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Embraer e Boeing acertam termos de parceria

Acordo prevê criação de uma nova empresa de aviação comercial, com 80% de participação da gigante americana. Boeing vai pagar 4,2 bilhões de dólares aos brasileiros. Transação precisa ser aprovada pelo governo federal.
Deutsch Welle

A Embraer e a gigante americana Boeing anunciaram nesta segunda-feira (17/12) a aprovação dos termos de uma parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial. A execução do acerto ainda precisa do aval do governo brasileiro.


De acordo com a proposta, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de 4,2 bilhões de dólares, enquanto a fabricante brasileira ficará com os 20% restantes.

"A expectativa é de que a parceria não terá impacto no lucro por ação da Boeing em 2020, passando a ter impacto positivo nos anos seguintes", diz um comunicado conjunto da Embraer e da Boeing divulgado para investidores.

As duas empresas informaram que a joint venture criada para a fabricação de aviões comerciais, que deve absorver toda a operação…

Analista: Ocidente quebrou promessa feita à Rússia ao expandir a OTAN

O Ocidente prometeu à Rússia não expandir a OTAN ao leste europeu. A expansão agora chega às fronteiras russas, tornando o cenário mais tenso, afirmou à Sputnik o acadêmico Jonathan Power.


Sputnik

Professor associado na Fundação Transnacional para Paz e Pesquisas Futuras, Jonathan Power falou à Sputnik sobre a direção perigosa que o mundo está tomando por causa da expansão da OTAN.

Soldados alemães da OTAN
© AP Photo/ Massoud Hossaini

O Ocidente uma vez prometeu à Rússia que não expandiria a OTAN até o leste europeu. No entanto, a promessa foi quebrada quando o Presidente Bill Clinton decidiu expandir a entrada na OTAN aos ex-integrantes do Pacto de Varsóvia da União Soviética.

"Vem acontecendo desde o tempo de Bill Clinton. O que é extraordinário, para mim, sobre o Presidente Clinton é que de um lado ele estava tentando construir uma relação com o Presidente Yeltsin e teve algum sucesso com isso, mas pediu a expansão da OTAN. Desde então, apesar das críticas, a expansão continuou. Agora ela chega a todas fronteiras da Rússia."

Power afirmou também que o mundo corre perigo de rumar para um grande choque militar. Apesar de não concordar com tudo que é falado e feito pelo lado russo, o analista critica o Ocidente com mais ênfase.

"Nós, no Ocidente, apoiamos elementos de Direita na Ucrânia durante o protesto, mais de um ano atrás. Não forçamos Poroshenko a dizer alto e claro que integrar a OTAN não é uma possibilidade. Não temos Obama esclarecendo isso. Nem os outros líderes do Ocidente estão deixando isso claro. Entendo o ponto de vista da Rússia de que o país se sentirá ameaçado até que tudo isso fique claro."

Power também fala sobre como a Rússia tem a impressão de estar sendo subestimada pelo Ocidente. As atitudes recentes vão de encontro a todas as promessas do fim da guerra fria, perto de 1990, feitas por oficiais do Ocidente, pelo secretário de Estado americano, James Baker, e por Jack F. Matlock, que era o embaixador americano em Moscou na época.

As promessas também foram feitas pelos ministros de Relações Exteriores do Reino Unido e da Alemanha. Todos foram muito claros quando afirmaram que a OTAN não passaria por um processo de expansão.

"Todos sabemos que a OTAN expandiu e estamos vivendo com algumas consequências muito sérias. Acho que o Ocidente nos levou — particularmente os EUA com a cumplicidade europeia — a uma política perigosa e contraproducente."


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