nem os outros líderes do Ocidente estão deixando isso claro. Entendo o ponto de vista da Rússia de que o país se sentirá ameaçado até que tudo isso fique claro."

Power também fala sobre como a Rússia tem a impressão de estar sendo subestimada pelo Ocidente. As atitudes recentes vão de encontro a todas as promessas do fim da guerra fria, perto de 1990, feitas por oficiais do Ocidente, pelo secretário de Estado americano, James Baker, e por Jack F. Matlock, que era o embaixador americano em Moscou na época.

As promessas também foram feitas pelos ministros de Relações Exteriores do Reino Unido e da Alemanha. Todos foram muito claros quando afirmaram que a OTAN não passaria por um processo de expansão.

"Todos sabemos que a OTAN expandiu e estamos vivendo com algumas consequências muito sérias. Acho que o Ocidente nos levou — particularmente os EUA com a cumplicidade europeia — a uma política perigosa e contraproducente."


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