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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
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Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Putin: Rússia não busca conflitos, somente responde à ameaças

Rússia não adota postura de conflito. Todas as ações da Rússia são somente em resposta à ameaças. Com tudo isso, as suas respostas são em volume e escala reduzidos, afirmou o presidente russo Vladimir Putin, em entrevista ao jornal italiano Il Corriere della Sera.


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“Rússia não adota tom de conflito com ninguém. Nesse tipo de assunto, como disse um dos políticos do passado, Otto von Bismarck, o que importa não são as conversas, mas sim as potencialidades”, disse Putin.


Presidente Vladimir Putin
Vladimir Putin © Sputnik/ Sergey Gunee

“Tudo que fazemos é simplesmente responder à ameaças voltadas contra nos. E fazemos isso em volume e escala completamente limitados, de modo, entretanto, a garantir a segurança da Rússia”, destacou o presidente russo.

Putin disse ter proposto aos parceiros americanos que não saíssem de modo unilateral do Tratado de Mísseis Antibalísticos. Além disso, Putin teria feito a proposta de criação do escudo antimísseis europeu numa parceria entre a Rússia, EUA e UE, que foi recusada.

“Na ocasião, é claro, nos dissemos: tudo bem, é um sistema caro e a sua eficiência ainda é desconhecida. No entanto, para garantir um equilíbrio estratégico de modo incontestável, decidimos passar a desenvolver o nosso potencial estratégico ofensivo. Passamos a pensar em sistemas de penetrar o escudo antimísseis. Devo dizer que registramos grandes avanços nesse sentido”, disse o chefe de Estado.

Ele destacou que os gastos militares dos EUA superam os gastos militares somados de todos os países no mundo. Já os gastos somados dos países membros da OTAN superam em 10 vezes os gastos militares da Rússia. Além disso, ao contrário dos Estados Unidos, Rússia praticamente não possui bases militares no exterior.

Ele recordou que a Rússia, no início dos anos 1990, deixou de realizar voos estratégicos em regiões distantes do globo. Porém, como os EUA não abandonaram esta prática e continuaram a sobrevoar as proximidades das fronteiras russas, Rússia decidiu retomar essa atividade.

Putin chamou a atenção para o fato dos submarinos norte-americanos estarem de modo permanente localizados na costa norueguesa e que os seus mísseis podem atingir Moscou em 17 minutos.

“Nós, por outro lado, retiramos de Cuba todas as bases, mesmo as bases sem valor estratégico. E agora vocês dizem que nos temos um comportamento agressivo? Vocês mencionaram a expansão da OTAN no sentido leste. Nós, por outro lado, não estamos nos movendo a lugar algum. É a infraestrutura da OTAN que se move em direção às nossas fronteiras, inclusive infraestrutura militar. Seria essa a manifestação da nossa agressividade?”, concluiu Vladimir Putin.


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