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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Lição de casa para a MB: Peru assina MoU de seu segundo navio-doca de US$50 milhões

Roberto Lopes
Editor de Opinião da Revista Forças de Defesa

Representantes da Marinha do Peru, da multinacional Daewoo International Corporation e da Corporação de Promoção Comercial da Coreia do Sul (KOTRA) firmaram, no último dia 20 de abril, em Lima, um Memorando de Entendimento (MoU, na nomenclatura em inglês) acerca da aquisição, pela Armada do país sul-americano, de um segundo navio de desembarque de fuzileiros navais da classe Makassar – que os chefes navais peruanos denominam de “navio multipropósito”.


Makassar - Coreia do Sul“KRI Makassar”, da Marinha da Indonésia

O navio será batizado de Pisco. Sua fabricação está programada para acontecer nas instalações da empresa Servicios Industriales de la Marina (SIMA), junto ao porto peruano de Callao, e o contrato que irá regular a encomenda deve ser assinado no prazo de 60 dias.

As unidades da classe Makassar vendidas pelos coreanos ao Peru têm 134 m de comprimento e deslocamento (a plena carga) de 11.394 toneladas. A propulsão é CODAD (Combined Diesel and Diesel) e a velocidade de cruzeiro de 15,5 nós horários (16,5 nós a máxima).

A embarcação tem capacidade Ro-Ro para embarque/desembarque rápido de veículos, dique inundável para as operações anfíbias e um convés de voo capaz de receber um helicóptero do tamanho de um Sea King (16,7 m de comprimento e 10 toneladas de peso carregado), enquanto uma segunda aeronave do mesmo porte é mantida dentro do hangar.

O ponto fraco desse projeto é o armamento de autodefesa (que pode ser modificado): um canhão Oto Melara de 76 mm na proa e duas peças 40/70 mm nos costados, para fogo antiaéreo.

De qualquer forma, os dois Makassar representarão uma verdadeira revolução para o agrupamento de unidades de assalto anfíbio da Esquadra peruana, hoje formado por dois antiquados barcos de desenho americano da década de 1950.

Custos 


Seis meses atrás, a Marinha do Brasil mandou uma equipe técnica à França inspecionar o navio de desembarque-doca Siroco, da classe Foudre, que se preparava para cumprir sua última comissão com a bandeira tricolor, após 16 anos de uso.

Enquanto o classe Makassar peruano pode transportar 218 fuzileiros completamente equipados – e recolher até 518 vítimas de um desastre natural –, o Siroco carrega um batalhão inteiro (450 homens) – ou até dois, se a travessia marítima não for longa).

O navio francês pode transportar o dobro de aeronaves que o Makassar, e seu armamento é, também, muito mais sofisticado: três estações lançadoras de mísseis antiaéreos Simbad, três canhões Breda-Mauser de 30 mm e quatro metralhadoras pesadas Browing M2-HB, de 12,7 mm.

Em compensação, o grupo propulsor da embarcação – dois motores SEMT Pielstick a diesel – teve sua produção descontinuada, o que dificulta a manutenção.

A previsão oficial é de que o Paita – primeiro Makassar peruano – seja entregue à Armada sul-americana no ano que vem, após três anos de construção. O Pisco deve ficar pronto em algum momento entre o final de 2017 e o primeiro semestre de 2018.

A produção desses navios aconteceu no âmbito da chamada Parceria de Negócios Peru-Coreia (Peru-Korea Business Partnership). O valor unitário das embarcações é estimado em 50 milhões de dólares – 157 milhões de Reais aproximadamente –, mas o programa todo, que envolveu a habilitação técnica do estaleiro SIMA – a cargo da indústria naval coreana – e a qualificação do pessoal peruano, superou a casa dos 150 milhões de dólares.

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