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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Pequim usa o Mar do Sul da China para alocar sua frota submarina

Segundo especialista australiano, um dos objetivos da intensificação das atividades de Pequim no Mar do Sul da China é alocar a frota nuclear submarina em suas águas.


Sputnik

Durante meses seguidos, China tem intensificado suas atividades no Mar do Sul da China, irritando os EUA e aumentando as tensões entre os dois países e na região como um todo. Especialistas ao redor do mundo têm especulado se Pequim, além da construção das ilhas artificiais e de infraestrutura militar, teria também intenções veladas em seus projetos.


submarino chinês
© flickr.com/ US Navy Page

Segundo artigo do jornal australiano Sydney Morning Herald, de 23 de junho, a resposta para essa pergunta seria a frota submarina do país asiático. Pequim estaria tentando ocultar a alocação de sua frota submarina no Mar do Sul da China.

Segundo o autor do artigo, China possui uma frota bastante potente, comparável a de outras potências. O país possuiu um número considerável de submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos. China estaria buscando desenvolver e aumentar o poderio da sua frota submarina e o Mar do Sul da China seria uma das melhores opções para sua disposição.

“O Mar do Sul da China é uma das melhores localidades para ocultar os submarinos nucleares chineses”, disse em entrevista à Sydney Morning Herald o especialista em assuntos de segurança, doutor da Universidade da Nova Gales do Sul, Carl Thayer.

“A profundidade do mar é de alguns mil metros, com cordilheiras de montanhas submersas, o que é ideal para esconder os submarinos”, disse o acadêmico.

Segundo Thayer, Pequim considera o Mar do Sul da China como um ativo estratégico de grande valor, pois serviria como linha de defesa para o sul do país. A frota chinesa, segundo ele, teria criado um sistema de túneis submersos, para entrada e saída dos submarinos equipados com mísseis balísticos.

Até 2014, China construiu 56 submarinos, 5 dos quais são nucleares. Pelo menos 3 deles estão equipados com mísseis balísticos. Segundo Pentágono no final de 2014, Pequim planeja construir mais 5.

Segundo Sydney Morning Herald, nas últimas décadas, com base em tecnologias russas e norte-americanas, China desenvolveu diversos programas de contenção nuclear, inclusive a frota submarina.

O míssil balístico JI2, instalado nos submarinos chineses, não tem autonomia para chegar até os Estados Unidos a partir do Mar do Sul da China, mas Pequim está trabalhando para aumentar o seu alcance. Por isso, segundo especialistas militares, o país pretende usar o Mar do Sul da China como uma fortaleza para a sua frota.

Os submarinos chineses são considerados de fácil detecção, por isso não seria fácil alcançarem a parte ocidental do Pacífico. No entanto, aumentando o alcance dos mísseis, a frota chinesa não precisará mais navegar até a costa dos EUA.

Washington tem demonstrado preocupação com a instalação unilateral por Pequim do sistema de indentificação antiaérea no Mar do Sul da China (sistema ADIZ). Isso impedirá voos de aeronaves estrangeiras na região e a detecção de submarinos chineses.

Em maio de 2015, uma aeronave norte-americana P-8A Poseidon, com jornalistas da CNN a bordo, estava sobrevoando áreas de construção das ilhas artificiais chinesas, quando recebeu aviso de interceptação e foi obrigada a deixar a região pela força aérea chinesa. Este foi o primeiro incidente do gênero. Segundo Carl Thayer e outros analistas, Pequim dará prosseguimento às suas atividades de construção de ilhas artificias no Mar do Sul da China.



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