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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Subsecretário-Geral da ONU: Novos conflitos exigem mais forças de paz

O Secretário-Geral Adjunto para Operações de Manutenção de Paz, Dmitry Titov, concedeu entrevista à agência noticiosa russa RIA Novosti no Dia de Pacificadores, 29 de maio.


Sputnik

Segundo Titov, “o aumento da importância da ONU na manutenção de paz reflete a turbulência e a complexidade da situação atual no mundo”.


Capacetes das forças de manutenção da paz das Nações Unidas
© flickr.com/ United Nations Photo

Até agora foram lançadas 69 operações de paz e hoje em dia, missões trabalham em 16 lugares do mundo.

De acordo com o Subsecretário-Geral da ONU, a manutenção da paz se tornou um processo complexo, porque a estrutura de conflitos se alterou:

“Os conflitos se tornaram mais assimétricos, rígidos, com o envolvimento da criminalidade organizada, às vezes de interesses privados. Cada novo tipo de conflito requer esforços e ferramentas distintos, incluindo a força de paz”.

O alto funcionário frisou que a posição da Rússia sobre a manutenção da paz é ambígua:

“A Rússia acredita que é preciso abordar estas questões de forma seletiva. É assim, e nós precisamos olhar para os aspectos jurídicos de operações de alta segurança. Mas, ao mesmo tempo, existe uma necessidade de olhar para a resolução do conflito de uma maneira completamente nova: para além da manutenção da paz mais rigorosa associada com a nova tecnologia, ainda há muito pouco acesso à informação, incluindo os dados básicos de inteligência”.

A Rússia contribui muito para as operações das Nações Unidas, atualmente as missões dispõem de 68 militares e policiais russos, inclusive três mulheres, comenta Dmitry Titov:

“Apenas 5-7 anos atrás, a Rússia forneceu 300 soldados e policiais. Nos últimos anos, infelizmente, o interesse pelo contingente está em queda. A Rússia também participa do fornecimento de assistência humanitária às zonas de conflito. Durante muitos anos, a Rússia tinha um lugar especial nas operações de transporte aéreo. Após o colapso da União Soviética, um número significativo de máquinas de aviação perdeu a demanda na Rússia ou no território da antiga União Soviética. Esses helicópteros e aviões foram usados por empresas privadas, incluindo as ocidentais, muitos dos quais serviram para a manutenção de paz, e não só para as operações das Nações Unidas. Por exemplo, as ações da coalizão no Iraque às vezes foram apoiadas por aeronaves e helicópteros russos. A Rússia forneceu equipamentos de aviação para o Afeganistão, o que foi um elemento importante da cooperação trilateral com os governos do Afeganistão e dos Estados Unidos”.

Dmitry Titov declarou que está à espera de que o governo russo retome a questão do aumento da participação russa das missões pacificadores da ONU:

“No meu ver, a Rússia tem grande potencial. Durante a visita para Moscou para celebrar o 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, o Secretário-Geral da ONU se reuniu com o presidente Putin. O Secretário-Geral abordou a questão de possibilidade de aumentar a contribuição russa para a manutenção de paz”.

O alto funcionário da ONU também fez se lembrar de outros países que contribuem muito à formação de missões:

“Durante os anos 1950-60 primeiramente contribuíram tal chamados países neutros, os países escandinavos – Suécia, Finlândia, Noruega e Canadá. Nos anos 1980 aumentou acentuadamente a necessidade de pessoal porque as operações antigas foram compactas e, como uma regra, serviram para a separação de forças, que frequentemente foram controladas por dois blocos: soviético e ocidental.

Depois da Guerra Fria, a situação mudou drasticamente, havia abundância de conflito. As posições dos líderes ocuparam os países com capacidades militares significativos e exércitos grandes – a Índia, o Bangladesh, o Paquistão, o Nepal, o Egito, e recentemente – a Etiópia. Muitos deles têm um forte exército profissional. A França, a Itália, a maioria dos países BRICS estão muito envolvidos no processo de manutenção de paz, estão representados por cerca de duas ou três mil pessoas. A China envia quase três mil, o Brasil e a África do Sul, cerca de dois mil, a India, mais de oito mil”.


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