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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Pequim usa o Mar do Sul da China para alocar sua frota submarina

Segundo especialista australiano, um dos objetivos da intensificação das atividades de Pequim no Mar do Sul da China é alocar a frota nuclear submarina em suas águas.


Sputnik

Durante meses seguidos, China tem intensificado suas atividades no Mar do Sul da China, irritando os EUA e aumentando as tensões entre os dois países e na região como um todo. Especialistas ao redor do mundo têm especulado se Pequim, além da construção das ilhas artificiais e de infraestrutura militar, teria também intenções veladas em seus projetos.


submarino chinês
© flickr.com/ US Navy Page

Segundo artigo do jornal australiano Sydney Morning Herald, de 23 de junho, a resposta para essa pergunta seria a frota submarina do país asiático. Pequim estaria tentando ocultar a alocação de sua frota submarina no Mar do Sul da China.

Segundo o autor do artigo, China possui uma frota bastante potente, comparável a de outras potências. O país possuiu um número considerável de submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos. China estaria buscando desenvolver e aumentar o poderio da sua frota submarina e o Mar do Sul da China seria uma das melhores opções para sua disposição.

“O Mar do Sul da China é uma das melhores localidades para ocultar os submarinos nucleares chineses”, disse em entrevista à Sydney Morning Herald o especialista em assuntos de segurança, doutor da Universidade da Nova Gales do Sul, Carl Thayer.

“A profundidade do mar é de alguns mil metros, com cordilheiras de montanhas submersas, o que é ideal para esconder os submarinos”, disse o acadêmico.

Segundo Thayer, Pequim considera o Mar do Sul da China como um ativo estratégico de grande valor, pois serviria como linha de defesa para o sul do país. A frota chinesa, segundo ele, teria criado um sistema de túneis submersos, para entrada e saída dos submarinos equipados com mísseis balísticos.

Até 2014, China construiu 56 submarinos, 5 dos quais são nucleares. Pelo menos 3 deles estão equipados com mísseis balísticos. Segundo Pentágono no final de 2014, Pequim planeja construir mais 5.

Segundo Sydney Morning Herald, nas últimas décadas, com base em tecnologias russas e norte-americanas, China desenvolveu diversos programas de contenção nuclear, inclusive a frota submarina.

O míssil balístico JI2, instalado nos submarinos chineses, não tem autonomia para chegar até os Estados Unidos a partir do Mar do Sul da China, mas Pequim está trabalhando para aumentar o seu alcance. Por isso, segundo especialistas militares, o país pretende usar o Mar do Sul da China como uma fortaleza para a sua frota.

Os submarinos chineses são considerados de fácil detecção, por isso não seria fácil alcançarem a parte ocidental do Pacífico. No entanto, aumentando o alcance dos mísseis, a frota chinesa não precisará mais navegar até a costa dos EUA.

Washington tem demonstrado preocupação com a instalação unilateral por Pequim do sistema de indentificação antiaérea no Mar do Sul da China (sistema ADIZ). Isso impedirá voos de aeronaves estrangeiras na região e a detecção de submarinos chineses.

Em maio de 2015, uma aeronave norte-americana P-8A Poseidon, com jornalistas da CNN a bordo, estava sobrevoando áreas de construção das ilhas artificiais chinesas, quando recebeu aviso de interceptação e foi obrigada a deixar a região pela força aérea chinesa. Este foi o primeiro incidente do gênero. Segundo Carl Thayer e outros analistas, Pequim dará prosseguimento às suas atividades de construção de ilhas artificias no Mar do Sul da China.



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