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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Chefe do Pentágono se prepara para confrontação prolongada com a Rússia

Em vez de construir pontes e ter em conta a posição da Rússia, os EUA e a Aliança do Atlântico Norte escolheram preparar-se para um confronto prolongado com Moscou.


Sputnik

Este confronto pode durar por muitos anos, de acordo com o chefe do Pentágono. Ashton Carter defende os jogos de guerra dos EUA e da OTAN, a presença militar nas fronteiras com a Rússia e uma retórica cada vez mais beligerante.


Pentágono
Pentágono © flickr.com/ Michael Baird

"As adaptações de que eu estava falando são especificamente na expectativa de que a Rússia pode não mudar sob Vladimir Putin, ou mesmo depois dele. Eu chamo a isso de uma abordagem forte mas equilibrada em relação a Moscou ", disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos aos jornalistas, durante o voo para a Europa.

O chefe do Pentágono também observou que ele não tem a certeza se Putin irá mudar sua política, referindo-se a esta como "retrógrada".

"Os Estados Unidos, pelo menos, continuam mantendo a perspectiva de que a Rússia, talvez não sob Vladimir Putin, mas talvez algum dia no futuro, irá retornar para uma linha avançada e flexível, ao invés de uma linha retrógrada", afirmou Carter.

Os países ocidentais acusam a Rússia de interferir nos assuntos da Ucrânia e de representar uma ameaça para os seus vizinhos europeus. Moscou sempre negou estas alegações infundadas, ressaltando que o Ocidente colocou a segurança e a estabilidade europeia em risco muito antes de a guerra civil ter eclodido na Ucrânia.

No entanto, os Estados Unidos e a OTAN aproveitaram a oportunidade para acumular forças e equipamentos militares nas fronteiras com a Rússia, causando tensões consideráveis entre Moscou e o Ocidente.

A aliança liderada pelos EUA também intensificou seus jogos de guerra (pelo menos quatro grandes exercícios militares foram agendadas para junho) e criou uma elevada prontidão da Força Tarefa Conjunta (VJTF). Com o objetivo de enfrentar os desafios à segurança, esta força parece ser um desafio de segurança em si mesma.

Durante o Fórum Econômico Internacional em São Petersburgo, Vladimir Putin reagiu à situação lembrando que os EUA saíram do Tratado ABM (Tratado de Mísseis Antibalísticos) empurrando assim a Rússia para nova corrida armamentista.

"As decisões globais, como a saída dos Estados Unidos do Tratado de Mísseis Antibalísticos, vão empurrar a Rússia para uma nova rodada da corrida armamentista", disse o presidente russo Vladimir Putin.

O objetivo do Tratado ABM entre os EUA e a Rússia foi o de evitar um desequilíbrio estratégico. No entanto, Washington saiu desse tratado em 2001.

"Não são os conflitos militares que levam à Guerra Fria, mas decisões globais como a saída unilateral dos EUA do Tratado ABM. Isso realmente é um passo que nos empurra em uma nova rodada da corrida armamentista, o que muda os princípios do sistema de segurança global", frisou o presidente russo.

Apesar disso, os Estados Unidos estão planejando fornecer armamento pesado para a Europa Oriental e os países bálticos e até instalar mísseis nucleares na Europa sob o pretexto infundado que a Rússia violou o Tratado INF testando um míssil balístico lançado do solo com um alcance entre 500 e 5.500 km.


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