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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Russos rebatem críticas sobre atualização de arsenal nuclear

A recente declaração do presidente Vladímir Pútin sobre a incorporação de 40 mísseis balísticos ao arsenal russo provocou uma onda de acusações de quebra do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês). Russos alegam que palavras de Pútin foram deturpadas, e que se trata apenas de modernização das forças nucleares.


Guevorg Mirzaian | Gazeta Russa

Na última terça-feira (16), o presidente russo Vladímir Pútin declarou que “este ano as forças nucleares [da Rússia] vão incorporar mais 40 de novos mísseis balísticos intercontinentais, capazes de superar qualquer sistema de defesa antimíssil”. Pouco depois, alguns políticos ocidentais, encarando o anúncio de Pútin como o início de uma nova corrida armamentista, não pouparam críticas à liderança russa.


Russos rebatem críticas sobre atualização de arsenal nuclear
Complexo de mísseis Yars, na Praça Vermelha de Moscou Foto: Ria Nôvosti/Vladímir Astapkovitch

“Isso não ajuda em nada a esfriar a escalada dos conflitos”, disse o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. Já o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, declarou que “a retórica militar [do Kremlin] não se justifica, é perigosa e desempenha um papel desestabilizador”, enquanto o comandante das forças da Otan na Europa, Philip Breedlove, se referiu à Rússia como uma “potência nuclear irresponsável”.

No entanto, a questão foi analisada sob um ponto de vista diversos por alguns observadores russos. “A atualização do arsenal nuclear da Rússia não é surpresa para ninguém. Ela se enquadra no programa de modernização das Forças Armadas, e o número de mísseis é ainda menor do que o previsto”, disse à Gazeta Russa o professor Dmítri Ofitserov-Belski, da Escola Superior de Economia.

Além disso, Pútin teria falado não apenas sobre mísseis, mas das Forças Armadas como um todo. “Ele também disse que em breve será colocado ao serviço do Exército o cruzador submarino estratégico Vladímir Monomakh, e que tanto a Marinha como a Aeronáutica estão sendo complementadas”, destacou Ofitserov-Belski.


Vladímir Monomakh

Alarmismo sem causa

“As palavras de Pútin caíram em solo fértil, uma vez que as relações políticas entre a Rússia e os EUA/Otan entraram no domínio da troca de acusações e ameaças”, disse à Gazeta Russa Piotr Topitchkanov, funcionário do Centro Carnegie de Moscou. “Assim, o anúncio de que o país ganha estas ou outras capacidades no campo das armas nucleares ou convencionais é entendido como uma ameaça ao adversário.”

Topitchkanov ressaltou, contudo, que o programa de renovação das forças nucleares russas “não foi iniciado hoje nem ontem” e a complementação anunciada não coloca as forças russas de dissuasão nuclear para além do limite máximo estipulado no Start. “Esse tratado estabelece um regime de inspeções que restringe seriamente a possibilidade de violações do mesmo”, afirmou.

Ainda segundo o especialista do Centro Carnegie, a possibilidade de conflito militar não é interessante nem para a Rússia, nem para o Ocidente. “Tanto Moscou como Washington e Bruxelas entendem que qualquer conflito armado entre a Rússia e a Otan seria difícil de conter em termos de escalada para uma guerra nuclear.”

Corrida cara

Após as críticas ocidentais, as autoridades russas também negaram qualquer ameaça nas palavras do presidente Vladímir Pútin. “Nós não estamos entrando em nenhuma corrida armamentista – somos contra isso, pois iria apenas enfraquecer as nossas capacidades na esfera econômica”, declarou o assessor da presidência, Iúri Uchakov.

O assessor de imprensa do Kremlin, Dmítri Peskov, acrescentou ainda que a Rússia não pretende atacar ninguém – pelo contrário, o país teme se tornar vítima de agressão. “Pútin explicou detalhadamente ao seu homólogo finlandês que não é a Rússia que está se aproximando das fronteiras de ninguém. A infraestrutura militar da Otan é que está se aproximando das fronteiras da Rússia e estão sendo tomadas medidas destinadas a mudar o equilíbrio estratégico de forças”, disse Peskov.


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