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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Subsecretário-Geral da ONU: Novos conflitos exigem mais forças de paz

O Secretário-Geral Adjunto para Operações de Manutenção de Paz, Dmitry Titov, concedeu entrevista à agência noticiosa russa RIA Novosti no Dia de Pacificadores, 29 de maio.


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Segundo Titov, “o aumento da importância da ONU na manutenção de paz reflete a turbulência e a complexidade da situação atual no mundo”.


Capacetes das forças de manutenção da paz das Nações Unidas
© flickr.com/ United Nations Photo

Até agora foram lançadas 69 operações de paz e hoje em dia, missões trabalham em 16 lugares do mundo.

De acordo com o Subsecretário-Geral da ONU, a manutenção da paz se tornou um processo complexo, porque a estrutura de conflitos se alterou:

“Os conflitos se tornaram mais assimétricos, rígidos, com o envolvimento da criminalidade organizada, às vezes de interesses privados. Cada novo tipo de conflito requer esforços e ferramentas distintos, incluindo a força de paz”.

O alto funcionário frisou que a posição da Rússia sobre a manutenção da paz é ambígua:

“A Rússia acredita que é preciso abordar estas questões de forma seletiva. É assim, e nós precisamos olhar para os aspectos jurídicos de operações de alta segurança. Mas, ao mesmo tempo, existe uma necessidade de olhar para a resolução do conflito de uma maneira completamente nova: para além da manutenção da paz mais rigorosa associada com a nova tecnologia, ainda há muito pouco acesso à informação, incluindo os dados básicos de inteligência”.

A Rússia contribui muito para as operações das Nações Unidas, atualmente as missões dispõem de 68 militares e policiais russos, inclusive três mulheres, comenta Dmitry Titov:

“Apenas 5-7 anos atrás, a Rússia forneceu 300 soldados e policiais. Nos últimos anos, infelizmente, o interesse pelo contingente está em queda. A Rússia também participa do fornecimento de assistência humanitária às zonas de conflito. Durante muitos anos, a Rússia tinha um lugar especial nas operações de transporte aéreo. Após o colapso da União Soviética, um número significativo de máquinas de aviação perdeu a demanda na Rússia ou no território da antiga União Soviética. Esses helicópteros e aviões foram usados por empresas privadas, incluindo as ocidentais, muitos dos quais serviram para a manutenção de paz, e não só para as operações das Nações Unidas. Por exemplo, as ações da coalizão no Iraque às vezes foram apoiadas por aeronaves e helicópteros russos. A Rússia forneceu equipamentos de aviação para o Afeganistão, o que foi um elemento importante da cooperação trilateral com os governos do Afeganistão e dos Estados Unidos”.

Dmitry Titov declarou que está à espera de que o governo russo retome a questão do aumento da participação russa das missões pacificadores da ONU:

“No meu ver, a Rússia tem grande potencial. Durante a visita para Moscou para celebrar o 70º aniversário da vitória na Segunda Guerra Mundial, o Secretário-Geral da ONU se reuniu com o presidente Putin. O Secretário-Geral abordou a questão de possibilidade de aumentar a contribuição russa para a manutenção de paz”.

O alto funcionário da ONU também fez se lembrar de outros países que contribuem muito à formação de missões:

“Durante os anos 1950-60 primeiramente contribuíram tal chamados países neutros, os países escandinavos – Suécia, Finlândia, Noruega e Canadá. Nos anos 1980 aumentou acentuadamente a necessidade de pessoal porque as operações antigas foram compactas e, como uma regra, serviram para a separação de forças, que frequentemente foram controladas por dois blocos: soviético e ocidental.

Depois da Guerra Fria, a situação mudou drasticamente, havia abundância de conflito. As posições dos líderes ocuparam os países com capacidades militares significativos e exércitos grandes – a Índia, o Bangladesh, o Paquistão, o Nepal, o Egito, e recentemente – a Etiópia. Muitos deles têm um forte exército profissional. A França, a Itália, a maioria dos países BRICS estão muito envolvidos no processo de manutenção de paz, estão representados por cerca de duas ou três mil pessoas. A China envia quase três mil, o Brasil e a África do Sul, cerca de dois mil, a India, mais de oito mil”.


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