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Exército sírio retoma base aérea de Abu al-Duhur controlada por militantes desde 2015

O exército sírio expulsou os terroristas do aeródromo de Abu al-Duhur, na província de Idlib, que estava sob controle de grupos armados ilegais desde setembro de 2015, informou o Ministério da Defesa russo.
Sputnik

"Como resultado da ofensiva, as tropas sírias expulsaram os radicais do aeródromo de Abu al-Duhur que estava sob controle de grupos armados desde setembro de 2015", diz-se no comunicado do ministério russo.


O ministério também informou que as forças governamentais sírias cercaram uma grande concentração de terroristas da Frente al-Nusra (grupo terrorista proibido na Rússia) na província de Idlib.

Segundo o comunicado, as unidades de ataque das tropas governamentais, lideradas pelo general sírio Suheil Hassan, juntaram-se às forças da milícia e realizaram uma ofensiva ao longo da rodovia Aleppo-Hama.

Desta maneira, segundo o ministério russo, foi posto fim ao cerco de uma grande concentração da Frente al-Nusra na parte oriental de Idlib.

Em 10 de janeiro, uma fonte infor…

Subsecretário-Geral da ONU: Novos conflitos exigem mais forças de paz

O Secretário-Geral Adjunto para Operações de Manutenção de Paz, Dmitry Titov, concedeu entrevista à agência noticiosa russa RIA Novosti no Dia de Pacificadores, 29 de maio.


Sputnik

Segundo Titov, “o aumento da importância da ONU na manutenção de paz reflete a turbulência e a complexidade da situação atual no mundo”.


Capacetes das forças de manutenção da paz das Nações Unidas
© flickr.com/ United Nations Photo

Até agora foram lançadas 69 operações de paz e hoje em dia, missões trabalham em 16 lugares do mundo.

De acordo com o Subsecretário-Geral da ONU, a manutenção da paz se tornou um processo complexo, porque a estrutura de conflitos se alterou:

“Os conflitos se tornaram mais assimétricos, rígidos, com o envolvimento da criminalidade organizada, às vezes de interesses privados. Cada novo tipo de conflito requer esforços e ferramentas distintos, incluindo a força de paz”.

O alto funcionário frisou que a posição da Rússia sobre a manutenção da paz é ambígua:

“A Rússia acredita que é preciso abordar estas questões de forma seletiva. É assim, e nós precisamos olhar para os aspectos jurídicos de operações de alta segurança. Mas, ao mesmo tempo, existe uma necessidade de olhar para a resolução do conflito de uma maneira completamente nova: para além da manutenção da paz mais rigorosa associada com a nova tecnologia, ainda há muito pouco acesso à informação, incluindo os dados básicos de inteligência”.

A Rússia contribui muito para as operações das Nações Unidas, atualmente as missões dispõem de 68 militares e policiais russos, inclusive três mulheres, comenta Dmitry Titov:

“Apenas 5-7 anos atrás, a Rússia forneceu 300 soldados e policiais. Nos últimos anos, infelizmente, o interesse pelo contingente está em queda. A Rússia também participa do fornecimento de assistência humanitária às zonas de conflito. Durante muitos anos, a Rússia tinha um lugar especial nas operações de transporte aéreo. Após o colapso da União Soviética, um número significativo de máquinas de aviação perdeu a demanda na Rússia ou no território da antiga União Soviética. Esses helicópteros e aviões foram usados por empresas privadas, incluindo as ocidentais, muitos dos quais serviram para a manutenção de paz, e não só para as operações das Nações Unidas. Por exemplo, as ações da coalizão no Iraque às vezes foram apoiadas por aeronaves e helicópteros russos. A Rússia forneceu equipamentos de aviação para o Afeganistão, o que foi um elemento importante da cooperação trilateral com os governos do Afeganistão e dos Estados Unidos”.

Dmitry Titov declarou que está à espera de que o governo russo retome a questão do aumento da participação russa das missões pacificadores da ONU:

“No meu ver, a Rússia tem grande potencial. Durante a visita para Moscou para celebrar o 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, o Secretário-Geral da ONU se reuniu com o presidente Putin. O Secretário-Geral abordou a questão de possibilidade de aumentar a contribuição russa para a manutenção de paz”.

O alto funcionário da ONU também fez se lembrar de outros países que contribuem muito à formação de missões:

“Durante os anos 1950-60 primeiramente contribuíram tal chamados países neutros, os países escandinavos – Suécia, Finlândia, Noruega e Canadá. Nos anos 1980 aumentou acentuadamente a necessidade de pessoal porque as operações antigas foram compactas e, como uma regra, serviram para a separação de forças, que frequentemente foram controladas por dois blocos: soviético e ocidental.

Depois da Guerra Fria, a situação mudou drasticamente, havia abundância de conflito. As posições dos líderes ocuparam os países com capacidades militares significativos e exércitos grandes – a Índia, o Bangladesh, o Paquistão, o Nepal, o Egito, e recentemente – a Etiópia. Muitos deles têm um forte exército profissional. A França, a Itália, a maioria dos países BRICS estão muito envolvidos no processo de manutenção de paz, estão representados por cerca de duas ou três mil pessoas. A China envia quase três mil, o Brasil e a África do Sul, cerca de dois mil, a India, mais de oito mil”.


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