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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Palestina entrega ao tribunal evidências de crimes de Israel na guerra em Gaza

A Palestina entregou ao Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia, o primeiro pacote de documentos que podem criar a base jurídica para o julgamento de autoridades israelenses por crimes de guerra, informa a agência France-Presse.


Sputnik

“O Estado palestino se obrigou cooperar com o TPI, transferindo as informações, e hoje cumpriu sua obrigação”, disse o ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, deixando o prédio do tribunal em Haia.


O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, em Haia
O ministro das Relações Exteriores da Palestina, Riyad al-Maliki, em Haia © AFP 2015/ ROBIN VAN LONKHUIJSEN

Segundo ele, as informações entregadas podem ser suficientes para a abertura imediata de uma investigação. Elas consistem de dois arquivos: um deles descreve os crimes de guerra, supostamente cometidos por Israel durante o conflito no verão de 2014, quando morreram mais de dois mil palestinos e pelo menos 70 civis israelenses. O segundo arquivo contém informações sobre a "ocupação israelense da Cisjordânia e Jerusalém Oriental" e os prisioneiros palestinos.

“Alcançar a justiça é absolutamente necessário para as vítimas palestinas, mortas e vivas. Palestina tinha escolhido um caminho de busca da justiça, não vingança, por isso estamos aqui hoje”, acrescentou al-Maliki.

Em janeiro o procurador do TPI, Fatou Bensouda, anunciouo inicio do "estudo preliminar da situação na Palestina" e possíveis crimes, cometidos no ano passado na Faixa de Gaza ações e na Cisjordânia.

Os documentos apresentados por palestinos na quinta-feira não foram divulgados, mas o diplomata Ammar Hijazi discutiu o conteúdo com os repórteres. Hijazi disse que os documentos revelam o processo de colonização ilegal de Israel na Cisjordânia, relata The Washington Post.

Israel argumenta que a Cisjordânia não está ocupada, mas é um território em disputa e que seus assentamentos são legais. Por sua vez, a administração de Barack Obama descreve os assentamentos como ilegais e não úteis para o processo de paz entre os israelenses e palestinos.

Anteriormente foi publicado o relatório encomendado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU que encontrou evidências de que ambos os lados do conflito puderam cometer os crimes em combates do ano passado.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os ministros do governo negaram veementemente que Israel violou o direito internacional na guerra de Gaza. Ele chamou o relatório de "falho e tendencioso" e pediu ao mundo ignorá-lo.

Israel lançou neste mês o seu próprio relatório que descreve os militares israelenses como cautelosos e morais. Ele culpou o Hamas pelas mortes de civis, porque o grupo usou "escudos humanos" e instalou as armas perto de hospitais, mesquitas, escolas e igrejas.


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