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Embraer e Boeing acertam termos de parceria

Acordo prevê criação de uma nova empresa de aviação comercial, com 80% de participação da gigante americana. Boeing vai pagar 4,2 bilhões de dólares aos brasileiros. Transação precisa ser aprovada pelo governo federal.
Deutsch Welle

A Embraer e a gigante americana Boeing anunciaram nesta segunda-feira (17/12) a aprovação dos termos de uma parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial. A execução do acerto ainda precisa do aval do governo brasileiro.


De acordo com a proposta, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de 4,2 bilhões de dólares, enquanto a fabricante brasileira ficará com os 20% restantes.

"A expectativa é de que a parceria não terá impacto no lucro por ação da Boeing em 2020, passando a ter impacto positivo nos anos seguintes", diz um comunicado conjunto da Embraer e da Boeing divulgado para investidores.

As duas empresas informaram que a joint venture criada para a fabricação de aviões comerciais, que deve absorver toda a operação…

Sistemas S-300 russos no Irã complicarão vida da Força Aérea dos EUA na região

A venda de sistemas S-300 russos para Teerã pode levar a uma mudança radical no equilíbrio de poder no Oriente Médio, escreve o jornalista do Business Insider, Jeremy Bender.


Sputnik

Com este acerto comercial o Irã terá um duplo benefício: o país será capaz de controlar o espaço aéreo muito além de suas fronteiras e ao mesmo tempo proteger as suas próprias instalações nucleares contra potenciais ataques.


Sistema de mísseis S-300
© Sputnik/ Pavel Lisitsyn

Se o Irã implantar os S-300 na sua costa sul, Teerã vai estar ciente de todos os voos da Força Aérea dos EUA no território do golfo Pérsico, escreve Bender. As rotas da aviação civil também ficariam sob controle.

Os sistemas russos vão ajudar o Irã a proteger de forma confiável as suas instalações nucleares. Ao mesmo tempo, "o sistema de defesa antiaérea iraniana será praticamente imune a todos os tipos de aviões norte-americanos, exceto os mais avançados", disse o autor.

Segundo ele, "a entrega dos sistemas reduzirá a ameaça da influência militar contra Teerã em caso de violação do acordo sobre o programa nuclear", porque os países que não têm a tecnologia Stealth, não são capazes de atacar o Irã. Então, de fato, apenas os Estados Unidos podem atacar. Mas mesmo para os Estados Unidos essas operações serão caras demais.

Na semana passada a Rússia confirmou sua decisão de enviar ao Irã os sistemas de defesa aérea S-300 solicitados. No entanto, as autoridades russas informaram que ainda não há uma data prevista para a entrega, que pode levar um certo tempo para ser feita.

Em abril, a despeito da preocupação demonstrada por EUA e Israel, o presidente Vladimir Putin aproveitou o acordo firmado entre o Irã e o grupo do P5+1, sobre o programa nuclear iraniano, para revogar o embargo imposto há cinco anos sobre o contrato dos S-300, alegando que Teerã estava demonstrando grande flexibilidade e interesse em assumir um compromisso sério com as autoridades internacionais. Para o governo russo, no atual cenário, não há mais motivos para manter as sanções de 2010 do Conselho de Segurança da ONU, que proibiram a venda de equipamentos militares para o Irã.


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