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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Rússia defende a preservação das atuais fronteiras da Ucrânia

A Rússia defende a preservação das fronteiras atuais da Ucrânia e insiste na aplicação dos acordos de Minsk por todas as partes do conflito ucraniano, disse no sábado o chefe da administração do Kremlin, Sergei Ivanov, em entrevista no programa televisivo "Vesti v Subbotu" (Notícias de Sábado").


Sputnik

"[Vladimir Putin] disse que, se tivesse alguma dúvida em fevereiro nas negociações em Minsk, ele não iria colocar a sua assinatura. Mas ele assinou. Então, ele considera os acordos de Minsk a solução ideal para o conflito interno ucraniano. Enfatizo que o conflito é interno", disse Ivanov, respondendo à pergunta onde, em sua opinião, deve idealmente passar a fronteira ucraniana.


A bandeira nacional da Ucrânia na fronteira russo-ucraniana
© AP Photo/ Inna Varenytsia

Ele acrescentou que Moscou tem recebido apelos para influir nas milícias do Leste ucraniano, mas elas, segundo Ivanov, já fizeram sua escolha.

"Acho que o que fizemos já teve grande impacto, porque os milicianos mudaram sua posição. Eles já haviam votado pela independência mas depois declararam que estão prontos a continuar a ser parte da Ucrânia, se os acordos de Minsk forem cumpridos", disse.

Ivanov sublinhou que as autoridades ucranianas ainda não deram passos recíprocos: "Agora não somos nós que devemos levar as milícias a agir de determinado modo. Isso deve ser feito por aqueles que, vou dizer diplomaticamente, influenciam fortemente as autoridades de Kiev".

Na sexta-feira (19), o presidente russo Vladimir Putin assegurou, numa reunião com empresários estrangeiros, que a Rússia está interessada na paz na Ucrânia.

"O presidente disse que estamos interessados na paz, e não por causa das sanções, mas porque temos uma grande ligação com os ucranianos, que estão morrendo, e muitos russos querem que o conflito acabe", disse aos jornalistas o vice-primeiro-ministro Igor Shuvalov, empregando as palavras de Putin.


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