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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Exército e Marinha estudam os dirigíveis para, um dia, ter 26 deles levando carga sobre a Amazônia

Poder Naval

O Exército e a Marinha do Brasil julgam que poderiam empregar 26 dirigíveis operados remotamente para o transporte de carga sobre a floresta amazônica.

A informação constitui o dado mais recente do longo histórico de interesse da força terrestre pelos aeróstatos, termo que designa os veículos de um tipo especial de balão cativo, cujo formato lembra o de um dirigível convencional (imortalizado pela silhueta do famoso Zeppelin alemão).

O Exército estuda documentos produzidos por seus oficiais acerca da utilidade de dirigíveis na Amazônia desde a década de 1970.

Esse meio de transporte sempre pareceu um instrumento muito atraente para que a força terrestre realize sua logística estratégica em áreas de fronteira. Mas há outros aplicativos.

Os aeróstatos também podem ser empregados como plataformas para sensores e antenas integrantes de sistemas de vigilância e/ou monitoramento e/ou telecomunicações – sendo possível que todas essas funções sejam atendidas simultaneamente em função dos equipamentos que estiverem instalados como carga paga (payload).

A principal dúvida que subsiste sobre a eficácia dos voos de dirigíveis na Região Norte do país diz respeito à sua resistência às fortes tempestades – fenômeno meteorológico comuníssimo na Amazônia.

Mas isso não impediu a força terrestre de, nos anos de 1990, criar o “Projeto Dirigível do Exército Brasileiro”.

Airship 


Quando, em 2004, a força terrestre coordenou a criação de uma sociedade de propósito específico (SPE) para o desenvolvimento de dirigíveis, materializada na assinatura de um memorando de entendimento, diferentes empresas foram signatárias do documento, dentre elas a Transportes Bertolini Ltda (TBL).

Airship

O projeto evoluiu e, em 1° de junho de 2005, formalizou-se a constituição da Airship do Brasil Indústria Aeronáutica Ltda. (ADB), uma sociedade que contava com a participação inicial de três outros sócios, além da própria TBL.

Instalada inicialmente no município paulista de Barueri, onde o Exército possui o Arsenal de Guerra de São Paulo – uma grande organização militar de apoio logístico –, a empresa, a 5 de outubro de 2010, foi transferida para a cidade de São Carlos, 240 km a nordeste de São Paulo.

Na metade final dos anos de 1990, o Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), entidade sediada em Campinas que pertence ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolveu o chamado Projeto Aurora – nome que, na verdade, representa a siglaAutonomous Unmanned Remote monitoring Robotic Airship (dirigível robotizado monitorado remotamente não-tripulado de deslocamento autônomo) –, de um veículo capaz de transportar até 25 kg de carga.

O projeto foi apresentado pelo CenPRA aos oficiais da 2ª Companhia de Comunicações Blindada do Exército, sediada em Campinas – unidade orgânica da 11ª Brigada de Infantaria Leve.

Voo inaugural 

No dia 27 de março de 2015, a Airship do Brasil, inaugurou sua nova sede, na cidade de São Carlos no Estado de São Paulo. A empresa prevê, para 29 de dezembro deste ano, o vôo inaugural do aeróstato ADB-A-150

Nos dias 14 e 15 de outubro do ano passado, a Airship realizou um voo de ensaio com o ADB-A-150 na Chácara das Rosas, município de São Carlos.

O teste foi acompanhado por uma comitiva do Exército que fora incumbida de avaliar a possibilidade de utilização de aeróstatos nos sistemas estratégicos de defesa brasileiros. A visita dos militares serviu também para dar prosseguimento ao processo de credenciamento da ADB como empresa estratégica de defesa (EED), conforme estabelecido pela Lei 12.598/12, de 21 Mar 12.

Os testes realizados na primeira quinzena de outubro de 2014 visaram constatar o comportamento do ADB-A-150 em situações e condições reais, possibilitando, assim, levantar aspectos que podem ser aperfeiçoados – motivo pelo qual está em andamento intenso programa de aumento de confiabilidade e redimensionamento que alguns sistemas do aeróstato.

O aeróstato ADB-A-150 é um equipamento derivado das pesquisas da empresa com um diversificado leque de dirigíveis não tripulados: o ADB-1 (4 metros de comprimento e disponibilidade para dois quilos de carga paga), o ADB-2 (16 m de comprimento e disponibilidade para 20 kg de carga), e o ADB-3-30, um veículo cargueiro que deverá nascer do trabalho de nacionalização do dirigível americano 138S Skybus.

Com 50 m de comprimento e capacidade de carga de 30 toneladas, o Skybus brasileiro será sustentado no ar por 4,5 mil metros cúbicos de gás hélio.

LTA 

Nos últimos dez anos a Airship do Brasil tem trabalhado em pesquisas e desenvolvimento de aeronaves mais leves que o ar (lighter than air ou LTA, como são conhecidas internacionalmente).

No aspecto administrativo, a empresa que nasceu com vocação para ser uma prestadora de serviços na área de logística, logo evoluiu para o segmento da indústria aeronáutica.

Complementarmente a esses projetos, a ADB vem trabalhando na montagem e estruturação dos currículos e de cursos a serem ministrados para a formação de recursos humanos tanto para a operação como para a manutenção dos equipamentos por ela produzidos, estando prevista para funcionar em São Carlos, a primeira escola latino-americana formadora de pilotos, tripulações, mecânicos e gestores operacionais de dirigíveis.

Copa do Mundo 

A 28 de novembro de 2013, dirigentes da Airship do Brasil reuniram-se, em Brasília, com o então comandante Militar do Planalto (CMP), general Gerson Menandro Garcia (hoje na chefia do setor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa). O objetivo do encontro era apresentar à força terrestre as opções que incrementariam a confiabilidade do sistema de segurança em estruturação, para funcionar durante os jogos da Copa do Mundo que iriam acontecer na capital brasileira.

O comandante Militar do Planalto era, à época, a autoridade do Exército incumbida da missão de coordenação das ações de defesa, segurança e inteligência, visando garantir que a Copa do Mundo de Futebol transcorresse com tranquilidade.

Na reunião de Brasília, um executivo da área de Relações Estratégicas e Institucionais da ADB explanou a ideia de se estabelecer vigilância e enlaces de comunicações com sensores e antenas instalados em aeróstatos fabricados por sua companhia. Além disso, tratou-se da possibilidade de integração desses equipamentos ao sistema já existente no Comando Militar do Planalto – que possuía, em sua sede, a estrutura de um centro de coordenação e controle (C2) bastante avançado.

O general Menandro mostrou-se interessado no plano da ADB. Ele opinou que a tecnologia desenvolvida pela Airship teria excelente efeito dissuasório, demonstrando avançada capacidade do País em termos de C2, mas o assunto, a partir desse encontro, pouco progrediu.

Bourget 

Passados pouco mais de 18 meses, o tema dos dirigíveis continua na ordem do dia.

Esta semana, durante a 51ª edição do Salão de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget, na França, Orlando P. Carvalho, vice-presidente executivo da divisão de Aeronáutica da prestigiosa companhia americana Lockheed Martin, anunciou que sua empresa planeja oferecer ao mercado um novo dirigível, com capacidade de transportar até 20 toneladas.

O chamado veículo LMH-1 (Lockheed Martin Híbrido-1), baseado no protótipo Skunk Works P-791, que voou pela primeira vez em 2006, é o resultado de mais de 20 anos da famosa Lockheed Martin no campo da tecnologia dos dirigíveis híbridos.



Trata-se de um veículo dotado de quatro motores diesel de 300 HP, com velocidade de cruzeiro em torno dos 60 nós horários e capacidade de voar por 1.400 milhas (o equivalente a 2.520 km) antes de precisar voltar ao chão. Sua capacidade de carga é de 21 toneladas, ou até 19 passageiros instalados com total conforto.

Tal como acontece com todas as aeronaves híbridas, o LMH-1 é realmente um veículo mais pesado que o ar, com 80% da sua capacidade de decolagem determinada pela flutuabilidade do gás hélio encerrado dentro do dirigível. O mais interessante é que ele não requer postes de amarração ou o esquema de tie-down (pontos para fixá-lo no chão).

Em vez disso, ele usa um sistema de colchão de ar semelhante ao de um hovercraft, permitindo que o veículo manobre no terreno.

Outra novidade: o LMH-1 americano também produz um jato de sucção que o prende de maneira mais eficiente ao solo – um mecanismo utilíssimo durante as fainas de carregar ou descarregar cargas.


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