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Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.
EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI &quo…

Os EUA se dizem surpreendidos pela política da Rússia em relação à Ucrânia

A política da Rússia em relação à Ucrânia foi uma surpresa para os EUA, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter.


Sputnik

"Nós não queremos estes novos desafios, porque nos últimos 15 anos temos estado muito ocupados. Nós tivemos o Iraque e o Afeganistão, nós tivemos um monte de coisas para fazer. Mas, de repente, surgiu este comportamento da Rússia", disse o chefe do Pentágono dirigindo-se às tropas dos EUA na Estônia e aos soldados que participaram nos exercícios BALTOPS, da OTAN, no mar Báltico.


O secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter
Ashton Carter © AP Photo/ Martin Meissner

Ele também anunciou que os EUA enviarão armas pesadas, incluindo tanques e veículos blindados, para seis países da Europa Central e do Leste Europeu: Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia e Romênia. O anúncio foi feito em Tallinn, capital da Estônia, por Ashton Carter, ao lado de ministros da Defesa da Estônia, da Letônia e da Lituânia. "Não procuramos uma guerra fria e muito menos quente com a Rússia, mas vamos defender nossos aliados", disse Carter.

Segundo Carter, o material bélico vai circular na região e será usado para treinamento e exercícios militares. "Os equipamentos não são estáticos. A finalidade é permitir uma melhor formação e maior mobilidade às forças na Europa", disse Carter. A embaixada dos EUA em Varsóvia afirmou que o deslocamento é temporário.

Tudo isso é feito sob o pretexto da intervenção russa no conflito ucraniano. No entanto, o anúncio de que os EUA vão instalar armas pesadas nos países bálticos é visto por muitos como um passo altamente provocativo em relação à Rússia. Vale lembrar o fato de que a Rússia nunca foi a iniciadora do agravamento das relações bilaterais. As autoridades russas reiteram que não é a Rússia quem se aproxima das fronteiras da OTAN, mas é a aliança que está se aproximando das fronteiras da Federação da Rússia. Estados Unidos esqueceram a sua promessa de que a OTAN não iria expandir para o Leste.

Todos esses passos, como a acumulação de forças da OTAN na Europa Oriental, e planos dos EUA sobre o envio de armas não letais para a Ucrânia, são criticados na Rússia. O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse que as medidas "certamente não contribuem nem para o reforço de confiança, nem para a redução das tensões no conflito". Eis a opinião do próprio Vladimir Putin: "A crise ucraniana não surgiu pela culpa da Rússia. Foi o resultado de tentativas dos EUA e seus aliados ocidentais impor a sua vontade em todos os lugares do mundo".

As autoridades da Rússia têm afirmado repetidamente que o país não tem nada a ver com o conflito ucraniano, que teve lugar em Donbass. O presidente russo, Vladimir Putin tem dito repetidamente que ele apoia a solução pacífica da situação no sudeste da Ucrânia, observando que a UE e os Estados Unidos têm uma influência sobre Kiev, mas ignoram as ações das novas autoridades ucranianas.


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