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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
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O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Putin: Rússia não busca conflitos, somente responde à ameaças

Rússia não adota postura de conflito. Todas as ações da Rússia são somente em resposta à ameaças. Com tudo isso, as suas respostas são em volume e escala reduzidos, afirmou o presidente russo Vladimir Putin, em entrevista ao jornal italiano Il Corriere della Sera.


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“Rússia não adota tom de conflito com ninguém. Nesse tipo de assunto, como disse um dos políticos do passado, Otto von Bismarck, o que importa não são as conversas, mas sim as potencialidades”, disse Putin.


Presidente Vladimir Putin
Vladimir Putin © Sputnik/ Sergey Gunee

“Tudo que fazemos é simplesmente responder à ameaças voltadas contra nos. E fazemos isso em volume e escala completamente limitados, de modo, entretanto, a garantir a segurança da Rússia”, destacou o presidente russo.

Putin disse ter proposto aos parceiros americanos que não saíssem de modo unilateral do Tratado de Mísseis Antibalísticos. Além disso, Putin teria feito a proposta de criação do escudo antimísseis europeu numa parceria entre a Rússia, EUA e UE, que foi recusada.

“Na ocasião, é claro, nos dissemos: tudo bem, é um sistema caro e a sua eficiência ainda é desconhecida. No entanto, para garantir um equilíbrio estratégico de modo incontestável, decidimos passar a desenvolver o nosso potencial estratégico ofensivo. Passamos a pensar em sistemas de penetrar o escudo antimísseis. Devo dizer que registramos grandes avanços nesse sentido”, disse o chefe de Estado.

Ele destacou que os gastos militares dos EUA superam os gastos militares somados de todos os países no mundo. Já os gastos somados dos países membros da OTAN superam em 10 vezes os gastos militares da Rússia. Além disso, ao contrário dos Estados Unidos, Rússia praticamente não possui bases militares no exterior.

Ele recordou que a Rússia, no início dos anos 1990, deixou de realizar voos estratégicos em regiões distantes do globo. Porém, como os EUA não abandonaram esta prática e continuaram a sobrevoar as proximidades das fronteiras russas, Rússia decidiu retomar essa atividade.

Putin chamou a atenção para o fato dos submarinos norte-americanos estarem de modo permanente localizados na costa norueguesa e que os seus mísseis podem atingir Moscou em 17 minutos.

“Nós, por outro lado, retiramos de Cuba todas as bases, mesmo as bases sem valor estratégico. E agora vocês dizem que nos temos um comportamento agressivo? Vocês mencionaram a expansão da OTAN no sentido leste. Nós, por outro lado, não estamos nos movendo a lugar algum. É a infraestrutura da OTAN que se move em direção às nossas fronteiras, inclusive infraestrutura militar. Seria essa a manifestação da nossa agressividade?”, concluiu Vladimir Putin.


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